Lisboa, 23 nov (Lusa) - O secretário-geral da UGT considerou que a greve geral de quinta-feira é uma greve de indignação e de aviso ao Governo e ao patronato sobre a necessidade de o país apostar no crescimento e no emprego.
"Esta é uma greve geral diferente, é a greve geral da indignação e do descontentamento, porque as pessoas sentem que os seus direitos foram fortemente afetados, com os cortes brutais nos salários da administração pública e no Setor Empresarial do Estado e a ameaça de total desregulamentação dos horários de trabalho no setor privado", disse João Proença à agência Lusa na véspera da greve geral marcada para quinta-feira.
A insegurança no emprego é, segundo o sindicalista, outros dos motivos que levam os trabalhadores portugueses a protestar: "Temos uma situação em que todos vemos que em 2012 a recessão vai ser muito profunda e que o desemprego vai agravar-se e o Governo ignora isto e, em vez de dar segurança para o futuro, assume políticas de quero, posso e mando", disse Proença.