O economista Paul Krugman, na sua coluna de opinião no "The New York Times", faz duras críticas aos planos de austeridade na União Europeia, atribuindo parte da culpa à liderança do Banco Central Europeu (BCE).
"Os países mais endividados na Europa estão a sofrer os maiores retrocessos económicos graças a estes programas de austeridade, pelo que a confiança está a afundar-se, em vez de aumentar", afirma Krugman, sublinhando que Jean-Claude Trichet é responsável pelas "fantasias económicas" nos países da moeda única.
"Há ilusão, em partícular, quando se acredita que os cortes de gastos vão acabar por criar empregos, porque a austeridade fiscal aumentará a confiança dos sector privado", acrescenta.
Segundo o Prémio Nobel da Economia, a Grécia, Portugal e a Irlanda não vão conseguir pagar a totalidade da sua dívida, enquanto a Espanha já deve ser capaz. O responsável adverte, que é preciso apostar na redução da dívida.
"Para ser realista, a Europa tem de preparar-se para algum tipo de redução da dívida, combinando a ajuda das economias mais fortes e a reestruturação das dívidas impostas aos credores privados", conclui.