29 de Julho de 2014
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A redenção dos Espírito Santo

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Há quase quinze dias, escrevi no Expresso Diário que o caso Espírito Santo já não era um assunto técnico para a CMVM e Banco de Portugal. Já não chegava dizer que Salgado tinha perdido a idoneidade bancária.

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Rendo-me a Salgado, Marcelo e Soares

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Tenho uma confissão a fazer: rendo-me à corte lisboeta, essa magnífica trupe que nos apascenta e que, de forma objetiva, vive acima do bem e do mal. 

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Eça fica à porta, s.f.f.

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Quando entramos naquele sítio, fica a impressão de que o DeLorean de Michael J. Fox está a pairar sobre as nossas cabeças. Vemos peças de helicópteros da Agusta, peças de jatos da Embraer e Dassault, carros elétricos que encantam a Escandinávia, sistemas operativos da maior barragem do mundo e bicicletas do futuro. Não, não fui a Silicon Valley. Não, esta odalisca tecnológica que me encantou não fica em Munique. Fica mesmo ali na Maia e dá pelo nome de CEIIA, Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel. 

 

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A outra Sophia

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A nossa memória coletiva está dominada pelas figuras românticas do "exilado" e do "clandestino" do PCP. Pelo segundo sinto um misto de volúpia literária e repulsa. Pelo primeiro sinto respeito, embora não seja o meu herói. Não foram os exilados que derrubaram o Estado Novo. A ditadura foi enfraquecida pela guerra de atrito conduzida por um conjunto de cidadãos que deu a cara pela liberdade aqui em Portugal. Entre outros, estou a falar de Alçada, Bénard, Francisco Sousa Tavares, Sá Carneiro, Pinto Leite e demais homens da Ala Liberal. E, claro, estou a falar de Sophia de Mello Breyner Andresen. Antes de ter sido poetisa, Sophia foi uma cidadã que combateu contra a ditadura aqui em Portugal e não no aconchego de Paris ou das praias do Mar Negro, as tais praias que conheciam de cor o bronzeado de Álvaro Cunhal.

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Ricardo Salgado, o Gattopardo

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Ricardo Salgado é uma personagem literária, uma espécie de Gattopardo financeiro. Ao contrário do original, este Gattopardo não me desperta empatia. Não me importava de mimar Don Fabrizio, talvez cofiar-lhe a barba num cafuné oitocentista. Salgado não me desperta semelhantes instintos, mas não deixa de me fascinar.

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Do pelado à Copa

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Esqueçam o risco ao meio e o sotaque espanholado, esqueçam a insistência em Miguel Veloso, esqueçam a "tranquilidade", esqueçam a caricatura e concentrem-se na história do homem. E que história. Como salienta Jorge Reis-Sá no livro "Paulo Bento, um Retrato", o atual selecionador não teve um começo fácil. Não fez parte da nobreza criada por Carlos Queiroz em Riade. Paulo Bento (n. 1969) começou por baixo, num clube de bairro chamado Académico de Alvalade. 

 

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Brasil: para lá da caricatura

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Um Mundial de futebol é sempre um acontecimento literário. Um Mundial no Brasil é literatura em movimento. Mas, para chegar a essa literatura, convém não cair no folclore, convém evitar os dois cartoons preguiçosos que enchem as descrições gringas do Brasil. O primeiro é a bunda, a bunda marmórea a sambar, a bunda granítica a bambolear-se na novela, a bumba e o prolongamento inconcebível daquelas ancas. Sim, eu sei que é difícil fugir ao encantamento provocado pela sereia carioca.

 

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Voltar a 1982 e 1989

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Como seria Portugal se Sá Carneiro tivesse sobrevivido?", perguntava há dias Francisco Balsemão. Eu ajudo: viveríamos num país sem os comentários infantis de Marcelo Rebelo de Sousa, porque a política seria uma coisa mais séria, os intelectuais seriam obrigados a defender ideias em vez de projetarem "cenários" táticos que transformam a res publica num jogo de futebol. Com Sá Carneiro, viveríamos num país mais equilibrado entre direita e esquerda, pois a morte precoce do pai fundador garantiu à direita décadas de menoridade.

 

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Le Pen e a esquerda 'reaça'

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Em 2006, publiquei na "Atlântico" um ensaio que terminava assim: "O politicamente correto vai alimentar o crescimento da extrema-direita." Porquê? O raciocínio que sustenta a posição politicamente correta é intrinsecamente racista. Sim, racista. O paternalismo da esquerda pós-colonial virou ao contrário o velho racismo colonial. O "outro" (o cigano, o muçulmano, o negro) continuou a ser tratado como uma criança inimputável.

 

 

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Foste um cobarde, pai

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Volta e meia, sobretudo durante campanhas eleitorais, alguém faz o favor de me estragar o dia com esta pergunta: "Mas o Henrique não estava disponível para fazer política?". A minha resposta é sempre a mesma, olhe, meu caro, eu quero escrever, não quero rabiscar pacotes legislativos; além da minha vocação ser outra, nunca teria pachorra para os salamaleques. Posto isto, finalizo a conversa com uma cláusula de exceção: só um momento de rutura poderá levar-me à política, uma rutura violenta (revolução) ou uma rutura civilizada na forma de uma Assembleia Constituinte.

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Edição Diária 17.Abr.2014

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