30 de setembro de 2014
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O fantasma encantado

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Abordar a ternura é difícil, porque é facílimo ficar preso no pântano do melaço. Foi sempre assim, mas hoje é ainda mais complicado. O cinismo engraçadista é a nossa moeda de troca. 

 

 

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O Islão e o racismo fofo

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Há um racismo fofinho que se esconde na ideologia do "antirracismo" e do alegado respeito pelo "outro" (otherness em linguagem caviar). Esta pulhice fofa é evidente na arte. Há uns anos, a artista afegã Lida Abdul esteve em Lisboa a falar precisamente deste ponto. Entre outras coisas, Abdul afirmou que é frequente os ocidentais recusarem o seu trabalho porque não é exótico ou diferente, porque não aborda os problemas das mulheres e crianças afegãs, etc. Nas suas obras (vídeo), Abdul procura aquilo que todo o artista deve procurar: atingir um eco universal a partir de um contexto concreto.

 

 


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Os putos da Ponte D. Luís

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O Porto (sem o prefixo FC) faz-me bem. Andei por lá nestas férias e voltei a sentir o desejo de ali morar. Tolero os lisboetas, gosto dos portuenses. Não me sinto em casa em Lisboa, sinto-me em casa no Porto. Os portuenses são mais parecidos comigo: mais abertos, mais dados, mais desassombrados, mais simpáticos mas também mais abrasivos se for necessário. É gente sem as meias-tintas da corte lisboeta. Até gosto dos gunas junto à Sé. Sim, eu sei que sou do sul e que nunca serei um verdadeiro tripeiro.     

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Jennifer Lawrence e Hannah Arendt

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Liderado pelas falanges libertárias, à esquerda e à direita, o ar do tempo colocou a net num pedestal. A net é vista como uma deusa que abriu o novo estádio de evolução da humanidade, um estádio mais avançado e livre. Lamento, mas tenho de interromper o coro. Por várias razões, a net é uma ameaça à liberdade. Para começar, as redes sociais geram ondas de unanimidade burra, legitimam campanhas de ódio, criam uma cultura de autocensura e abrem espaço à "ditadura das minorias". Além disso, como se viu nesta semana, a net é a maior ameaça à privacidade. Ao contrário de Marilyn Monroe, Jennifer Lawrence não se consegue defender.

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A avó portuguesa

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Num jantar com a família de uma amiga americana, a matriarca, a sra. Dachos, fez questão de se sentar à minha beira. Passados poucos minutos percebi o porquê da honra: tinha uma história para me contar. Em Filadélfia, em meados do século XX, a sua grande amiga era uma rapariga portuguesa chamada Fátima. Aliás, ainda são amigas, mas agora a sra. Dachos faz uma crítica à sra. Fátima: "Ela, como avó, estraga os miúdos com mimos; vocês, portugueses, são todos assim." Disse-lhe que percebia a crítica. Um pai americano coloca o filho fora de casa aos 20 anos.

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Algarve e internet

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As minhas crónicas têm sempre três parágrafos. Na semana passada, escrevi sobre a minha relação de amor-ódio com o Algarve. No primeiro parágrafo, desenvolvi a parte menos luminosa: tal como milhares de outros turistas portugueses, tenho razões de queixa em relação ao atendimento no Algarve. Lamento, mas é assim há décadas.     

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Os algarvios

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Mantenho há vinte anos uma relação de amor-ódio com o Algarve. Para começar, irrito-me com a antipatia militante do algarvio puro, aquele que é típico de Odiáxere, Vila Real, Monte Francisco, Castro Marim ou Monte Gordo, mas que também aparece em cidades como Portimão ou Lagos. Sim, encontrar um algarvio simpático é quase tão difícil como encontrar um Espírito Santo bom de contas.  

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O balde do Dr. Sousa Homem

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Apesar dos biquínis, das nádegas ao léu, das tatuagens e do ocasional busto desnudado (em "neoliberal" diz-se "topless"), a praia é terreno conservador, como muito bem sabe o dr. António Sousa Homem. Quando voltamos às nossas praias, o ano velho termina no primeiro mergulho e o ano novo começa no último. Depois da limpeza de agosto, setembro é janeiro. Mais importante, é na praia que passamos aos nossos filhos algo que já não conseguimos transmitir no dia a dia: a sensação de continuidade. As absurdas diferenças geracionais geradas pela tecnologia desaparecem no areal.    

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O sexo de Futre

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Eu era vidrado no Futre. A par de um Herman real e de um Sá Carneiro romantizado, ele era um dos meus heróis. Até queria ser canhoto por causa dele. O fascínio era futebolístico e geográfico.

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A redenção dos Espírito Santo

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Há quase quinze dias, escrevi no Expresso Diário que o caso Espírito Santo já não era um assunto técnico para a CMVM e Banco de Portugal. Já não chegava dizer que Salgado tinha perdido a idoneidade bancária.

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Edição Diária 17.Abr.2014

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