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Greve: França perto do caos

Depois de 300 jovens terem sido presos ontem, durante violentos confrontos com a polícia, a França acorda hoje paralisada, sem combustíveis, com bloqueios e manifestações em todo o país.
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Trabalhadores dos comboios enfrentam elementos da polícia durante um bloqueio da estação ferroviária de Dunquerque
Trabalhadores dos comboios enfrentam elementos da polícia durante um bloqueio da estação ferroviária de Dunquerque / MAXPPP - Jean Charles Bayon/Maxppp/EPA
Trabalhadores queimam pneus para impedir o acesso à refinaria da Total localizada em Donges, França
Trabalhadores queimam pneus para impedir o acesso à refinaria da Total localizada em Donges, França / Franck Dubray/Maxppp/EPA

Devido à greve contra a proposta de lei do Governo de prolongamento da idade de reforma, algumas cidades francesas caíram ontem no caos devido à violência durante manifestações estudantis. Nas regiões de Paris, Lille, Lyon e mais uma dezena de cidades foram incendiados carros, destruídos bens públicos e, no total, foram detidos 300 jovens.

Hoje, a situação poderá ficar mais negra com uma nova greve geral contra a proposta de lei do Governo de prolongamento da idade da reforma. As paralisações atingem praticamente todos os setores da atividade económica, desde aeroportos aos transportes urbanos e ferroviários, do ensino aos correios, aos hospitais e à generalidade dos serviços públicos, dos transportes rodoviários às refinarias de petróleo e aos depósitos de gasolina.

Com portos, estradas e zonas industriais totalmente bloqueadas por camionistas e outros grevistas, o Presidente Nicolas Sarkozy enfrenta a maior crise desde a sua chegada ao Eliseu, em 2007.

Gasolineiras fechadas


Esta manhã eclodiram já confrontos entre a policia e estudantes em Nanterre, arredores de Paris, e algumas centenas de jovens bloqueavam às 10h locais (9h em Lisboa) a circulação na Praça da Bastilha, no centro da capital.

Em Paris, boa parte dos táxis não circulam desde ontem por falta de gasóleo e, apesar do serviço mínimo obrigatório, toda a rede de transportes públicos estava com fortes perturbações ao início da manhã de hoje.

"Comigo já ninguém nota quando há greve em França", vangloriou-se Nicolas Sarkozy há algum tempo, perante a eficácia dos serviços mínimos que ele impôs. Mas a realidade está a desmenti-lo cruelmente porque, desde há alguns dias, todo o país parece a caminho do caos devido aos bloqueios de zonas industriais, à penúria de carburantes e às sucessivas manifestações de estudantes, que ocupam centenas de liceus.

Claude Paris/AP Numa escola em Marselha, estudante exibe cartaz com apelo à adesão dos alunos franceses à greve geral em França

Milhares de gasolineiras estavam ontem à noite fechadas em todo o país e nalgumas, como em Marselha, nem a recolha de lixo funciona desde há vários dias. Em Toulouse os autocarros do serviço público de transportes continuavam esta manhã bloqueados por piquetes de greve. Centenas de aldeias em zonas rurais continuam isoladas do resto do país, sem carburantes nem transportes.  

Gigantescas manifestações


Hoje, vão decorrer manifestações em 250 cidades que os sindicatos preveem gigantescas. Trata-se do braço de ferro final entre o Governo e os sindicalistas em vésperas da votação solene no Senado, prevista para quinta-feira à noite, da proposta de lei das reformas.

Nicolas Sarkozy repetiu ontem que não cede às reivindicações dos grevistas - "A reforma das reformas é absolutamente necessária para garantir o pagamento, no futuro, das pensões", disse o Presidente.

Sindicatos e oposição pedem a suspensão dos debates no Senado e a reabertura de negociações. Em questão está a passagem da idade mínima para a reforma dos 60 para os 62 anos (e de 65 para 67 anos com pensão completa).

O chefe de Estado apelou ao fim da violência e o Governo, que já recorreu às suas reservas estratégicas de combustíveis, pretende pôr hoje as forças policiais a abastecer as zonas mais atingidas pela penúria energética.


Opinião


Multimédia

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Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

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"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


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Vive la France!
País guia das lutas contra os tiranos, a França de hoje, e o mundo em geral, enfrentam uma tirania muito mais sofisticada do que aquela dos finais do século XVIII.
A burguesia sofisticou o modo capitalista de explorar a humanidade escondendo o rosto dos exploradores e aliciando a pequena burguesia a entrar na mesma roda para se darem ares de grandes burgueses. Hoje é uma oligarquia dissimulada sob a capa da democracia que trabalha afanosamente para manter os privilégios das aristocracias seculares. São os cães de fila da classe política os seus servidores. Mas como a mentira tem perna curta e este embuste já dura há demasiado tempo, acho que chegou o fim do capitalismo anarquista usurpador do Estado para seu benefício. Apesar de nas últimas décadas terem roubado as ideologias aos povos, eis que estes se levantam quando os ditadores, em desespero de causa, levam longe demais os seus intentos para salvar o seu 'sistema'. Força povo francês! Sempre tive a esperança que é por aí que de novo se vai levantar uma nova frente de combate para repôr a Liberdade, Igualdade, Fraternidade.
Re: Vive la France!
Re: Vive la France!
Re: Vive la France!
Re: Vive la France!
Re: Vive la France!
Vive la France! Tantos aplausos...!
Re: Vive la France! Tantos aplausos...!
Re: Vive la France! Tantos aplausos...!
Re: Vive la France! Tantos aplausos...!
Re: Vive la France! Tantos aplausos...!
Por cá
Somos vergados espoliados da nossa dignidade, e apelidados de calmos e serenos, enquanto os tubarões se vangloriam dos seus feitos heróicos
Todas as transformações que a História nos
ensina na Europa tiveram o seu inicio em França, que já foi a capital da Cultura europeia. Agora já se fala num novo MAIO DE 68. A ver vamos...
Re: Todas as transformações que a História nos
Greve a França perto do caos
Isto começa a ser deveras preocupante. As populações parecem não entender o que se está a passar. A Velha Europa a continuar assim não consegue manter o nível de vida atual aos cidadãos. Não se trata de uma questão de direito, mas antes de possibilidades. Não nos podemos esquecer que a civilização atual deve-se em grande parte à França, pois tem sido lá que tudo tem começado. Como já o afirmei mais que uma vez, embora tivesse sido criticado, nem o comunismo, nem o capitalismo resolveram os problemas da Humanidade e parece pairar no ar algo de novo. O capitalismo parece não conseguir sobreviver sem o seu velho rival.
Re: Greve a França perto do caos
Re: Greve a França perto do caos
Re: Greve a França perto do caos
A "onda" da França irá até à Alemanha
A "onda" francesa chegará à Alemanha.É inevitável,depois das declarações da Sra Merkel.
É a Europa dos trabalhadores a erguer-se e a lutar pelas seus direitos.
Re: A
... a pensar ..
Os pecados das "Democracias"
Re: Os pecados das
E bem !!
Se os Franceses se revoltam por a idade de reforma subir para 62 , nos que temos a idade de reforma a 65 e não fazemos nada quanto a isso e quanto a grave economia que temos não vamos a lado nenhum enquanto o povo voltar não se revoltar .
Em Maputo revoltaram se e conseguiram pelo menos diminuir a taxa que ia ser aplicada nos bem essenciais.
Quando o Povo se afasta da da politica ou deixa andar , a situação ira sempre agravar .

cumprimentos
Re: E bem !!
força neles povão!
Grandes franceses, mostrem aos pulhas dos nossos políticos o que os espera. Andaram a roubar o povo, agora preparem-se para a anarquia...
Lamento!
Lamento que se passe lá e não cá! Lamento que a polícia não entenda que de vez em quando tem de parar para pensar! Lamento que quem se revolta não veja os polícias como trabalhadores por conta de outrem! Lamento que as politicas vigentes leve a revolta! Lamento que o egoísmo de poucos ponha na miséria milhões! Lamento que não haja dinheiro para pagar reformas! Lamento que o BCE empreste a 1.5% a bancos para estes venderem a 5,8% a estados! Lamento que a economia se complique com o objectivo de fugir a explicações! Lamento que se valorize a especulação em detrimento da produção! Lamento que Europa pague reformas triplas! Lamento que os estado permitam que os ‘amigos’ se reformem antes dos 50 anos! lamento que a Europa seja hoje um espaço lamentável!
Henry Ford, o capitalista do "bem estar social"
Henry Ford foi um dos símbolos do capitalismo americano e mundial. O homem que colocou o Mundo a andar sobre rodas através do seu Ford T era um capitalista de raça pura. Ganhava fortuna sem, contudo, explorar os seus trabalhadores.
Numa altura em que um operário americano ganhava um dólar por dia, Henry Ford tabelou os ordenados dos seus empregados em 5 dólares diários.
Esta medida causou uma enorme polémica entre os patrões americanos, a classe política e, pasme-se, até os sindicatos, que achavam um exagero aquela quantia.
Henry Ford não ligou a uns nem a outros e as suas empresas floresceram e os automóveis Ford saiam das fábricas de Detroit aos milhões. Porquê?
O magnata americano conseguia conciliar os ordenados mais altos com os preços mais baixos graças a técnicas de fabrico inovadoras. "O dinheiro é a coisa mais inútil do mundo; não estou interessado nele, mas sim no que posso fazer pelo mundo com ele", dizia o empresário milionário que tinha 161 invenções suas patenteadas.
Henry Ford seguia a
  política que os seus empregados bem pagos tinham poder de compra suficiente para adquirir o necessário para um modo de vida confortável. Era o capitalismo do "bem estar social", dizia Henry Ford.
Hoje não existe ninguém em todo o Mundo como Henry Ford. Está instalado o capitalismo selvagem, o lucro rápido, a corrupção entre a política e os negócios, a exploração da mão de obra e a especulação na bolsa.
O regresso à escravatura é o dogma dos patrões actuais!
Re: Henry Ford, o capitalista do
E Nós?...
Seremos nós capazes de no dia 24 de Novembro pararmos isto tudo?
Em França o que não fazia falta era a violencia. Há sempre episódios destes para descridibilizar as justas lutas dos trabalhadores. Por cá as manobras são outras, mais soft e porventura mais eficazes.
Re: E Nós?...
Re: E Nós?...
Re: E Nós?...
Re: E Nós?...
Re: E Nós?...
Re: E Nós?...
Re: E Nós?...
Re: E Nós?...
Re: E Nós?...
Há uns e outros
Há quem saiba lutar pelos seus direitos e faze-los vergar. E há os outros, as ovelhas pasmadas, que permitem que lhes caguem em cima, depois de os terem enganado, mentido e vigarizado.
Tragam os Franceses!!!!
Tragam-nos para cá que Portugal está cheio de muribundos!

Quase me atrevia a dizer que anda tudo debaixo de aftaminas !

Anfetaminas???? eheheheh
E por cá?
Só em portugal parece continuar tudo bem, conforme quer dar a entender o governo. Temos o que merecemos, se assim não fosse muitos dos nossos governantes já tinham sido corridos como o merecem. Com estes acontecimentos, que são justos por parte de quem trabalha, só não concordo com a violência. Embora as revoluções não possam ser feitas só com rosas e cravos.
Re: E por cá?
Re: E por cá?
Re: E por cá?
Luta contra os 62?
Por cá vamos nos 65, caladinhos, estupidificados, não reivindicativos. Quando alteraram a idade da reforma para as mulheres e homens portugueses - somos muito mais mal tratados que os gauleses- não houve alarido e os n/governantes - carregam nos passivos - esquecendo que os políticos, autarcas e quejandos do Poder - em cada ano de assinaturas tinham dois para a reforma... assobiaram de contentes...

Quando chegarmos aos 69 - se houver homens neste país -que não gostam de lamber urina - aí vamos protestar... mas será tarde. Já nos viram o rabo...
Cmptos à "troupe" que por aqui anda ....
Há franceses que não entendem Matemática
Em França, tal como em Portugal, há muitos que não entendem conceitos elementares de Matemática e de Economia...
Neste momento há 1 pensionista para 3 trabalhadores no activo. Com as actuais taxas de natalidade e de aumento de esperança média de vida, em breve teremos 1 pensionista para 2 trabalhadores no activo.
Agora que os exaltados nos expliquem como é que a Segurança Social é sustentável nos moldes actuais (isto é,
sem mexer na idade das reformas).
E não venham com a cassete de por os bancos a pagar mais impostos. Isso não passa de um paliativo temporário. Dêem-nos uma solução duradoura... se conseguirem encontrar uma.
Re: Há franceses que não entendem Matemática
Só um senão:
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