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Gripe A H1N1: Hemisfério Sul corre maior risco de trasmissão do vírus, mas sem grande mortalidade - especialista

Lisboa, 24 Jul (Lusa) - A transmissão do vírus da gripe A H1N1 pode ser superior no Hemisfério Sul, mas isso não implica que a mortalidade seja maior em comparação com o Hemisfério Norte, já que a doença é benigna, previu hoje um especialista português.
Lusa |

Lisboa, 24 Jul (Lusa) - A transmissão do vírus da gripe A H1N1 pode ser superior no Hemisfério Sul, mas isso não implica que a mortalidade seja maior em comparação com o Hemisfério Norte, já que a doença é benigna, previu hoje um especialista português.

"Penso que a questão principal é a transmissibilidade e, provavelmente, onde as normas de higiene e médicas são mais precárias, o que é habitual nestes países, o risco de transmissão é, eventualmente, mais elevado", declarou a Agência Lusa Luís Caldeira, assistente graduado do serviço de doenças infecciosas do Hospital de Santa Maria.

"Isso ter-se há verificado já nas diferenças que nós encontramos entre certos países na América do Sul e da América do Norte, como no México, e a Europa. De resto, a doença não se torna mais grave pelo facto de ocorrer neste ou naquele grupo (de nações)", acrescentou o especialista em infecciologia.

Segundo o médico, "nestes países (do Hemisfério Sul) pode haver maior incidência de casos, mas isso não quer dizer que haja uma mortalidade muito elevada".

"A questão da gravidade da doença tem sobretudo a ver com o perfil de vírus que nós temos visto. A mortalidade tem ocorrido sobretudo em grupos com patologias prévias - algumas vezes um pouco surpreendente, como no caso das pessoas obesas -, os mais idosos e pessoas com patologias pulmonares, asma e outras doenças", referiu o especialista.

O médico relatou que a doença não tem um perfil para afectar os grupos que tenham uma imunidade mais eficaz, como as pessoas mais jovens, acrescentando que "isso só acontecerá se houver uma grande mudança do vírus, o que não é o caso, que já era parcialmente conhecido nos humanos".

Luís Caldeira disse que esta pandemia tem sido classificada de várias maneiras.

"A entidade que tem sido mais razoável a classificá-la é o Centro de Controlo de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, que ordena as pandemias pelo grau de mortalidade que causam. Este vírus (da gripe A H1N1) tem um índice de mortalidade baixa, tem um grande grau de transmissão, mas a doença causada por ele é muito benigna", garantiu.

"Por isso mesmo, para o CDC continua a estar entre as mais baixas prioridades, ao contrário do que a OMS (organização Mundial da Saúde) está a fazer, é uma patologia que tem de ser vista de várias maneiras", acrescentando que o vírus transmite-se com grande facilidade e por este facto pode ter, eventualmente, um impacto social e económico elevado em alguns países, sobretudo nos custos monetários que pode acarretar.

Sobre o problema do HIV/Sida, que é muito grande principalmente em África, o médico salientou que "no momento, não há nada de muito concreto que nos possa dizer que as pessoas portadoras do HIV são afectadas de uma forma mais grave ou mais fácil do que as outras".

"Para já, na Europa muitos dos doentes portadores de HIV vivem com uma situação imunitária normal, não tem imuno-depressão. Em África, poderá haver pessoas portadoras com HIV com a situação imunitária deprimida, que poderão ter um pouco mais de risco em relação à gripe", declarou.

"Mas isto ainda não é uma realidade completamente decidida, não está completamente claro", concluiu o especialista.

Na América Latina (com 480 mortes - dois terços do total mundial), países como México (138 mortes), Argentina (165 mortes) e Brasil (34 mortes) já apresentam um grande número de infectados, passando a barreira dos milhares.

No continente africano, a África do Sul é o mais afectado pela gripe A, registando 114 casos, nenhum fatal, muito acima do segundo país mais atingido, o Quénia, com 22.

Os Estados Unidos, que lidera a lista no que se refere ao número de mortos, somando 221 vítimas, já estão a preparar-se para o próximo Inverno.

CSR.

Lusa/Fim


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