Os comboios deixaram de circular nas linhas suburbanas de Lisboa e Porto por volta das 15h por causa da greve dos funcionários da CP e só deverão voltar a funcionar às 23h.
Dos 205 comboios que estavam programados para circularem entre as 16h e as 18h ,apenas 13 fizeram o seu percurso, informou a porta-voz da CP.
"Até às 14h circularam quase todos os comboios que estavam programados, mas a partir dessa hora começaram as grandes supressões, em 205 comboios programados a nível nacional foram feitos 13", disse Ana Portela.
Comboios de Lisboa e Porto a meio gás
Os comboios deixaram de circular nas linhas suburbanas de Lisboa e Porto por volta das 15h por causa da greve dos funcionários e só deverão voltar a funcionar cerca das 22h30, disse a porta-voz da CP num anterior balanço feito durante a tarde de hoje.
A nível das ligações de longo curso, o último comboio Porto-Lisboa saiu às 14h52 e o último Lisboa-Porto saiu às 12h30 "reforçado com 11 carruagens para levar mais gente". Da parte da manhã, houve uma supressão de 10% dos comboios.
"Não correu muito mal, mas tal como se esperava é a partir desta hora [15h] que tudo se complica", afirmou. Ana Portela disse ainda que a empresa espera retomar a circulação dos comboios às 22h31 com a ligação Rossio-Sintra, seguindo-se Santa Apolónia-Azambuja (22h36), Roma Areeiro-Monte Abraão (22h55) e Cais do Sodré-Cascais (23h).
Estão também previstos os comboios Barreiro-Praias do Sado (23h25), Sintra-Rossio (23h26), Alcântara Terra-Castanheira (23h36), Azambuja-Santa Apolónia (23h39) e Cascais-Cais do Sodré (00h00).
Para a madrugada, a CP espera fazer a ligação Praias do Sado-Barreiro (05h40) e Monte Abraão-Alverca (05h51).
Dia de protesto também para utentes
AEntretanto, a Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Odivelas (CUTPO) promoveu hoje uma ação de protesto junto à estação de metro Senhor Roubado, para contestar a possível redução do horário noturno do Metropolitano de Lisboa.
A ação de protesto da CTUPO consistiu na distribuição de um comunicado aos utentes a informá-los da possibilidade de o Metropolitano de Lisboa encerrar mais cedo à noite, nomeadamente na Linha Azul, entre o Colégio Militar e a Amadora, e na Linha Amarela, entre o Campo Grande e Odivelas, que neste caso poderá ocorrer às 21h30.
"Esta é a nossa primeira ação, mas pretendemos continuar a lutar para que não roubem o metro a Odivelas. Quem trabalha e estuda à noite em Lisboa, mas vive em Odivelas precisa dele. Não faz sentido aquilo que o Governo quer fazer", afirmou uma integrante da CTUPO, Maria da Luz, à Lusa.
O encerramento do Metropolitano de Lisboa às 23h00 e a possibilidade de algumas estações fecharem as 21h30 são duas das medidas propostas pelo grupo de trabalho que está a delinear a reestruturação do sistema de transportes públicos.
Na terça-feira o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, admitiu que fechar o metro às 23h00, tal como consta da proposta de reestruturação do sistema de transportes, "não faz sentido" em nenhuma capital europeia, mas essa garantia do Governo não convenceu a CTUPO.
"Se não pretendem fechar o metro, porque é que se tornou público um documento com as propostas e se pediu um parecer das autarquias?", questionou Maria da Luz.
Além da redução do horário noturno do metro, a Comissão contesta igualmente a possível extinção da carreira do autocarro 206, que faz o percurso entre o Cais do Sodré e Odivelas, e a redução do percurso do autocarro 36.