"Há risco de choque financeiro"
Numa entrevista hoje publicada pelo jornal britânico "The Observer", Robert Zoellick garantiu que vai chamar à atenção, durante a cimeira do G-20, para o risco de 'crash' financeiro na Europa, que, salientou, teria consequências desastrosas para os países desenvolvidos.
"A Europa poderá ser capaz de sair [da crise], mas o risco é grande", observou o responsável, prevendo que uma "situação comparável à do Lehman Brothers poderá verificar-se se as coisas não forem tratadas de forma adequada".
Robert Zoellick chamou a atenção em vésperas do arranque da cimeira do G-20 que as tensões políticas "vão aumentando" como consequência da crise da dívida europeia.
"É muito importante, não só para os europeus, mas para o conjunto da economia global, que sejamos capazes de encontrar uma direção para isto" no seio do G-20, declarou Zoellick no sábado numa sessão de trabalho intitulada "Repensando o Grupo dos 20", moderada pelo presidente mexicano.
Tensões políticas aumentam
O responsável observou ainda que, "com quatro anos desta crise económica, podem sentir-se as tensões políticas a aumentar" ao apontar que um dos grandes desafios dos líderes do G-20 é entenderem que a "economia é uma, é global e decidirem como desenvolver as economias nacionais, de modo a criarem um maior bem comum internacional".
O presidente do Banco Mundial salientou ainda ser importante que os líderes do G-20 não deixem de fora das respetivas agendas questões relevantes como a segurança alimentar, meio ambiente e desenvolvimento por causa da crise.
A cimeira do G-20 arranca na segunda-feira em Los Cabos, no México.



