Recluso estava voltado para a parede, com as mãos atrás das costas, numa atitude passiva, e foi atingido com uma arma elétrica. Caso ocorrido em Paços de Ferreira está a ser investigado pelo Ministério Público. (Veja o vídeo)
A Direção Geral dos Serviços Prisionais abriu um inquérito para saber que circunstâncias determinaram a utilização de meios coercivos sobre o prisioneiro da cadeia de Paços de Ferreira, esclareceu o organismo em comunicado.
"A utilização de meios coercivos nos serviços prisionais está prevista no Código de Execução das Penas e dispõe de um Regulamento próprio. O processo que agora corre termos visa, entre outros assuntos, apurar as circunstâncias e a adequação da intervenção no terreno", avança a Direção Geral de Serviços Prisionais num comunicado enviado à Lusa.
O inquérito, que vai decorrer a cargo do Serviço de Auditoria e Inspecção e será coordenado por um magistrado do Ministério Público, tem como base um vídeo divulgado ontem pela edição online do jornal "Público" e que mostra a atuação de elementos do Grupo de Intervenção de Segurança Prisional (GISP) face a um prisioneiro que se recusava a limpar a sua cela, na prisão de Paços de Ferreira.
"A situação em causa prendia-se com o facto de o recluso intencionalmente conspurcar totalmente com fezes a cela de habitação, corpo e roupa pessoal, a ponto de os restantes reclusos alojados no setor estarem a iniciar uma greve de fome e outros protestos por não suportarem a situação que estava a por em causa a sua saúde e a dos funcionários", esclarece aquele organismo.
"Convém elucidar que o recluso em causa foi por diversas vezes consultado por psiquiatra, a última das quais em 1 de setembro de 2010, não tendo tido nunca indicação para tratamento do foro psiquiátrico", acrescenta.
No filme, pode ver-se a entrada de seis elementos do GISP numa cela cheia de dejetos e a disparar uma arma elétrica.
"A utilização de meios coercivos nos serviços prisionais está prevista no Código de Execução das Penas e dispõe de um regulamento próprio", lembra a Direção Geral dos Serviços Prisionais.
O caso, que ocorreu a 17 de setembro do ano passado e que o GISP classifica como "uma situação anormal que estava a acontecer há semanas", está também a ser alvo de um inquérito da Inspecção-Geral dos Serviços de Justiça.
Dunca (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:15 | Quarta feira, 23 de fevereiro de 2011
Em Portugal, faz-se um jornalismo sensacionalista para entreter tolos. Não se aprofundam os assuntos, como deve ser... Um jornalismo feito em cima do joelho.
Esse é um caso excepcional... Paradigmático... Fora do usual... Nada tem a ver com o 25 de abril... E nem com torturas anteriores.
O preso suja-se e espalha a merda... É levado ao psiquiatra, por várias vezes, a última das quais em 1 de setembro de 2010, não tendo tido nunca indicação para tratamento do foro psiquiátrico. Nem um calmante receitaram...
Eu, se fosse o guarda, perante a uma situação dessas o que faria? Segurar o preso com toda delicadeza e dizendo, por favor, não me suje, não está se coportar bem... Se ele não me atendesse, rolaria, com o dito cujo, na merda para acalmá-lo? Usaria o bastão? Mas depois teria de o limpar. Queixar-me-ia ao diretor?
Nesse caso, só vejo duas soluções: o choque elétrico ou uma mais humana, soltá-lo para que encha o mundo de merda, com a comunicação social, atrás, para registrar um fato inédito...
E não falei da jornalista que poderia tentar convencê-lo com promessas de amor..
os superiores usam o local de trabalho para descarregar as frustrações do dia-a-dia nos presos. Fizemos um 25 de Abril, mas o lado pidesco continua na alma de muitos portugueses.
JJFF (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 14:50 | Quarta feira, 23 de fevereiro de 2011
O prisioneiro em causa desafiou a sociedade cometendo crimes pelos quais foi condenado. Agora, na cadeia, provoca novamente a sociedade conspurcando com fezes a sua cela, recusando depois limpá-la. A sociedade não se deve vergar perante estes reptos, pois assim sendo estaria a renunciar ao dever de reabilitação do prisioneiro tendo em vista a sua reintegração na sociedade. A bem de todos nós usem nas cadeias os taser sempre que necessário!
Fica então garantido que, doravante e tendo como remédio os choques da pistola, o prisioneiro não mais cagará na cela e irá providenciar à sua limpeza ?!?
zelis (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 16:45 | Quarta feira, 23 de fevereiro de 2011
O video tem uma quantidade de minutos.......
Pelo que é mostrado uma pergunta me surge:
Como é que o detido, ao ser aberta a porta da cela, já tem as mãos atadas atrás das costas?
Quem mandou filmar e porquê?
Quem deu a ordem para a descarga electrica?
Quem e com que fins foi passado o video para a comunicação social?
Será abuso de autoridade ou um mal necessário? Qual o comportamento do detido? Quais as circunstâncias e o que é que levou a esta actuação por parte do GISP?
Como cidadão gostaria de saber, mas dá a entender que só os comentadores televisivos e alguns jornalistas é que sabem o que efectivamente se passou, daí o sugerir ao Director dos Serviços Prisionais para convidar alguns deles a, individualmente, passarem alguns momentos com o detido na sua cela.
Por um lado é possivel que o convencessem a mudar de atitude e por outro sempre encontrariam alguam justificação para o sucedido.
Para quem tanto critica, seria interessante passar uns dias no meio.
No entanto não deixo de voltar a perguntar: Porquê a filmagem e a sua divulgação? Que interesses serve?
NB: Carga policial em Alvalade. Crucifica-se a policia por uma e mil razões, mas ainda não ouvi ninguem criticar o individuo que se manda a pés juntos contra as costas de um agente, Se este se voltasse paratrás e lhe desse umas boas "arrochadas", era um malandro
E DEPOIS QUEREMOS JUSTIÇA E SOBRETUDO PROTECÇÃO, SEGURANÇA, ETC.
Basta metê-lo no "segredo" onde o sujeito terá toda a privacidade para cagar e partir tudo o que lhe apeteça, com a vantagem de se poupar na "electricidade".
Não incomodará mais ninguém e continuará a cagar até a merda lhe chegar à boca dado parecer que o cheiro não o incomoda.
No ambiente prisional só se "vive" se houver disciplina e o tal cavalheiro parece não perceber (ou não querer) esse conceito.
Para o guarda prisional, aquilo é uma máquina de choques electricos, um brinquedo para ele experimentar nos presos. É esse o nível e a mentalidade das nossas forças de segurança. É muito uma questão de nível.
Se os vossos filhos defecarem e urinarem num qualquer divisao da casa que nao o WC, e voces mandarem limpar e o mesmo se estiver literalmente a cagar para vós. o que vós fazeis? limpam e pronto cuidado do menino ou dao lhe uma palmada?
Primeiro o caso da PSP que referem ter agredido um cidadão, agora os guardas priosionais! É este o jornalismo Português... penso que as universidades em Portugal andam a formar jornalistas sensacionalistas.
Sinceramente, faça-se comunicação de qualidade e apresentei os factos reais.
Apontam o dedo quem muito trabalha e do seu trabalho não vê reconhecimento. É preciso reflectir sobre os acontecimentos actuais
Os criminosos têm que ser julgados e não protegidos.
De facto também considero ser tortura e excesso de zelo atacar um simples porco indefeso com uma pistolinha de choques elétricos.
Na minha aldeia os porcos são sebados (engorda forçada de farinha, batatas e milho) até atingirem o peso ideal para ser transformado em enchidos.
Tenho dito !
.... até porque nem sabemos bem como é que as coisas chegaram a este ponto. Mas duas notas:
1 - Ingenuidade gravar uma cena destas
2 - Há tipos que têm melhores condições de vida na prisão do que cá fora. Ou seja, as prisões estão-se a tornar "resorts"
Pois faltou indicar que o preso tem um passado violento, tendo anteriormente agredido o pessoal prisional. Os presos da cela vizinha entraram em greve de fome, devido ao cheiro que vinha daquela cela.
Jornalismo é isto, noticiar os factos. E não recortar as noticias dá forma que melhor se vende. Não se tornem num jornalismo de café da avenida de roma.
A policia fez a exibição qb, de acordo com a situação.
E os jornalistas já vestiram a pele dos guardas prisionais ? Não se confia, não se pode dar margem.
As agressões a guardas prisionais não são noticias.
O Expresso mais uma vez, e já não têm conta quantas são, alinha neste tipo de jornalismo foleiro, de visão curta, enviesada e tendenciosa, sobre um assunto que na realidade desconhece em profundidade, pois não teve acesso ao cadastro deste prisioneiro nem do que ele tem feito nas prisões por onde passou. Em vez disso é complacente com uma provocatória vivência no seio do esterco e da janaria, querendo dar a entender à profundíssima igmnorancia nacional que os culpados são os profissionais dos serviços de segurança prisional pelo uso do taser. Aproveitamento jornalistico rasteiro e de muito mau gosto. Mais um como já vem sendo habitual.