A responsável, que falava em Estocolmo, à margem da reunião do Conselho de Administração do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, ressalvou que baseia esta convicção na consulta de "três ou quatro listas de hospitais que podem não ser representativas". No entanto, acredita que "a maior parte das dúvidas está mais dissipada", após as notícias que davam conta da resistência de vários profissionais de saúde, antes do início da campanha de vacinação.
Muitos médicos e enfermeiros preferem evitar a vacina por considerarem que "são novos e saudáveis pelo que o benefício individual da vacina não será relevante", mas é preciso ter em conta que "têm um papel social a desenvolver", salientou.
Graça Freitas afirmou ainda que o número de profissionais de saúde vacinados será revelado depois do número relativo a outros grupos com indicação para a vacina (que será conhecido na próxima segunda-feira), uma vez que aquela contagem é feita manualmente nos hospitais, e não através de um processo informatizado como acontece nos centros de saúde.
A segunda remessa de vacinas chegou a Portugal na semana passada e já foi distribuída, disse ainda Graça Freitas, referindo que a terceira remessa será usada sobretudo para administrar a segunda dose da vacina a quem já tomou a primeira.
A Direcção-Geral da Saúde deu orientações, terça-feira, para que a vacina seja administrada à totalidade do primeiro grupo alvo (ou grupo A), que deverá estar todo vacinado na última semana deste mês.
Esta indicação surgiu porque em alguns locais a primeira fase já tinha sido cumprida e noutros, fora dos grandes centros urbanos, há dificuldade em encontrar 10 pessoas para vacinar no mesmo dia, o número mínimo necessário para não desperdiçar vacinas.
Graça Freitas afirmou que foi vacinada logo no primeiro dia da campanha, a 26 de Outubro, e que tem a segunda dose prevista para 16 de Novembro. "Vacinei-me perfeitamente convicta de que estava a fazer que estava certo e só tive uma reacção adversa: senti uma dor local onde recebi a injecção, durante dois dias", contou ao Expresso.