As autoridades argentinas declararam o estado de emergência sanitária na capital e na província de Buenos Aires e prolongaram as férias escolares, depois do número de mortos causados pela gripe A (H1N1) ter aumentado para 35. Os residentes em Buenos Aires e respectiva província representam quase metade da população argentina.
Entretanto, a gripe A (H1N1) já se propagou a outras quatro províncias da Argentina, que a seguir ao México é o país da América Latina com o maior número de mortos devido à doença. Já foram diagnosticados 1.587 casos da doença.
As autoridades sanitárias argentinas advertem que enquanto o pico da doença passou no México, o hemisfério sul está em risco devido ao início do Inverno.
O presidente da Câmara de Buenos Aires, Maurício Macri, afirmou terça-feira que a capital estava em estado de emergência, mas que restaurantes, centros comerciais, transportes públicos e teatros se manteriam abertos.
Um comunicado da Câmara Municipal de Buenos Aires, divulgado terça-feira, explicava que a imposição do estado de emergência sanitária autoriza o presidente a mudar as datas das férias escolares e a suspender unilateralmente actividades desportivas e de lazer, sem necessidade de autorização legislativa.
"Decidimos prolongar as férias escolares para tentar diminuir o risco epidemiológico", afirmou o presidente da Câmara de Buenos Aires.
Posteriormente, o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, que referiu terem sido registados naquela região 29 casos mortais da doença, adoptou medidas similares às tomadas por Macri. Na cidade de Buenos Aires, as autoridades registaram seis mortos.
No México, onde surgiu o foco inicial da doença, pelo menos 119 pessoas morreram e existem, até ao momento, nove mil casos de gripe A (H1N1). E no Chile, pelo menos seis pessoas morreram com a doença.