16 de abril de 2014 às 19:40
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Greve nos portos "não causa grande impacto na economia"

Segundo presidente do Instituto Portuário e do Transporte Marítimo, muitos armadores, alertados para a greve, "decidiram despachar até às 24h de domingo e outros só o farão após o fim da paralisação". 

A greve dos pilotos de barra e dos trabalhadores de tráfego não está a causar grande impacto na economia portuguesa, disse à agência Lusa o presidente do Instituto Portuário e do Transporte Marítimo (IPTM). 

Segundo o dirigente do sindicato Oficiaismar, Carlos Coutinho, em declarações à Lusa ao início da manhã, os portos portugueses estão totalmente paralisados desde as 0h de hoje devido a esta greve. 

Contudo, o presidente do IPTM considera que a greve tem pouco impacto na economia portuguesa: "Em relação aos armadores nacionais não há nenhum impacto. Em relação aos armadores estrangeiros, o impacto que há não é relevante, já que houve atempadamente alterações de escala". 

Segundo a mesma fonte, sabendo da greve, agendada entre as 0h de hoje e as 24h de terça-feira, muitos armadores "decidiram despachar até às 24h de domingo e outros só o farão após o fim da paralisação". 

De acordo com João Carvalho, esta greve não afeta os armadores nacionais, já que os comandantes portugueses nos portos têm certificados de isenção de pilotagem, que lhes permitem entrar e sair dos portos sem recorrer aos pilotos de barra.

Três cruzeiros afetados


Referindo que nos portos do Funchal não houve adesão à greve, o presidente do Instituto Portuário e do Transporte Marítimo revelou que esta paralisação obrigou à alteração de escala de três navios de passageiros (cruzeiros). "(A greve) tem algum impacto em termos de taxas portuárias e de turismo. Não tem é aquele impacto na economia nacional que se poderia prever", assinalou.

Ao início da manhã, Carlos Coutinho, do sindicato Oficiaismar, disse à Lusa que os portos portugueses estão totalmente paralisados desde as 0h de hoje devido à greve dos pilotos de barra e dos trabalhadores de tráfego. "A informação que nós temos é de que os portos estão totalmente paralisados, quer os do continente quer os das regiões autónomas dos Açores e da Madeira", afirmou o sindicalista. 

A greve dos pilotos de barra decorre até às 24h de terça-feira, seguindo-se na quarta-feira uma dos estivadores e na sexta-feira e próxima segunda-feira a paralisação dos trabalhadores das administrações portuárias. 

Durante a greve dos pilotos de barra estão previstos serviços mínimos, que, segundo o sindicato, serão cumpridos em emergências e situações de socorro em que estejam em causa pessoas e bens.  

Os trabalhadores portuários iniciaram hoje um período de cinco semanas de greves, com diferentes datas por sindicato, jornada de luta que deverá ter forte impacto nos principais portos portugueses, à exceção do de Leixões.

Comentários 15 Comentar
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Todas as greves são prejudiciais...
Todas as greves afectam o País.

É errado ver as coisas de uma forma imediatista.

Em vez de atirar com o lixo para baixo do tapete, era bom que se dialogasse com os sindicatos e trabalhadores e explicar que não estamos em tempo de greves.

Explicar que é necessário adaptarmo-nos às novas premissas que a crise faz aparecer.

Não dar importância ou desprezar um conflito, é tão grave como provocá-lo.
Re: Todas as greves são prejudiciais... Ver comentário
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Afirmações gratuitas...
...de quem pretende ocultar o sol com uma peneira.

Qualquer imobilização diária de um navio tem custos enormes.

O custo de um petroleiro/dia,ou um graneleiro de cereais,ou um porta-contentores,acrescido do custo da redução ou paralização das atividade das indústrias deles dependentes é elevadíssimo.

Se a sua paralisação se prolongasse seria o caos económico no país.

A maioria das pessoas nem imagina o quanto dependemos dos navios e dos portos,simplesmente porque são atividades que se passam longe dos olhares.

Pois não!
Os armadores estrangeiros simplesmente mudaram as escalas dos seus navios para o... estrangeiro, obviamente. Parte das cargas dos exportadores ficaram em terra e ali ficarão até que acabem as greves dos estivadores que iniciará às 00h de quarta feira e que deverá terminar no dia 22/10.
A economia do país está a ser brutalmente afectada desde agosto quando os estivadores iniciaram as suas reivindicações.
Infelizmente, vamos lá a saber o porquê, o assunto não tem sido muito divulgado e tudo parece normal, mas nessa normalidade, as trading's começam a comprar na china, no brasil, etc. E quem sabe disto? Só eles e os fornecedores portugueses. O ministro da economia não sabe, aliás saber sabe porque foi avisado, mas prefere fingir que não sabe; o assunto estivadores é complexo e dá trabalho!
Por este andar, nas próximas semanas, a única ajuda que portugal tem sido dada pelos exportadores, pode acabar e depois veremos como ficaremos.
As tradings portuguesas não precisam de portugal para nada, mas os portugueses precisam, e muito,das tradings e dos exportadores.
O que se está a passar é uma vergonha.
continuem a fazer greves
a próxima é o fim do direito à greve

não se esqueçam que não têm kalashnicofs
Re: Greve nos portos "não causa grande impacto na
A greve de sábado também não causou grande impacto na economia tal como esta por vários motivos: Primeiro a economia esta já quase morta, segundo as manifs não são para causar danos à economia mas sim manifestar o desagrado com uma medida ou política. Já cansa reduzir tudo que é Humano ao numero ou a quantificar tudo em termos de dinheiro ganho ou perdido...enfim é a acietação máxima de sermos escravos da economia e não a economia ao serviço do homem....o próprio Adam Smith diz que a economia serve o homem, sendo isso verdadeiro que raio de homens somos?
Alguém tem noção dos prejuízos brutais?
Este senhor do IPTM devia ser preso. O que disse é crime. Esta greve está a causar prejuízos enormes em toda a cadeia logística e a arruinar ainda mais a economia portuguesa. O Governo foi na conversa de um bando de criminosos que mais não querem do que defender os seus próprios interesses dentro dos terminais e dentro de algumas empresas. Assinou um acordo à revelia da maioria dos trabalhadores e nunca quis negociar. Estamos a estragar um dos poucos sectores que dá lucro e que é essencial para a economia de qualquer país por causa de um capricho de 2 ou 3 barões. Governo: negoceiem e não sejam idiotas, não sejam cúmplices deste embuste e deste crime. Este crime tem rostos.
Artigo 315º Sabotagem contra a defesa nacional
Artigo 315º Sabotagem contra a defesa nacional
1 - Quem prejudicar ou puser em perigo a defesa nacional tornando não utilizáveis,(...), instalações portuárias, (...), é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos.
Artigo 329º Sabotagem
Artigo 329º Sabotagem
Quem (...), impossibilitar o funcionamento (...), definitiva ou
temporariamente, total ou parcialmente, (...), instalações de serviços públicos ou destinadas ao abastecimento e satisfação de necessidades vitais da população, com
intenção de destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido (fazndo a revolução comunista), é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos.
É PRECISO TER LATA...PAU NELES
Uma centena de irresponsáveis trabalhadores dos portos está a lesar o País em muitas centenas de milhões de euros e, com uma grande lata e não menor cinismo, diz o seu representante sindical, "que não senhor".
OLHE QUE NÃO! OLHE QUE NÃO! Lembram o autor?
Sofro, sofremos todos na carne uma austeridade mortífera e há por aí uns quantos energúmenos que (não reclamam por melhores salários...) entendem gozar com o pagode fazendo greve há mais de quatro semanas.

Com uma economia de rastos como a nossa atual, a greve dos trabalhadores portuários é criminosa e lesa toda a Nação. Se o Governo não intervem imediatamente, revela inadmissível falta de autoridade e de coragem para enfrentar a situação.

Estão em causa a economia e a segurança do País que a Constituição exige sejam preservadas.

Há um limite para o exercício da greve que a Constituição consagra mas, neste caso, CONDENA.

Por isso, sou de opinião: PAU NELES!
   
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