Herança poderá ter provocado massacre nos Alpes
As autoridades estão a investigar a fortuna dos Hilli para perceberem se a herança da família poderá ter sido a motivação para o massacre que vitimou três familiares: o pai, Saad al-Hilli, de 50 anos, a mãe, Iqbal, de 47, e a avó materna, de 74 anos e nacionalidade sueca.
Saad al-Hilli e o irmão, Zaid al-Hilli, estariam em confronto devido à herança deixada em testamento pelo pai, que morreu no ano passado, de acordo com o jornal inglês "Mirror".
Eric Maillaud, o procurador francês encarregue da investigação aos homícidios cometidos perto de Chevaline - nos quais também se inclui um ciclista francês , encontrado perto dos restantes cadáveres -, disse que as autoridades encontraram uma conta na Suíça e várias propriedades no estrangeiro (os Hilli viviam em Inglaterra), a totalizarem cerca de 5 milhões de euros, no nome da família.
"A fortuna é razão suficiente para motivar os assassinatos", explicou o procurador, já depois de Zaid al-Hilli - questionado pela polícia - ter negado qualquer envolvimento na morte do irmão e dos restantes familiares.
As únicas sobreviventes do massacre foram Zeena e Zainab, filhas do casal assassinado, de 4 e 7 anos, respetivamente. Zeena foi encontrada são e salva no carro onde estavam já mortos o pai, a mãe e a avó, várias horas após a polícia ter chegado ao local. Zainab, ferida gravemente, esteve vários dias em coma e quando acordou disse às autoridades que viu "um homem mau".


DR
Zaid al-Hilli e o irmão Saad al-Hilli, que foi assassinado nos Alpes
