18 de dezembro de 2014
Página Inicial   >  Opinião  >   Henrique Raposo

Faça compras no bairro

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A mercearia da Dona Isabel vende a fruta, as hortaliças e o pão a um preço superior ao praticado no bazar do eng. Belmiro. Mas é na mercearia que faço o meu avio. O talho do sr. João é mais caro do que a secção talhante que o eng. Belmiro tem ao fundo da rua, mas é ali que compro os bifes para a pequena. Não, não é só por terem mais qualidade do que a carne servida pelos talhantes do supermercado. É porque esta vida de bairro não tem preço.

 

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Rui Rio e a República

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Meu caro Rui Rio, tenho uma certa estima por V. Exa. Neste sentido, venho pedir-lhe um favor: pare com a conversa tremendista sobre o fim do regime, até porque não se percebe muito bem o que V. Exa. está a pedir. Isso é lero-lero para garoto dado ao onanismo político, assim ao estilo de José Miguel Júdice. Será que V. Exa. está a pedir um regime presidencialista? Lamento, mas isso não mudaria nada. 

 

 

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A culpa de Sócrates e Soares

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Politicamente, José Sócrates é culpado. É culpado de ter levado o país à bancarrota moral. É culpado de ter tentado controlar a banca através de amigos, é culpado pelas estradas inconcebíveis de Paulo Campos e pela inconcebível licenciatura, é culpado de não ser transparente em relação à sua carteira, é culpado de ter tratado a imprensa com tiques de ditador, é culpado de ter ameaçado o antigo diretor deste jornal, é culpado de ter criado um ambiente que viu "má educação" numa entrevista séria do atual diretor deste jornal, é culpado de pressões inaceitáveis sobre jornais, jornalistas e colunistas, é culpado de ter criado uma linguagem que trata adversários como inimigos, é culpado de ter mentido ao parlamento no caso TVI-PT. 

 

 

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Porno

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Com outros nomes e outras geografias, toda a gente conhece esta história: a Joana e o Ricardo foram apanhados na parte de trás do ginásio, entre os caniços e a rede; estavam a fazer aquelas coisas que tinham descoberto no confessionário da "Maria"; claro que a má fama ficou reservada para a Joana, que passou a ser a quenga do bairro, enquanto que o Ricardo foi elevado a deus do Olimpo, ah, o meu puto papa as gajas todas. No nosso tempo, estes episódios ficavam entre as quatro paredes da escola e acabavam por cair no terreno impreciso do mito. 

 

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Fantasmas de Leste

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Chamemos-lhe Külio Rummo. Este distinto cidadão estónio foi meu colega no tempo da outra senhora. Nunca irei esquecê-lo porque ele era a caricatura de uma marca psicológica partilhada pelos restantes colegas da Europa de Leste: o racismo que se julga virtuoso, o ódio racial ou nacionalista que se julga uma bênção do Senhor. 

 

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Éramos assim castiços em 1984

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Faz trinta anos que Carlos Lopes venceu a maratona dos Jogos Olímpicos. Tinha cinco anos, mas a minha memória poliu uma polaroid de traços precisos: estávamos todos na garagem do Tio Custódio; rodeados pelo cheiro das pipas de vinho, vimos ali a maratona com entusiasmo pátrio. Estávamos todos juntos, dezenas de vizinhos no mesmo espaço. Já toda a gente tinha TV, mas ainda havia o hábito de ver as coisas em conjunto - reflexo da época em que se via a "Gabriela" na casa do vizinho. O meu velho, por acaso, tinha acabado de comprar a primeira TV a cores para ver o Europeu do Chalana. O bigode do Chalana e as pernas quenianas do Carlos Lopes.  

 

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O homem que mordeu a cadela

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Chamemos-lhe Dona Ivone. É uma senhora seca e olheirenta aqui do bairro. No seu enxuto busto repousa sempre uma cadela. A "Duquesa" fica ali a flutuar como se fosse um bebé, uma criança felpudinha assim a dar para o Neandertal. Muitas vezes fico a pensar: será que deu este mimo aos filhos? Aposto que não. Está sempre a dizer que "ninguém me vem ver", está sempre a destilar ódio contra os filhos, contra o ex-marido, contra os vizinhos.

 

 

 

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O drone da Europa

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Há uns anos valentes, partilhei a minha vida com malta dos Balcãs e do Leste da Europa. Foi ali que percebi que não existe "Europa" ou "sentimento europeu", foi ali que percebi que o choque civilizacional ocorre ao nível mais íntimo, desde os hábitos de higiene até às memórias. Nas conversas do grupo, as minhas memórias compunham o quadro típico do garoto que cresceu na pasmaceira do fim de história: saídas à noite, sacar miúdas, histórias de bola, filmes, livros. Quais eram as histórias dos meus camaradas eslavos, sobretudo os balcânicos? Quase sem exceções, eram veteranos de guerra ou guerrilha. Mataram, tentaram matar, quiseram matar.  

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Deixem-nos ter filhos!

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Chamemos-lhe Ismael. Trabalha em Lisboa, vive no Carregado. Morava em Loures com os pais, mas quando se casou comprou ali um T2 sem marquise (ele orgulha-se da sua não-marquise). Comprou ali como podia ter comprado na Rinchoa ou Odivelas. "O banco dá empréstimos como quem dá chupa-chupas", costumava brincar. 

 

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Aborto

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Não fui à caminhada porque não gosto de multidões, sobretudo quando a multidão em causa está do meu lado. Mas estou com eles, estou com os meus amigos católicos e protestantes que relembraram a evidência: o aborto é um mal, não é um "direito", não é uma "conquista", não é um "avanço" para colocar ao lado da questão gay. O aborto não é uma questão simples como o casamento homossexual. Dois adultos vacinados podem casar no civil. Ponto final. O aborto é outra loiça.  

 

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Edição Diária 17.Abr.2014

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