A MPAA (Associação de Cinema Americana) e a RIAA (Associação da Indústria Discográfica Americana) ficaram temporariamente offline, sexta-feira passada e durante o fim-de-semana, para a indústria musical, depois de vários ataques cibernéticos.
Estes ataques foram declarados, e pensa-se que organizados, por vários "hacktivistas" no site 4chan. Hacktivistas é a designação dos hackers que atacam na Internet e alertam para uma causa política ou social.
Os que atacaram a MPAA e a RIAA declaram que os seus atos são a retaliação aos métodos de combate à pirataria, tais como os que levaram ao encerramento (temporário) do site de partilha de ficheiros "The Pirate Bay".
Um porta-voz da indústria cinematográfica declarou que "a MPAA soube da ameaça ilegal de sexta-feira e foram tomadas medidas para atenuar os efeitos de qualquer ataque que tentasse negar o serviço". Já a RIAA negou ter sido vítima deste sataques.
Ataques vão continuar... hoje
O grupo responsável pelo ataque declarou que vai continuar os ataques, mas a novos alvos. O próximo pode ser o da Indústria Pornográfica Britânica (BPI) e o ataque está marcado para hoje.
Esta é uma campanha de vários hackers que já tem nome. É a "Operation Payback" que fez como primeira vítima a empresa indiana de software Aiplex, que foi a responsável por restringir o site "The Pirate Bay" através de DDoS (Negação de Serviço), onde um site é bombardeado por pedidos de acesso, colocando-o offline. A Aiplex escolheu não responder a este assunto.
Os responsáveis pelos ataques resolveram usar a mesma tática na Aiplex, MPAA e RIAA.
"Nós derrubámo-los da mesma forma que eles derrubaram o The Pirate Bay, com uma negação de serviço", podia ler-se numa mensagem no site 4chan.
Nesta imagem
, capturada por um print screen (captação da imagem de ecrã) os hacktivistas celebram o sucesso do ataque à Aiplex e explicam a forma de proceder para os próximos ataques à MPAA, que entretanto viu o site ficar temporariamente offline.
O futuro dos ataques online
Sean-Paul Correll, da Panda anti-vírus, descreveu estes ataques como "o futuro dos ciber-protestos" no próprio site da empresa Panda.
"Como consegues parar uma força coletiva de uma inteira comunidade da internet? Podes juntar equipamento, perseguir os responsáveis pelos ataques, mas este é um grupo que se orgulha em permanecer anónimo, e consegue-o fazer de forma exíbia através do poder da internet", explicou.