30 de Março de 2015
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O homem que quis ser Deus

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Andreas Lubitz é o nome do copiloto que lançou 149 seres humanos para a morte, a 700 km/h contra um pico dos Alpes. Que se saiba, em nome de nada - de uma causa, de uma religião, de uma ofensa, nem aparentemente, de uma súbita loucura. Trancou-se, solitário, na cabina do Airbus, não respondeu à torre nem a outros aviões e, até ao embate, as gravações recuperadas mostram que ele respira de forma normal.   

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Aconteceu o que era impossível

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Faz agora um ano e a maioria de nós nem sequer liga muito ao caso. O porta-voz do Kremlin, com uma desfaçatez inexplicável, diz que "não há qualquer ocupação da Crimeia". E, no entanto, a Crimeia, como se diz por lá, celebra o facto de ter voltado à "mãe Rússia".

 

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A nova arte da guerra

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Penso que nem Sun Tzu nem Clausewitz, que viveram com 2200 anos de intervalo e foram dos maiores teorizadores sobre conflitos militares, viram conceitos tão diferentes da "Arte da Guerra" (o título da obra magistral do chinês, do século VI a.C.) como aqueles a que assistimos neste momento.

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O partido trágico português

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Há um constante resvalar do debate político. Poucas ideias, raras estratégias, muito barulho e imensas acusações. Nada disto é saudável e mesmo aqueles que, como Passos Coelho, pareciam querer estar acima deste nível, não resistiram ao apelo da baixeza, a uma espécie da nostalgia do reles e desceram a terreiro com argumentos que nada contribuem para esclarecer, antes pelo contrário.  

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Costa e a 'dentada de som'

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Não tenho pena, confesso, do clamor que se levantou contra António Costa e as suas declarações aos chineses. Quem por sound bites (literalmente 'dentada de som') vive, por sound bites morre. Do que tenho pena é de que a política não passe disto.

 

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TINA e o menor dos males

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Tenho ouvido muita gente dizer que uma das vantagens da vitória do Syriza está no facto de se acabar com a ideia do TINA (sigla inglesa para There is no alternative, ou seja, não há alternativa). Ora, correndo o risco de parecer descentrado ou tolo, eu penso que quando se afirma que não existe alternativa se subentende que não há alternativa melhor, e não que não há alternativa de todo. Por isso, quem afirma que há alternativa tem o dever de apresentar não um conjunto de facilidades que podem resvalar para o desastre, mas algo construtivo e sério. 

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Hoje sou adepto de Keynes

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Não foi o meu camarada (assim se chamavam os jornalistas) Nicolau Santos que me convenceu. Foi Vítor Gaspar, num texto que escreveu, a lembrar-me que também tenho algo de keynesiano. O texto cita uma frase do economista referida por Samuelson e por Huntington, que diz mais ou menos isto: "Quando os factos mudam, ?eu mudo a minha opinião. ?E o senhor o que faz?" 

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Marques Vidal

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Apesar da leveza, a série "Blue Bloods" tem uma mensagem complexa: a ética em estado puro só existe em Deus; o comum dos mortais precisa da família para ser ético. A protagonista desta série de Mitchell Burgess é uma família nova-iorquina de origem irlandesa e republicana - os Reagan. Apesar de serem conservadores, servem o Estado, ou melhor, o Estado de direito. O avô Henry foi comissário da polícia, o pai Frank (Tom Selleck) é o comissário da polícia, os filhos Jamie e Danny são polícias e a filha Erin é procuradora. Ao longo dos episódios, percebemos que Jamie e Danny procuram ser bons polícias devido ao peso desta dinastia e não por causa dos códigos legais. O mesmo se passa com Erin: a sua dignidade enquanto procuradora é imposta pela família; se pisar o risco, ela sabe que o seu principal medo não será o rosto da lei, mas sim o rosto do avô que tem de enfrentar todos os domingos. De resto, todos os episódios acabam no almoço familiar de domingo, um ritual que coloca a decência a passar de cabeça em cabeça da mesma forma que o puré de batata passa de mão em mão.  

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Palavras que se revelam

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O ministro das Finanças grego disse uma frase curiosa: "O meu maior receio é transformar-me num político". Não sou especialista em ministros das Finanças, mas lembro-me de dois que disseram, mais ou menos, o mesmo: Salazar e Cavaco. 

 

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Entender, concordar e criticar

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Pode entender-se o motivo pelo qual tantos gregos votaram no Syriza. Apesar de mais de 60 por cento não o terem feito e quase metade do eleitorado se ter abstido. 

 

 

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