O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Olivier Blanchard considerou hoje que é necessário que a Grécia faça um esforço para reduzir os custos salariais, em comparação ao resto da zona euro, se quiser relançar a economia.
A Grécia "precisa de uma queda espetacular da sua dívida", afirmou o responsável, acrescentando que "é este o tema das negociações mas isso é apenas metade daquilo que é preciso e, de certa forma, é talvez a metade mais fácil".
Olivier Blanchard, que falava em Washington numa conferência na Fundação Carnegie, que promove o desenvolvimento da educação, disse que o resto da receita passa pela competitividade.
"País como a Grécia deve provavelmente fazer alguma coisa do lado dos salários"
"Não há segredo aqui: ou se aumenta o crescimento da produtividade - mais e mais rapidamente - e mantem-se o crescimento dos salários moderado ou diminuem-se os salários", explicou o economista.
"É claro que é preciso que [a Grécia] faça as duas coisas. Mas [...] as reformas estruturais, que têm potencial na Grécia e há vários locais onde a produtividade podia ser aumentada, levam tempo até serem implementadas. E, por isso, um país como a Grécia deve provavelmente fazer alguma coisa do lado dos salários", afirmou Olivier Blanchard.
Atualmente, o FMI está a negociar, em conjunto com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu, as condições do seu apoio a Atenas, bem como a supressão de uma parte da dívida grega pelos credores privados.