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Hamas: Obama é responsável pela impunidade de Israel

"A decisão do Conselho de Segurança foi dececionante. Não esteve à altura do crime" do exército israelita declarou o líder no exílio do movimento radical islâmico Hamas. Clique para aceder ao índice do dossiê Nova crise em Gaza
Lusa |
Obama só se pronuncia depois de conhecer circunstâncias exatas do ataque israelita
Obama só se pronuncia depois de conhecer circunstâncias exatas do ataque israelita / Jason Reed/Reuters

O líder no exílio do movimento palestiniano Hamas considerou hoje "dececionante" a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o ataque israelita a uma frota humanitária que seguia para Gaza, acusando Washington de ser "responsável" pela impunidade de Israel.

Clique para aceder ao índice do dossiê Nova crise em Gaza

"A decisão do Conselho de Segurança foi dececionante. Não esteve à altura do crime" do exército israelita, declarou Khaled Mechaal a partir de Sana, no Iémen, acrescentando que "a administração de Obama é responsável pelo facto de Israel sair impune".

O Conselho de Segurança da ONU exigiu hoje uma investigação "imparcial, credível e transparente em conformidade com os critérios internacionais" sobre a intervenção militar israelita de segunda feira contra uma frota pró-palestiniana com ajuda humanitária para a faixa Gaza, controlada pelo Hamas, bem como a libertação imediata dos navios e civis detidos.

Segundo diplomatas, os Estados Unidos, apoiantes tradicionais de Israel na ONU, tentaram persuadir a Turquia, o país redator do texto, a evitar uma declaração mais dura contra o Estado hebreu.

A declaração foi aprovada após uma sessão do Conselho de Segurança que se prolongou por mais de 12 horas.

Khaled Abdullah/Reuters Khaled Mechaal falou aos jornalistas depois de um encontro com o Presidente do Iémen

Hamas apela à reconciliação com a Fatah


O líder do movimento radical islâmico, que falou aos jornalistas depois de um encontro com o Presidente do Iémen, Ali Abdallah Saleh, afirmou ainda que a abertura do terminal egípcio de Rafah, único ponto de passagem para a Faixa de Gaza não controlado por Israel, para permitir a entrada de ajuda humanitária, marcou "uma verdadeira resposta ao crime israelita".

A abertura do terminal foi hoje deliberada pelo Presidente egípcio, Hosni Mubarak.

O líder do Hamas no exílio manifestou ainda disponibilidade, sob certas condições, para uma reconciliação entre o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007, e o partido Fatah do Presidente da Autoridade Palestiniana Mahmud Abbas, cuja autoridade é limitada à Cisjordânia.

"Face ao crime israelita, devemos tomar rapidamente uma verdadeira iniciativa de reconciliação que seja baseada no nosso direito de resistência e numa verdadeira parceria no desenvolvimento de políticas, segurança e do controlo das eleições na Cisjordânia", defendeu.

A reconciliação supõe igualmente "um congelamento das negociações (de paz) diretas e indiretas, utilizadas por Israel para encobrir os seus crimes", concluiu Khaled Mechaal.

Nove mortos


Comandos da marinha israelita atacaram um de seis navios que, com centenas de ativistas pró-palestinianos e toneladas de ajuda humanitária a bordo, pretendiam forçar o bloqueio a Gaza imposto por Israel.

Segundo o exército israelita, nove passageiros morreram e sete soldados israelitas ficaram feridos, dos quais seis foram hospitalizados, durante confrontos no ferry turco Mavi Marmara, a maior das seis embarcações, que levava a bordo cerca de 600 pessoas.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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imparcialidade
Eu só gostaria que o autor do texto acima referido, tendo ou não escrito o dito ao abrigo do novo acordo ortográfico, que também o fizesse ao abrigo da imparcialidade e que em vez de "O líder do movimento radical islâmico..." tivesse escrito, "O lider do movimento de libertação da Palestina", porque sejamos contra ou a favor do Islão, religião nada tem a ver com o direito de liberdade dos povos. A Fretilin não era conhecida por movimento radical cristão que lutava pelos direitos do povo Timorense, nem a ETA é conhecida por movimento radical cristão, mesmo que estes se tivessem tornado numa mafia.
A má aplicação das palavras e a sua interpretação é que tem causado as milhares de atrocidades ao longo dos séculos.
Quanto ao artigo, não espanta que o Obama siga a politica de apoio aos EUA. Quem pensava o contrário estava enganado. O que se pede a ele é também imparcialidade.
Quem paga ao Hamas ?
Gaza é Palestina ? Hamas , é a legitima representante de Palestina ? O Povo de Gaza, são palestinos ?Se Gaza nada produz, quem financia Gaza ? Quem incita Gaza a atirar-se como cão rafeiro, aos tornozelos de Israel, com ataques suicidas, agressões fronteiriças? Afinal de contas , quem são os Estados que estão a financiar todo este " espectáculo espalhafatoso" utilizando, pela coação e o medo, o povo de Gaza , aprisionado pelas garras do Hamas ? Quem deve libertar Gaza e o seu massacrado Povo ? Israel ? A Palestina de Mahmud Abas ? Afinal, quem são os maiores beneficiários pelo incendimento desta parte do médio-oriente ? Israel, não é certamente. USA , muito menos .Europa, anda meio atontada, mas não tem beneficio algum. Então, quem são ? Os " capos" da guerra, os do Hamas financiados pelo Irão, pela Síria, Somália, e pelos falsos " amigos" dos " americanos" em toda a zona, a começar pela Arábia Saudita. Querem atingir Obama ? Claro, ele é o " Ocidente". E Israel, por continuidade. Abater a cúpula do Hamas, destronar os " barões" que vivem da guerra, transformar Gaza e Palestina num só Estado Independente, submetido ao Direito Internacional, com reconhecimento de fronteiras e garantias de inviolabilidade para todas as partes, eis a solução ideal. Quem a sabota sistematicamente ? Hamas, e os Estados que o financiam. Que a ONU ocupe Gaza. Interessa ao Hamas ?Certamente que não. Os interesses do Hamas SE SOBREPÕEM aos do Povo de Gaza. LIBERTEM GAZA ! JÁ!
Tanto cooperante, desculpem...terrorista para quê?
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Tanto cooperante, desculpem...terrorista para quê?
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Vamos é ser todos, sul da Europa para começar, exterminados se ISRAEL deixar de controlar os terroristas do médio-oriente, mas antes vão ser o Egipto, Jordânia, Líbano etc…

O que é que ia fazer tanta gente para a faixa de Gaza?
Ainda ninguém explicou!!!
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Edição Diária 17.Abr.2014

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