A Câmara da Guarda anunciou hoje que, a partir de segunda-feira, vai começar a distribuir diariamente os excedentes das refeições de três refeitórios municipais por famílias carenciadas do concelho.
A vereadora Elsa Fernandes, responsável pelo pelouro da ação social, explicou à agência Lusa que a medida pretende aproveitar as sobras alimentares produzidos nos refeitórios do edifício da autarquia, do centro escolar da Sequeira e do jardim de infância de S. Miguel, numa ocasião em que aumentam as situações de pobreza.
"Andávamos a trabalhar nesta proposta já há um ano, porque tínhamos excedentes e era um desperdício estar a lançá-los para o lixo, já que não podemos fazer uso dos alimentos em outras refeições posteriores", justificou.
A autarca referiu que a Câmara tem apoiado "pontualmente as situações de carência absoluta", passando esse apoio, a partir de segunda-feira, a ser prestado diariamente a um número mais alargado de necessitados, mediante critérios "de justiça e de transparência".
Segundo Elsa Fernandes, o executivo municipal aprovou os princípios da atribuição do apoio alimentar que será prestado a famílias que residam no concelho há pelo menos um ano e cujo rendimento 'per capita' não seja superior a uma vez e meia o valor da pensão social (284,28 euros).
Os alimentos serão disponibilizados "de forma digna, equitativa e transparente, a pessoas e famílias em estado de comprovada carência
económica", assegurou.
Apoio alimentar por três meses
O apoio alimentar tem a duração de três meses e os serviços de ação social da autarquia irão "avaliar trimestralmente se as pessoas beneficiadas continuam, de facto, a precisar dele", explicou.
A vereadora adiantou que estão referenciadas 20 famílias para usufruírem do auxílio, esclarecendo, no entanto, que o número de pessoas a ajudar diariamente será variável, porque a gestão dos excedentes alimentares "depende das sobras" de cada dia.
Indicou que as famílias a apoiar irão receber indicações "diariamente sobre a disponibilidade da refeição". Os alimentos serão levantados diretamente pelos beneficiados nos refeitórios, no final das refeições, ou entregues ao domicílio pelos serviços da Câmara Municipal da Guarda, caso estejam impossibilitados de o fazer, disse.