2 de setembro de 2014
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Cadê o aquecimento global?

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A causa fofinha dos anos 90 foi a "globalização predatória", essa arma terrível que o Ocidente usava para explorar o resto do mundo. Aqueles que contestassem a tese eram trucidados na academia e nos jornais. Como era possível contestar a evidência, meu Deus! Na realidade, a globalização está a ser o maior processo de nivelamento económico dos últimos séculos: o tal resto do mundo está a enriquecer, o Ocidente está a perder poder. A causa fofinha dos anos 2000 foi o "aquecimento global causado pelo Homem". Mais uma vez, aqueles que contestassem a tese sagrada eram banqueteados com uma saraivada de bolos na cara. Como se atrevem a contestar o óbvio!

 

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Mijinhas de cidadania

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As redes sociais diminuíram a distância entre observar e pensar. Aliás, anularam essa distância. A malta já não pensa enquanto observa um fenómeno, uma notícia, um facto. Para quê perder uns minutos a pensar em silêncio sobre x, quando podemos fazer logo um post com a nossa opinião epidérmica sobre x, recolhendo no processo um saco cheio de likes para o ego? 

 

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Esta crónica vai molhar os pés. Volta a 1 de Setembro. Santas férias para todos.

Confrontar os miúdos com a morte

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Há uns tempos, o meu amigo Tiago Cavaco contou-me a estória do dia em que colocou os seus quatro filhos num cenário rés-vés-Campo-de-Ourique com a morte. Na praia de Cabanas de Tavira, quatro salvadores, dois no mar e dois em terra agarrados à corda, demoraram uma hora a salvar uma mulher. Por uma vez na vida, aquele mar tranquilo estava possuído. 

 

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O inventor do twitter não usa o twitter

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Se não tivermos cuidado, as redes sociais são um problema. Em primeiro lugar, geram autocensura permanente que acaba por impor um único discurso. Há dias, uma amiga dizia que o Facebook faz lembrar o pátio da FCSH da Universidade Nova. A piadinha acerta na mouche.

 

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Gostar ou não gostar de Lance Armstrong?

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A minha mulher ainda gosta do Lance Armstrong, recusa mesmo confrontar-se com os factos que provam as mentiras e o doping do ciclista americano. Ou seja, a minha mulher está para Armstrong como Ferreira Leite está para as reformas: é a personificação da negação da realidade. 

 

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Os miúdos já não se assustam como antigamente?

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A narrativa de "Monstros & Companhia" (ou "Boo" na linguagem apuradíssima da minha filha) situa-nos num mundo de monstros que é alimentado pelos gritos das crianças. Explico: os monstros entram nos quartos, assustam os pequenos e os respectivos gritos são acumulados em baterias que depois são utilizadas nos carros e casas de Monstrópolis. Ou seja, a miudagem humana é a Arábia Saudita deste mundo paralelo. A ideia é brilhante e basta ver os créditos para perceber porquê: o argumentista e realizador é Pete Docter, o homem que nos deu "Up" e "Wall-E", entre outros. Se já era brilhante, a ideia passa a genial com um pormenor: Monstrópolis está em plena crise energética porque as crianças humanas estão cada vez mais difíceis de assustar. 

 

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Ode às famílias numerosas

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No início do ano, a Associação das Famílias Numerosas convidou-me para fazer parte do júri de um concurso que procurava escolher o aluno mais voluntarioso, prestável e inspirador ("Concurso de Jovens Inspiradores"). Boa parte dos pais, verdade seja dita, não percebeu o alcance da iniciativa, pois enviaram fichas que destacavam o lado de "aluno exemplar" dos seus rebentos. Tudo bem, sim senhora, V. Exa. tem um Einstein em casa, mas o propósito do concurso não é a busca de um Q.I. superior. Não queremos um Nobel, queremos uma Madre Teresa. Não queremos eficácia pedagógica, queremos carácter.

 

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Os miúdos têm férias a mais

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No fim-de-semana do início do Mundial, as minhas primas mais novas já estavam de férias. Estávamos no início de Junho, mas as garotas já tinham fechado o ano escolar e os pais andavam às voltas com a pergunta fatal: onde é que vamos deixar as pequenas? Como é que elas vão estudar nestes meses? Ora, esta longa gazeta não faz sentido. Não serve nem pais nem alunos. À semelhança das minhas primas, milhares de alunos ficam mais de três meses longe da escola. Sem surpresa, o recomeço das aulas em Setembro é dedicado à revisão da matéria do ano anterior. Além do tempo perdido, há aqui um óbvio problema de andamento, de cavalagem, de ritmo competitivo.

 

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A dentada de Suarez faz falta

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Além de irritante, a FIFA é pudica. E um gajo ainda aguenta os irritantes, os pudicos é que não dá mesmo. Por vezes, a FIFA até parece um convento de carmelitas. Qual freira escandalizada, esta holding-que-finge-ser-ONG proíbe que os jogadores dispam as camisolas no calor dos festejos. Jogador de tronco nu e aos pulos é sinónimo de cartão amarelo. Não há regra mais estúpida no cardápio da FIFA. Como é que a peitaça depilada pode ficar no mesmo saco da entrada a pés juntos sobre a rótula alheia? 

 

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A minha Rosa Parks vive em Macau

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Um grande amigo vive em Macau. Sempre que passa por Lisboa, em trânsito para uma qualquer parte louca do mundo, ele faz questão de me contar histórias do arco da velha sobre chineses. As minhas favoritas são aquelas que revelam o racismo dos chineses, ou melhor, o racismo da etnia Han, essa tribo simpática que colonizou todas as outras do velho mosaico de povos chineses. Querem um exemplo? 

 

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Edição Diária 17.Abr.2014

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