O secretário-geral da UGT, João Proença, considerou um "êxito" a greve geral hoje realizada afirmando que a adesão foi mesmo superior à realizada há precisamente um ano.
"Foi uma greve claramente maior, comparada com o ano passado", afirmou João Proença, na conferência de imprensa de balanço feita em conjunto com a CGTP.
A greve geral que a UGT e a CGTP marcaram para hoje é a segunda conjunta das duas centrais sindicais (a primeira foi precisamente há um ano) e a sétima realizada em Portugal nos últimos 29 anos.
Esta deverá também ser a última greve geral em que os secretários-gerais da CGTP e da UGT, Carvalho da Silva e João Proença, já que deverá ser a última vez que o fazem enquanto líderes sindicais.
Greve contra medidas de austeridade
A aproximação das centrais sindicais para esta greve geral aconteceu depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado em meados de outubro um novo pacote de austeridade para combater o défice público, que consta do Orçamento do Estado para 2012 (OE2012).
Entre outras medidas, da proposta de OE2012 consta a suspensão do subsídio de férias e de Natal para os trabalhadores do sector público e reformados. O corte começa a aplicar-se a quem receba salários ou pensões acima de 485 euros. Neste caso, e até aos mil euros, o corte será progressivo, mas a partir de mil euros, é cortado o subsídio de férias e de Natal por inteiro.
O chefe do Governo anunciou também que o executivo vai reduzir o número de feriados e permitir que as empresas privadas aumentem o horário de trabalho em meia hora por dia, sem remuneração adicional.