25/05/2012 atualizado às 17:50
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Greenpeace mantém protesto na Jerónimo Martins

Activistas da organização ambientalista Greenpeace continuam o protesto junto à entrada da sede da empresa, exigindo ser recebidos.

17:00 Quinta feira, 2 de julho de 2009
Activistas da Greenpeace colocaram um cartaz de grandes dimensões na fachada do edifício da Jerónimo Martins
Activistas da Greenpeace colocaram um cartaz de grandes dimensões na fachada do edifício da Jerónimo Martins
Miguel Lopes/Lusa

A Greenpeace continua em protesto junto à sede do grupo Jerónimo Martins, uma vez que "um responsável oficial que não se quis identificar admitiu que a empresa não tem ninguém disponível para a receber", diz a organização ambientalista. 

Cerca de 20 activistas da organização ambientalista Greenpeace tentaram hoje bloquear parcialmente a entrada da sede do grupo Jerónimo Martins, na zona do Campo Grande, em Lisboa, para protestar contra a "ausência de uma política sustentável de compra de peixe" pelos supermercados da empresa.

Cerca das 14h00, no terceiro telefonema dos activistas para a empresa, "um responsável oficial que não se quis identificar disse que a Jerónimo Martins não tem ninguém disponível para receber a Greenpeace", afirmou à Lusa a porta-voz da organização ambientalista, Lara Teunissen. 

Tendo iniciado a acção por volta das 6h45, a organização ambientalista diz que vai manter-se no local até serem recebidos pela Jerónimo Martins, grupo responsável pelos supermercados Pingo Doce e Feira Nova. 

"Isto só demonstra a falta de transparência da política de venda de peixe da Jerónimo Martins", considera Laura Teunissen. "Não deram oportunidade, nem alternativa nenhuma para uma pessoa falar connosco. A crise dos oceanos não é ligeira, estamos drasticamente a pôr em risco a sustentabilidade da alimentação de milhões de pessoas: também dos portugueses, que assentam a sua alimentação no peixe", explica a porta-voz.

O grupo Jerónimo Martins garante que "pauta a sua actuação pelos mais elevados princípios éticos e cumpre integralmente os imperativos legais em vigor nas geografias onde opera". 

No local dos protestos, perante os jornalistas, fonte oficial da empresa, que não se quis identificar, disse que o grupo se encontra disponível para "contactos públicos", sem responder às questões dos activistas. 

Cerca das 6h45, elementos da Greenpeace colocaram uma estrutura metálica à frente da entrada da sede do grupo, na zona do Campo Grande, e colocaram também um cartaz de grandes dimensões na fachada do edifício com a frase "Jerónimo Martins destrói os oceanos". 

A organização ambientalista exige que o grupo adopte "uma postura responsável em relação ao peixe que vende" nos supermercados Pingo Doce e Feira Nova.

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