O ministro da Economia,
Vieira da Silva
, considerou hoje que a
greve
dos transportes não contribui para ajudar o país a enfrentar os seus problemas, mas salientou que "respeita" esse direito, desde que seja exercido nos termos da lei.
Em declarações aos jornalistas, à margem da assinatura de um memorando com os municípios relativo a verbas do QREN, Vieira da Silva comentou a greve dos transportes dos últimos dias e os seus custos para a economia portuguesa.
"A greve é um direito de quem a exerce, desde que seja nos termos de lei. Tem sempre custos para a economia. Se não tivesse, os que as fazem não as pretenderiam fazer", disse o ministro.
Contudo, salvaguardou que o "país precisa de dar resposta aos seus problemas" e que esta forma de exercer direitos, embora seja legítima, "não contribui positivamente para essa evolução".
CP não cumpriu serviços mínimos
Quanto ao facto de um dos sindicatos da CP ter violado a ordem do tribunal e não ter cumprido os serviços mínimos, Vieira da Silva considerou que este tipo de atitudes prejudica antes de mais o próprio direito à greve.
"Temos uma lei democrática que permite um amplo exercício das liberdades de expressão e de manifestação, nomeadamente o exercício do direito à greve, mas também tem um conjunto de exigências e é mau que elas não sejam cumpridas. É algo que prejudica antes de mais o livre exercício de direito à greve", concluiu o governante.