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Greve: ferroviários espanhóis 90%, Governo 20%

Os sindicatos dos trabalhadores ferroviários apontam para uma adesão à greve de 90%, enquanto o Governo fala em 20%. Paralisação custará entre três e os quatro milhões de euros.
Os sindicatos que convocaram a greve ferroviária protestam contra a liberalização do sector
Os sindicatos que convocaram a greve ferroviária protestam contra a liberalização do sector  / EPA

A adesão à greve dos trabalhadores do sector ferroviário, em Espanha, está a rondar os 90%, segundo os dados dos sindicatos, que já anunciaram ir recorrer aos tribunais devido aos serviços mínimos impostos pelo Governo. O Ministério do Fomento espanhol, por sua vez, diz que a adesão ronda os 20%.

Os serviços mínimos garantem 75% dos comboios de alta velocidade, 67% os comboios interurbanos e 19% dos comboios de mercadorias, pelo que os sindicatos que convocaram a greve -  CCOO, UGT, CGT, Semaf, Sindicato Ferroviario e Sindicato da Circulação - acusam-nos "de serem os mais abusivos da história" e prometem levar o caso à Justiça.

O Executivo espanhol estima que esta greve provoque um prejuízo situado entre os três e os quatro milhões de euros, agravado pelo facto de a paralisação de 24 horas coincidir com o início das férias de agosto. 

Segundo o "El País", a greve está a decorrer de modo geral com normalidade, estando a ser cumpridos todos os serviços minímos, à exceção da Catalunha, onde já se registaram alguns incidentes e atrasos.

"Mariano, Mariano, arruinas-nos o verão" ou "Mariano, atende, a Renfe não se vende" são algumas das palavras de ordem mais ouvidas nos piquetes de greve. 

Incidentes na Catalunha


A greve começou à meia-noite em todo o país. Em Madrid, cerca de 50 trabalhadores iniciaram o protesto às 6h na estação de Atocha, a que se juntou mais tarde outra centena de trabalhadores, que saíram para a Avenida Cidade de Barcelona, mas que acabaram por ser impedidos de cortar o trânsito.

Já na Catalunha registaram-se vários incidentes nas primeiras horas da greve, nomeadamente incêndios nas linhas e disparo de alarmes, que levaram a atrasos nos comboios.

O secretário de Estado do Fomento, Rafel Catalá, pediu  "responsabilidade" aos sindicatos, dado os prejuízos  "sobretudo numa sexta-feira de agosto, para a economia, para o turismo e para a própria Renfe."

Segundo o governante, o Executivo está  aberto a negociar com os sindicatos para "assegurar a viabilidade do serviço ferroviário".

A Renfe, Adif e Fev já acumulam uma dívida de 20.700 milhões de euros.


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Comentários 3 Comentar
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É para o Partido Comunista Português aprender
a respeitar os utentes quando a CP faz greve!
É sempre o mesmo que paga a factura
Lá como cá as contas nunca coincidem.

Mas uma coisa é certa: a paralisação custará entre três e os quatro milhões de euros.

E quem é que paga?

- Lá, tal como cá, é o povo que trabalha e faz os seus descontos, que vai pagar a factura.

Os sindicalistas riem-se, o povo lixa-se!

Re: É sempre o mesmo que paga a factura
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Edição Diária 17.Abr.2014

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