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Há miséria, roubos, corrupção? Ao menos proiba-se as mulheres de usarem minisaia

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Suryadharma, guardião da fé (e inimigo dos resfriados)

Os casos de corrupção surgem em jato, ameaçando os políticos no poder. Sobe inexoravelmente o custo de vida, com gasolina e outros bens essenciais cada vez mais inacessíveis ao cidadão médio. O escândalo e o caos andam de mãos dadas. Perante este cenário, que faz o governo? Ataca as mini-saias. Parece bizarro, mas é o que sucede na Indonésia, como aliás em vários outros países. A moralidade, já em tempos dizia um sábio, é a arma dos patifes. Na Indonésia, maior país islâmico do mundo, essa jogada tem eficácia garantida. O presidente Yudhoyono acaba de encomendar ao seu ministro dos assuntos religiosos, um tal Suryadharma, uma campanha anti-pornografia que se pretende muito ampla. O objectivo final, tão nobre de aspeto como impossível, é extinguir finalmente no país o deplorado flagelo. A incluir na definição de pornografia fica tudo o que sejam roupas (femininas, claro) acima do joelho. Porque todos sabemos, diz um porta-voz parlamentar, aquilo que as roupas provocadoras levam os homens a fazer. São culpa das mulheres, conclui-se, os milhares de violações que acontecem no arquipélago. O dito ministério por acaso é o mais rico do governo, e enfrenta ele próprio um escândalo com o desaparecimento de milhões de dólares referentes aos juros do dinheiro adiantado por candidatos à peregrinação a Meca. Mas a autoridade do ministro não terá ficado comprometida. Afinal, o que são uns milhões entre fiéis de pureza segura? Desde que ninguém faça a viagem em mini-saia...


Opinião


Multimédia

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Por faróis nunca dantes navegados

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Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 1 Comentar
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Re: Corrupção, caos, mau governo? O remédio é fáci
Claro! Claríssimo!
Ele tem razão!

Quando cheguei da Idade Média, deparei-me com este espectáculo da mini-saia. Estávamos nos anos 60 e tal.
Ia com um amigo meu, Inquisidor Menor, subindo a Av. da Liberdade.
Vinha uma bela de mini-saia, de colunas bem torneadas, e eu, de olhos presos menos no que via do que naquilo que não via, estatelei-me contra um post de iluminação e, com muito pena minha, parti os óculos.
O meu Inquisidor Menor proclamou alto e bom som:
- Elas estão mesmo a pedir para serem violadas!

Ainda hoje lamento o ter partido os óculos!
Sou profundamente míope, sabem?!
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Edição Diária 17.Abr.2014

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