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Há universidades a mais, diz Reitor da UL

António Nóvoa defende uma reorganização urgente da rede de ensino superior e um reforço do financiamento público.

Joana Pereira Bastos (www.expresso.pt)
16:34 Quarta feira, 18 de novembro de 2009

O reitor da Universidade de Lisboa (UL), António Nóvoa, considerou hoje "absurdo" o número de instituições de ensino superior público existentes no país, apelando a uma reorganização urgente da rede e à fusão de algumas universidades e institutos politécnicos.

"Esta malha de instituições públicas - 15 universidades e 15 politécnicos - num país com dez milhões de habitantes é absurda. E mais absurda ainda é a situação em Lisboa", afirmou António Nóvoa, no discurso de abertura do novo ano académico, referindo-se à existência de três universidades públicas na capital.

Para conseguir ter uma universidade de referência no plano internacional, Lisboa tem de seguir o mesmo caminho de cidades como Nova Iorque, Amesterdão, Barcelona ou Londres, "juntando instituições universitárias e politécnicas, juntando universidades e laboratórios de investigação e criando dimensão e massa crítica", defendeu.

"A reorganização da rede e a integração de instituições é o único caminho de futuro (...) A criação na cidade de Lisboa de uma universidade de referência no plano internacional deve ser o nosso sonho e o compromisso da nossa geração", afirmou António Nóvoa.

Na sessão solene realizada hoje na UL, o reitor apelou ainda a um reforço do financiamento directo das instituições, considerando que seria "um erro de graves consequências" se o esforço de investimento na ciência "fosse feito à custa do ensino superior".

Neste sentido, Nóvoa congratulou-se com a intenção anunciada este mês pelo Governo - numa carta enviada aos reitores - de estabelecer um contrato de confiança com o ensino superior, semelhante ao actualmente existente para a ciência, e aumentar o nível de financiamentio global directo".

Palavras-chave  Ciência
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Só acordaram agora?
makiavel (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 18:41 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
Depois de tantos anos de pseudo-licenciados em cursecos da treta, onde os papás pagavam as propinas (altíssimas) e os meninos saíam de lá doutores e engenheiros, sabe-se lá de quê?

A iletracia não é só no secundário.
O Ministério da Educação tem fechado os olhos a isto e reconhecido cursos que não merecem o nome, talvez para mascarar outras carências.
Vai ao engano quem escolhe certas instituições privadas, como infelizmente e tardiamente os escândalos das Modernas e Independentes o mostraram.

Quantas mais têm de cair para que o Ministério e as Ordens profissionais façam algo que se veja?
 
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    Re: Só acordaram agora?    Ver comentário
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
Ah! Pois há! Até parece novidade!
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:26 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
E o problema reside presamente no facto de o diploma obtido em umas ser depois considerado inferior (e por ventura om alguma razão), ao que é obtid em outras, sendo que qualquer licenciado em Coimbra, sendo verdade ou não que aprendeu mais e melhor, é smepre melhor considerdo. Por outro lado, e com o ensino obrigatório a passar em breve para o 12.º ano e com a falta de emprego que para aí anda, já se está a ver que ainda irão abrirmais universidades. Como pequeno exemplo, a Univeridade dos Açores, devido a essa circusância, prevê passar de 3 mil para 5 mil alunos. Como está político e estrategicamente dividida em três pólos (Terceira/S.Miguel e Faial), com custos ainda mais elevados o que qualquer outra a nível nacional, já se prevê que as despesas de funcionamento sejam incomportáveis, pelo que o Magnífico Reitor Avelino Meneses já avançou com o pedido de discriminação positiva, em relação às restantes Academias do País... A tripolaridade, nos Açores, é uma exigência de ordem política, dada a rivalidade entre as três ilhas que, no passado, antes da Autonomia, eram as sedes de distrito. Se acabarem com a tripolaridade será uma dor de cabeça para o Goveno Regional, seja de que Partido for...
 
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    Re: Ah! Pois há! Até parece novidade!    Ver comentário
porradonovosite (seguir utilizador), 2 pontos , 18:33 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
    Re: Ah! Pois há! Até parece novidade!    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 2 pontos , 21:33 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
    Re: Ah! Pois há! Até parece novidade!    Ver comentário
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 10:36 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
    Re: Ah! Pois há! Até parece novidade!    Ver comentário
Gasanha (seguir utilizador), 1 ponto , 0:17 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
    Re: Ah! Pois há! Até parece novidade!    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 11:09 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
    Re: Ah! Pois há! Até parece novidade!    Ver comentário
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 10:44 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
enfim...
clareza (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 17:58 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
...até pode haver universidades a mais. Mas é essa, neste momento, a questão central? Acho que não. Então porquê lateralizar as questões de fundo? Será por razões de mercado, face ao sub-financiamento do Ensino Superior?
 
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    Re: enfim...    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:36 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
    Re: enfim...    Ver comentário
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 18:25 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
Engano grave
LuisR (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:12 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
Não existem universidades a mais, o que existem é universidades para manter os tachos de certos cavalheiros, de cursos que não interessam nem ao menino Jesus, universidades onde os "papás" compram os cursos para os meninos e lhes arranjam umas bolsas "à maneira" e universidades cheias de (in)docentes. Ainda agora a minha mais velha viu a melhor professora dela "arrumar as malas" porque acabou o contrato miserável que tinha. O ensino superior deve, por definição, ser o que está mais perto das necessidades do país, aquele que trabalha mais directamente com as empresas e aquele que deverá ser mais autosuficiente. O que este senhor quer é mama do Estado quando quem tem de "ter mama" são os alunos que têm mais dificuldades financeiras e os professores que trabalham em projectos de investigação aplicada directamente com empresas.
 
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Universidades em Portugal
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:28 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
O maior problema do Ensino Superior em Portugal é, em meu entender, aquele que está associado com este simples facto: a Universidade deixou de ser um lugar de FORMAÇÃO, passando apenas a ser uma espécie de Ginásio. Um ginásio certamente muito caro. Um ginásio que pode dar lugar a algum músculo (naqueles cursos e faculdades onde ainda é preciso trabalhar para se obter alguma nota acima do medíocre), mas onde quase nunca se formam cidadãos, se formam pessoas ao mais alto nível. A universidade, tornou-se, pois, numa espécie de salsicharia: o que importa não é o que se mete dentro da salsicha; o que importa são os montes de salsichas que se produzem. Mas, claro, as salsichas alguém as há-de comer. E se eles não são boas? Pois é, é isso o que está a acontecer nas Universidades de Portugal: produzem cada vez mais licenciados e cada vez menos cidadãos; mais doutores e menos sábios; mais repetidores e menos investigadores; mais papagaios e menos pensadores. De onde o problema não é o da consolidação de mais ou menos Universidades. O problema é que as Universidades o voltem a ser; mostrem que são precisas. Ou melhor, mostrem que são indispensáveis na Sociedade contemporânea. Mas isso, claro, dá muito trabalho: a Reitores e Administradores; a Professores e a Funcionários; a Alunos e Alunas. E quem é que quer trabalhar se se pode obter o mesmo por nada? Ou simplesmente "comprar" o que não se merece? Essa, Snr. Reitor, é o drama da Universidade em Portugal: Não saber mais para que serve!
 
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UM DISCURSO REITORAL PARA ENGANAR QUEM?
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 19:46 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
É estranho que apenas duas instituições universitárias (ISCTE e a Universidade de Aveiro) tenham tido a coragem de passar a Fundações Públicas, responsáveis pelos seus resultados e autonomia financeira.
A Universidade de Lisboa e António Nóvoa obviamente que defendem uma reorganização urgente da rede de ensino superior e um reforço do financiamento público. Tudo bem desde que não se acabe com a Universidade de Lisboa?
Mais dinheiro pago pelos contribuintes sem um retorno efectivo do dinheiro que é transferido sem regras, sabendo-se que o maior custo das universidades são os salários do professores.

 
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É importante ....
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 11:53 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
... que alguém entenda que alguma coisa deve ser feita no que ao ensino superior diz respeiito!

Não sei se há universidades a mais!
Não sei se há cursos a mais!
Não sei se as universidades que existem, nos sítios em que existem, são necessárias!

E, tudo isto, porquê?

Porque não existe, que se conheça, um pleno estratégico que defina as necessidades do País ,relativamente a pessoas e qualificações, que sirvam para proceder ao seu desenvolvimento estrutural!

É neceesária uma Univesidade em Évora? com que cursos e para servir que necessidades? e é expectável que possa ter alunos que preencham os cursos disponibilizados?

As universidades que existem em Lisboa, que têm oferta de cursos que se sobrepõem, com subaproveitamento de recursos humanos qualificados, económicos, materiais e tecnológicos, justificam-se? porquê?porque têm impacto nos ganhos sociais que resultam da deslocação e fixação de alunos em Lisboa, com reflexo nas vantagens económicas para o comércio local? e que reflexos isso tudo tem nas economias locais de origem dos estudantes deslocados?

Enfim, ... não é uma equação fácil de resolver porque não existem instrumentos de recurso para aferir a pertinência de todas as variaveis envolvidas.

Uma coisa é certa, no entanto, podendo ser a causa para a inexistência de estudos que contribuam para resolver o problema: os interesses pessoais dos "académicos" em geral e dos "catedráticos" em particular, têm muito peso político nesta inércia!

Cumpts
 
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Concordo: em Lisboa que fiquem só a Velha e a Nova
kukakente (seguir utilizador), 1 ponto , 17:47 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009

Pois que em Lisboa só fiquem a:

- Universidade de Lisboa (a Cássica, chamada a Velha)

- Universidade Nova de Lisboa ( a modernaça, chamada a Nova)
 
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    Re: Concordo: em Lisboa que fiquem só a Velha e a    Ver comentário
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 18:14 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
    Re: Concordo: em Lisboa que fiquem só a Velha e a    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 0:47 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
    Re: Concordo: em Lisboa que fiquem só a Velha e a    Ver comentário
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 10:10 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
Há universidades a mais???
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 18:08 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
ou putas a menos????
 
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Pois....
Kikas_o_je (seguir utilizador), 1 ponto , 18:52 | Quarta feira, 18 de novembro de 2009
...desde que não se feche a dele todas devem fechar....

Mais um a olhar para o quintal...dele....ainda que possa concordar que existe muita escolha e poucas com qualidade parece-me que a concorrência é saudável....

Deviam era atribuir as verbas de funcionamento em função dos resultados, em especial na I&D, em vez de vermos sempre os mesmos a comer as fatias grandes, pouco importando o que fazem....

De qualquer forma com este ministro vamos ficar em breve apenas com o Técnico (escola do sr.) e a tendência é para fechar todo o resto ou criar cursos de segunda(tipo novas oportunidades), resumindo mais uma elitização do mercado no superior e posteriormente no mercado de trabalho....

E claro, coisas como a Independente não podem fechar porque os políticos têm que se formar em algum lado!
 
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Ainda bem....
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 6:59 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
que gastei o meu tempo a aprender....na vida.... posso não ser "doutor"... mas sei pensar....o que mormente me entristece...
 
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Só Universidades?
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 9:40 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
É só mais um fruto da demagogia e do populismo.
Há universidades a mais, cidades a mais, autoestradas a mais, hospitais a mais, rotundas municipais a mais, feriados a mais, deputados a mais, corrupção a mais, desperdício a mais, que provocam desemprego a mais, pobreza a mais, tristeza a mais...
 
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Aplaudo e apoio o que o sr reitor defende
antonius09 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:42 | Quinta feira, 19 de novembro de 2009
Até os comentários à notícia que se podem aqui ler mostram como é necessária a racionalização apontada. A maior parte deles são um bom sinal do facciosismo com que a notícia é interpretada para muitos o seu estabelecimento de ensino ou o do seus rebentos é o único que deveria sobreviver porque esse é que é o bom! Se isto não é facciosismo o que o será? A concentração traz, no entanto, alguns perigos. Se sob a direcção de um bom conjunto de académicos e gestores tudo pode melhorar, tanto na racionalização dos cursos como dos meios, e interacção com a sociedade, se a equipa for má pode-se dar o contrário pelo que será prudente que haja alguma autonomia interna e as decisões fundamentais sejam colegiais. Mas sem dúvida a situação actual é que me parece insustentável e não só neste dominio mas também no das associações de classe.

Uma última nota para repudiar os termos em que alguns comentadores expressam as suas opiniões criticando a falta de conhecimentos da lingua mas usando termos de taberna ordinária nas suas intervenções.
 
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