25/05/2012 atualizado às 17:50
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Greve afectou recolha do lixo, saúde e alfândegas

Durante a noite o início da jornada de greve na Função Pública começou por fazer-se sentir na recolha de lixo, serviços de Saúde e alfândegas

10:17 Quinta feira, 4 de março de 2010

A recolha do lixo, a saúde e as alfândegas são as áreas em que a paralisação da Função Pública mais se tem sentido, afirmou a coordenadora da Frente Comum, um dos sindicatos que convocaram a greve de hoje.

Em declarações à Lusa, Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, sublinhou que nos sectores que funcionam 24 horas se registou uma "grande adesão".

Na alfândega do Porto, a adesão dos trabalhadores chegou aos 100 por cento e, embora tenha sido inferior em Lisboa, a dirigente sindical acredita que vai aumentar durante o dia de hoje.

A participação elevada tem sido sentida também nos serviços de recolha do lixo das autarquias, com valores globais perto dos 100% para os primeiros turnos, que se iniciaram ontem à noite, e na saúde, com valores de adesão dos trabalhadores entre os 60 e os 100%.

Neste sector, a Frente Comum lamentou a ocorrência de alguns entraves à entrada dos piquetes de greve nos hospitais de S. José e de S. Francisco Xavier, em Lisboa, "dois hospitais que nunca tiveram problemas" semelhantes em paralisações anteriores.

Grande adesão "confirma-se"


"Desde ontem à noite que sentimos uma grande adesão" e "confirma-se" que foram "justos" os "objetivos da greve", frisou a sindicalista.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.

Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de fevereiro.

A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1%.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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