A Greenpeace continua em protesto junto à sede do grupo Jerónimo Martins, uma vez que "um responsável oficial que não se quis identificar admitiu que a empresa não tem ninguém disponível para a receber", diz a organização ambientalista.
Cerca de 20 activistas da organização ambientalista Greenpeace tentaram hoje bloquear parcialmente a entrada da sede do grupo Jerónimo Martins, na zona do Campo Grande, em Lisboa, para protestar contra a "ausência de uma política sustentável de compra de peixe" pelos supermercados da empresa.
Cerca das 14h00, no terceiro telefonema dos activistas para a empresa, "um responsável oficial que não se quis identificar disse que a Jerónimo Martins não tem ninguém disponível para receber a Greenpeace", afirmou à Lusa a porta-voz da organização ambientalista, Lara Teunissen.
Tendo iniciado a acção por volta das 6h45, a organização ambientalista diz que vai manter-se no local até serem recebidos pela Jerónimo Martins, grupo responsável pelos supermercados Pingo Doce e Feira Nova.
"Isto só demonstra a falta de transparência da política de venda de peixe da Jerónimo Martins", considera Laura Teunissen. "Não deram oportunidade, nem alternativa nenhuma para uma pessoa falar connosco. A crise dos oceanos não é ligeira, estamos drasticamente a pôr em risco a sustentabilidade da alimentação de milhões de pessoas: também dos portugueses, que assentam a sua alimentação no peixe", explica a porta-voz.
O grupo Jerónimo Martins garante que "pauta a sua actuação pelos mais elevados princípios éticos e cumpre integralmente os imperativos legais em vigor nas geografias onde opera".
No local dos protestos, perante os jornalistas, fonte oficial da empresa, que não se quis identificar, disse que o grupo se encontra disponível para "contactos públicos", sem responder às questões dos activistas.
Cerca das 6h45, elementos da Greenpeace colocaram uma estrutura metálica à frente da entrada da sede do grupo, na zona do Campo Grande, e colocaram também um cartaz de grandes dimensões na fachada do edifício com a frase "Jerónimo Martins destrói os oceanos".
A organização ambientalista exige que o grupo adopte "uma postura responsável em relação ao peixe que vende" nos supermercados Pingo Doce e Feira Nova.