25/05/2012 atualizado às 18:42
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Grupos privados de saúde facturam mais 10%

A facturação dos grupos privados de saúde cresceu mais de dois dígitos no primeiro semestre, face a igual período de 2008. A CUF foi a única excepção. 

9:54 Quinta feira, 30 de julho de 2009
Os internamentos nos hospitais da CUF foram a única excepção, ao subirem 3,5% em termos homólogos
Os internamentos nos hospitais da CUF foram a única excepção, ao subirem 3,5% em termos homólogos
Nuno Botelho

A procura de cuidados de saúde nos três maiores grupos privados cresceu mais de dois dígitos durante o primeiro semestre deste ano, comparando com os primeiros seis meses do ano passado.

De acordo com os dados da actividade assistencial da José de Mello Saúde, Espírito Santo Saúde e Hospitais Privados de Portugal, fornecidos à agência Lusa, o crescimento esteve, em todos os casos, bem acima dos 10% (exceptuando os internamentos nos hospitais da CUF, que subiram apenas 3,5% face aos primeiros seis meses do ano passado).

O grupo HPP Saúde, da Caixa Geral de Depósitos, registou no primeiro semestre um aumento da facturação de 130% para 67 milhões de euros e espera terminar o ano com um volume de negócios de 130 milhões de euros, o que representa um crescimento superior a 115% relativamente ao ano passado.

O administrador financeiro da HPP Saúde, Jorge Morgado, afirmou à Lusa que os resultados se devem a um aumento exponencial da actividade em todas as linhas de produção: o número de consultas aumentou 101% no primeiro semestre face ao período homólogo; no bloco operatório o aumento das intervenções foi de 67%; na imagiologia foi de 124% e os internamentos registaram uma subida de 270%.

Segundo o administrador, o Hospital dos Lusíadas está a "crescer substancialmente em volume de negócios" e o grupo "está a crescer todos os meses em termos de performance". Nestes hospitais da HPP, "mais ou menos 25% dos clientes são particulares e os 75% restantes são [detentores de] seguros de saúde", especificou.

O volume de negócios do grupo Espírito Santo Saúde subiu, no primeiro semestre, 17% para 107 milhões de euros. "Só no Hospital da Luz, o crescimento da facturação foi 30%", referiu à Lusa a presidente da Espírito Santo Saúde, Isabel Vaz.

A actividade assistencial do grupo cresceu cerca de 17%, com 405 mil consultas feitas no primeiro semestre. O número de urgências chegou a 142 mil e este grupo privado fez cerca de 16 mil cirurgias. Em 2008, a facturação do grupo foi de 187,6 milhões de euros.

A presidente do grupo afirmou à Lusa estar "muito satisfeita" com os resultados, considerando que os hospitais da ESS "têm muita procura porque garantimos a confiança dos doentes nos nossos serviços".

Questionada sobre a eventual influência da crise económica na actividade da saúde privada, Isabel Vaz rejeitou essa ideia: "A vida corre-nos bem", disse, salientando que também nos seguros de saúde a procura aumentou. "Toda a actividade relacionada com os seguros privados de saúde continua a crescer e por isso estamos também a crescer", concluiu.

A José de Mello Saúde foi o único dos três maiores grupos de saúde que não forneceu à Lusa os dados da facturação do primeiro semestre. A organização liderada por Salvador de Mello adianta apenas que os internamentos nas suas unidades subiram 3,5% para 11.360 no primeiro semestre. A José de Mello saúde, que detém os Hospitais Cuf, aumentou ainda as consultas em 27,5% para 328.667, e as urgências em 23,9% para 102.337. O número de doentes operados subiu 16,1% para 11.061 no primeiro semestre.

Lusa
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Facturam?
Helder Antunes (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:50 | Quinta feira, 30 de julho de 2009
Pois é, esta notícia esclarece muito melhor, quem quiser ser esclarecido, do que Sócrates tem feito pelo tal Estado Social.
Esqueçam o discurso. Olhem para os factos.
Facturaram muito? Facturaram mais?
Facturaram a quem? Pergunta-se então.
Facturaram a todos os que se sentiram obrigados (e podem) subscrever seguros de saúde para ter assistência na saúde. Facturaram a todos os que viram os seus ordenados substituídos em parte por esses seguros uma vez que muitas vezes a sua entidade empregadora é a emitente e a proprietária dos tais hospitais.
E sobretudo facturaram ao estado! A todos nós!
O estado continua a ser o grande financiador em matéria de saúde. O negócio dos seguros cresceu mas estagnou. Somos um país pobre de gente pobre e esse não é um negócio sustentável. Correia de Campos esforçou-se por destruir a assistência pública e a carreirar clientes para o negócio. Em parte conseguiu mas não chega. Mais ninguém tem dinheiro para novos seguros. A fórmula não resultou.
As convenções com o estado estavam fechadas à anos. CC abriu convenções com estes grupos numa atitude de despudorada e grave concorrência desleal.
Qualquer acto médico num destes hospitais é cobrado e facturado ao estado por via dos sistemas de saúde por valores que são superiores ao que um hospital público poderia oferecer. Etc, etc, etc.
A questão é que aqui não vão todos nem tratar de tudo.
Só os que podem e tratar do que convém a estas unidades de negócio. ...
 
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    Re: Facturam?    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 0 pontos , 11:46 | Quinta feira, 30 de julho de 2009
    Re: Trapezio    Ver comentário
Helder Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:08 | Quinta feira, 30 de julho de 2009
    Mentem os dois    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 12:21 | Quinta feira, 30 de julho de 2009
A privatização da saúde...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:11 | Quinta feira, 30 de julho de 2009
... para além destes casos de sucesso financeiro, já que do resto não se sabe muito, provam que a saúde em Portugal já atingiu em plenitude as duas velocidades que são indesejáveis. Aliás, em alguns hospitais públicos descura-se muito ao nível dos equipamentos, porque mandam as pessoas para clínicas provadas - às suas custas, fazer os exames que por obrigação, deveriam decorrer nos hospitais públicos, sempre que estes alegam - e fazem-no com frequência - que os aparelhos andam avariados... E ainda mais grave, parece que se desleixam a repará-los ou a substituí-los. O que tem que ser feito é que, porque se trata de uma opção quase obrigatória, todos deveriamser servidos com igual qualidade. Oelo menos até que o sistema seja totalmente alterado.
 
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discurso e factos
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 15:01 | Quinta feira, 30 de julho de 2009
De um lado o discurso do Socrates e do PS sobre as preocupações sociais e do outro os factos. Só não vê quem não quer.
 
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