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Grécia entre a espada e a parede

João Silvestre (www.expresso.pt)
23:25 Sexta feira, 24 de fevereiro de 2012

Em política é muito frequente as palavras ditas em público não corresponderem às ideias de quem as profere e até contrastarem com o que é dito em privado. Na crise grega tem sido quase sempre assim. Primeiro, a Grécia não precisava de um resgate. Acabou por tê-lo em maio de 2010. Depois, a ideia de reestruturar a dívida era um absurdo. O absurdo acabou em julho passado. Desde então o 'contributo' dos privados não tem parado de aumentar.

É óbvio que os políticos não podem dizer tudo o que lhes vai na alma, até porque num contexto de crise financeira os estragos podem ser enormes. Mas talvez devessem ter um discurso ligeiramente mais próximo da realidade sob pena de perderem a credibilidade. Agora, quando o comissário europeu Oli Rehn ou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, recusam liminarmente um segundo pacote para Portugal ou uma reestruturação de dívida alguém acredita?  

O novo pacote grego aprovado esta terça-feira em after-hours em Bruxelas volta a sofrer do mesmo mal. Ainda a reunião não tinha terminado, já o Financial Times divulgava um documento interno - supostamente "estritamente confidencial" - que apresentava vários riscos de a Grécia falhar as metas de dívida e de, mesmo cumprindo a maior parte do programa, poder necessitar mais €50 mil milhões em 2015.

Os mercados reagiram mal ao acordo, ao contrário do que era frequente nas cimeiras anteriores. Têm razões para isso? Sim, várias. A primeira, a longo prazo, é o facto de não haver garantias que a dívida entra numa trajetória sustentável e de que no futuro próximo não seja necessário mais dinheiro. A economia grega está em queda livre e só com uma varinha mágica se controlam défices assim.  

Mas há outras razões para desconfiar, neste caso da capacidade de concretização do próprio plano: ninguém sabe qual vai ser o contributo do FMI, não se sabe também se e como o BCE vai fazer chegar à Grécia os ganhos que teve com a sua dívida e, mais importante, o perdão de dívida dos privados não é fácil e pode implicar um evento de crédito (acionando os famigerados credit default swaps).

O pacote maravilhoso que ia resolver o problema grego de vez não é assim tão poderoso. E para que tenha aprovação final na próxima semana o governo grego terá que cumprir um exigente programa, com algumas medidas bastante intrusivas do ponto de vista da sua soberania.  

Além da conta especial para pagar dívidas a credores e de um representante permanente em Atenas, sabe-se agora, segundo a imprensa internacional, que há um conjunto de 38 medidas que terão que estar cumpridas nos próximos dias para o pacote ser aprovado na próxima quinta-feira. Há depois muitas outras que terão que estar concluídas até final do ano. Aliás, a maior parte do plano acordado entre a troika e Atenas deve ser aplicado já este ano.

Existem medidas para todos os gostos, desde alterações fiscais a mexidas na saúde e profissões reguladas, que vão pesar drasticamente no bolso dos gregos. E não apenas dos mais ricos. Pelo contrário, o corte no salário mínimo - ainda que este seja superior ao português - atinge claramente as classes mais baixas. 

É um caderno de encargos apertadíssimo que não será nada fácil de implementar. Vale a pena lembrar que a Grécia está com um governo tecnocrata desde novembro, suportado por uma coligação de três partidos que nem sempre se entendem e que vai a eleições dentro de pouco tempo com a extrema-esquerda altamente bem colocada nas sondagens.

Como se viu pelas palavras do presidente grego na semana passada, em resposta ao ministro das Finanças alemão, o problema já não está há muito no plano estritamente económico-financeiro. Agora é uma questão política e a contestação tem crescido muito à custa da ingerência externa mais do que das medidas de austeridade.  

Da Europa, várias vozes vão insistindo que a zona euro é indivisível. Mas também já disseram tantas outras coisas que acabaram por não se confirmar que as dúvidas são legítimas. Ao mesmo tempo que os responsáveis políticas dizem que a Grécia não vai sair do euro, os atos dão sinais contrários. Várias medidas parecem ir no sentido de proteger o resto da zona euro de um grande embate. A reestruturação da dívida e a recapitalização dos bancos como uma espécie de primeira tranche do colapso total ou o reforço do fundo de resgate para acorrer a situações de contágio são dois exemplos. 

Pode ser só impressão, mas as garantias de que a União Europeia não vai largar a Grécia já pareceram mais verdadeiras.   

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Grécia entre a espada e a parede
Runaldinho (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 1:26 | Sábado, 25 de fevereiro
A Grécia viveu numa espiral de demagogia durante mais de trinta anos. Portugal não chegou a tanto, mas pouco faltou.
Com o fim das ditaduras, derrubadas pela força das armas, emergiram os partidos de esquerda q naturalmente traziam novas ideias e uma lufada de ar fresco aos velhos conceitos monocórdicos do fascismo, Deus, Pátria e Autoridade. Quem não estava farto de aturar aquilo? Nós ainda por cima com uma guerra colonial em 3 frentes?
O processo Grego foi mais pacifico do q o nosso, mas ainda assim a esquerda ganhou a dianteira ao centro direita Grego. É necessário não esquecermos q Portugal teve décadas de centrão, até à bem pouco tempo PSD e PS divergiam apenas na retórica. Ambos comiam do mesmo prato e tapavam-se com as mesmas mantas...
Na Grécia, não havia um centrão equidistante no espectro político estabelecido, apenas um PASOK, onde enfileiravam todos os oportunistas do regime, fossem eles liberais, sociais democratas, socialistas ou independentes. A direita ortodoxa e mais elitista, alcovitava-se na Nova Democracia, q esteve 8 anos no poder, em 32 de democracia. O PASOK esteve 24anos.
O Estado Social, q não foi uma invenção da democracia Tuga, já existia antes, ainda q em dimensões muito menores, cresceu em exponencial, sem se ter em conta, q havia de ser necessário sustentá-lo dentro dos limites orçamentais, compatíveis coma nossa estrutura económica.
Com a entrada na CEE, tudo se alterou. Quem nos abriu a porta, resolveu pôr-nos a pagar por conta...
 
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    Grécia entre a espada e a parede ( cont.)    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 1:46 | Sábado, 25 de fevereiro
    Re: Grécia entre a espada e a parede ( cont.)    Ver comentário
filipe@rio (seguir utilizador), 1 ponto , 18:14 | Sábado, 25 de fevereiro
    Re: Grécia entre a espada e a parede ( cont.)    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 18:24 | Sábado, 25 de fevereiro
Olha, o homem faz contas de tudo…
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 1:15 | Sábado, 25 de fevereiro
Depois de fazer as contas dos transportes, o nosso homem “amanda-se” à Grécia. E saem raios e coriscos para as malvadezas da Europa. Para a Europa egoísta que dá algum e não para a Europa boazinha que dá bitaites.

Porque de Inglaterra vem o bitaite, sobre o dinheiro que os outros dão. Perdão – e antes que apareça um dos “vigilantes” – que empresta e com juros agiotas. Porque os conselhos que vêm da Inglaterra, são de borla.

E o nosso especialista das contas sobre rodas, não botou uma pinga de responsabilidade à Grécia. Os gregos são todos coitadinhos. E ai de quem disser o contrário.

E nunca entendi como um governo “apoiado” por partidos é considerado tecnocrático. Se é suportado pelos partidos, é político. Se não está lá um escolhido pelos eleitores, é por cobardia de não querer limpar a porcaria feita nos últimos anos.

E o nosso homem das contas, termina com uma preocupação: “… a garantia que a Europa não vai LARGAR a Grécia…”, - “não vai largar…”. Mas por acaso tiveram algum acidente, ou alguma onda galgou o Partenon?

Os rapazes podem-se permitir a todos o desmando e malfeitorias e temos que os manter aconchegados. Já fez contas?

E que tal, respeitar a equidade no tratamento da informação?

PS. Que raio de blogues, parecem escolhidos a dedo…
 
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    Re: Olha, o homem faz contas de tudo…    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:20 | Sábado, 25 de fevereiro
    Re: Olha, o homem faz contas de tudo…    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:13 | Sábado, 25 de fevereiro
    Re: Olha, o homem faz contas de tudo…    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:54 | Sábado, 25 de fevereiro
    Re: Olha, o homem faz contas de tudo…    Ver comentário
Luis14 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:24 | Quarta feira, 29 de fevereiro
    Re: Olha, o homem faz contas de tudo…    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:40 | Quarta feira, 29 de fevereiro
é a desumanidade que reina na troika! falsos!
thais de noronha (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 1:58 | Sábado, 25 de fevereiro
"O pacote maravilhoso que ia resolver o problema grego de vez não é assim tão poderoso"

o problema do pacote grego nao é ser poderosos ou nao, o que é relevante e o torna incumprivel e insustentavel é que de generoso nao tem nada!

de resto nao é um pacote, tal como o 1ºnao o foi comprovadamente, que vise estruturar a grecia mas antes torturar e por ultimo depenar!

na realidade sao pacotes armadilhaos à partida! isto diz tudo sobre a uniao europeia. o bce e o fmi!

nao ha nenhum pais sob a alçada do capitalismo que saia de forma diferente do iraque apos a invasao dos eua e restante torpe!

nunca houve intersse real no projecto grego! tudo o que tem feito quem la especula por compra de divida é destruir a grecia dos gregos!

os privados que ja especularam na compra da divida grega, nao tem nada a perder com o perdao da divida pois os juros sao uma calamidade sem fim para os gregos!

vai acabar mal tudo na persistencia destas orgias financeiras desrespeitadoras dos direitos humanos na totalidade! so é possivel mercozy, durao e outros particulares dormirem porque nao tem consciencia nenhuma! é a desumanidade dominante!

o dinheiro é que importa! a morte é uma rotina e até sao gregos! mas depois morre um alemao na praia e é um grande alvoroço, porque ao morrer estragou as suas ferias e a da familia!
...
 
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Pagar
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:26 | Sábado, 25 de fevereiro
Querem que Portugal e a Grécia paguem a dívida externa? É fácil. Basta transferir toda essa dívida para o BCE, perdoar os juros até agora devidos e eliminar os juros no respeitante à dívida ao BCE. Parece estranho? Pois não é:

Os juros têm duas funções:

1. Remunerar o capital emprestado;
2. Servir de seguro contra incumprimentos: os juros acumulados numa carteira de crédito permitirão fazer face a algum incumprimento.

No caso de Portugal e da Grécia - uma vez a dívida assumida pelo BCE - o juro é tão imoral como perverso.

É imoral porque é inadmissível que o BCE queira lucrar com as dificuldades de estados-membros da UE. É perverso porque quanto maior for mais provável se torna o incumprimento. Ou seja, em vez de permitir fazer face ao risco de incumprimento, o juro agrava esse mesmo risco.

Sem juros, cada euro de dívida que fosse pago seria um euro a menos na dívida dos países em questão. A prazo - ainda que longo - a dívida soberana estaria a níveis suportáveis para as respectivas economias.

Porque é que isto não se faz? Porque os alemães são burros. Coisa que já toda a gente sabe. Basta ouvir a Merkel...
 
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'Grécia entre a espada e a parede
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:47 | Sábado, 25 de fevereiro
Blogues são blogues, alguns são bons, outros maus, qualquer que seja o caso, é preciso coragem para se expor opiniões neste formato, ouvindo muitas vezes o que não se gostaria depois. Ao fim de 3 peças deste, a sua qualidade continua elevada, João.

Para evitar um comentário extenso, resumirei-o a 3 links:

1. http://www.presseurop.eu/...

A primeira parte do seu texto é sobre o que se disse e continuamente se desdisse. "Grexit" agradou-me pela forma sistemática como fala de "tabus" de tempos idos que têm sido continuamente revogados nesta crise. Esta lista devia constituir um aviso para todos os que invocam certezas sobre as soluções propostas. Só agora seria a sério... porquê?

2. http://aeiou.expresso.pt/...

Neste texto do seu colega JNR, há esta frase da Reuters:

"Quase nada irá diretamente para ajudar a economia grega"

Noutro comentário na presseurop, leio que só 19% dos 150 mil milhões do empréstimo vai mesmo para a Grécia. Com alguma diligência, talvez consigamos eliminar totalmente a Grécia do próximo pacote de ajuda à Grécia.

3. http://crookedtimber.org/...
...
 
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    'Grécia entre a espada e a parede (2)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 0:17 | Domingo, 26 de fevereiro
    Re: 'Grécia entre a espada e a parede    Ver comentário
zéXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 0:00 | Domingo, 26 de fevereiro
    Re: 'Grécia entre a espada e a parede    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 0:48 | Domingo, 26 de fevereiro
    Correcção    Ver comentário
zéXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 0:05 | Domingo, 26 de fevereiro
    Re: Correcção    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 15:30 | Domingo, 26 de fevereiro
    Re: Correcção    Ver comentário
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 19:19 | Domingo, 26 de fevereiro
'Grécia entre a espada e a parede (2)
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 0:19 | Domingo, 26 de fevereiro
(O Expresso comeu-me o ultimo parágrafo e este era essencial; a ver se me lembro dele)

3. http://crookedtimber.org/...

É surpreendente a hostilidade que existe contra aqueles que têm dúvidas sobre a bondade dos planos para a Grécia, considerando que a própria Troica também as tem (como foi dado a conhecer por documentos da mesma sobre cenário futuros). O Link acima indica à página que li que melhor se defende dessa hostilidade, propondo-nos que joguemos... um RPG (Role Playing Game), que poderia se chamar "faça o seu próprio plano para a Grécia". Tem finais para todos os gostos!

("Adopte o papel de um conselheiro do FMI", "faça uma equipa e ouse descer ao inferno das masmorras onde se pode encontrar a salvação da Grécia... ou a sua destruição", etc, etc... isto bem espremido dava algo engraçado... Mas o jogo é um pouco mais sério que isso).
 
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A Grécia é a Grécia...(com alguma ironia)
AfPer (seguir utilizador), 1 ponto , 16:05 | Sábado, 25 de fevereiro
A Grécia é a Grécia.

É o pais mais antigo do Mundo chamado Ocidental e ocidentalizado mais magnânimo ,dado que foi o berço e o coração do mundo chamado civilizado. (Será que voltamos à época dos trogloditas?...).

Perante o impasse e a crise degradante que se vive hoje no chamado mundo civilizado,a Grécia,tal mulher confusa, está a pôr o mundo grego("grego" no sentido popular e tradicional de baralhado e/ou confuso) dado que a situação conjuntural degradante não é para menos e a culpa da degradação presente não é da Grécia e tem-se muita dificuldade de saber com isenção de quem é a culpa.

O momento Histórico está pouco claro,muito confuso e auto-destrutivo,mas tudo,como sempre,acredita-se que será ultrapassado melhor ou pior,mais cedo ou mais tarde, porque,tal como diz o adágio "depois da tempestade acaba sempre por vir a bonança" mas,entretanto,é necessário reagir para suportar e procurar evitar danos desnecessários e equacionar consequentemente um futuro melhor e motivante.

Logo,Europa unida sem a Grécia,seria uma Europa muito amputada,pelo que se justifica a união de esforços se se ainda deseja manter o actual contexto económiico-financeiro e político europeu da União Europeia com viabilidade plausível.

O problema é que a Europa está envelhecida e decrépida"cheia de velhos do Restelo" com horizontes óbvios limitados que se preocupa mais com a imagem do que com o ser segundo a maneira já ultrapassada da arte da manipulação materialista e do Marketing.

 
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Re: Grécia entre a espada e a parede
gaivota3 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:49 | Quarta feira, 29 de fevereiro
mas é claro como agua que a greçia não vai sair do euro!isso abriria uma brecha pequena num grande barco e nós todos já sabemos que os resultados das brechas são os afundan-ços...imaginemos mesmo que hipoteticamente,que a gréçia sairá do euro?esse efeito pode ser mau,mas tambem pode ser bom(para o povo grego)para já tomariam de novo a sua propria sobrania independente de qualquer critério europeu!pois já todos sabemos quem é que dirige os critérios e como é que estes convergem sempre no sentido da repressão dos paises mais pobres.eu acho que os paises não podem ser medidos por intereses de mercados economicos(especulativos)que apenas visam a divisa!paises não são tangerinas nem melões e deveriam estar acima de qualquer mercado,tendo de ser apreciados como um todo e não como facções improdutivas.europa é o nome de um conjunto de paises com a maior pluralidade de identidades e culturas do planeta!coexistindo pacificamente entre povos,salvo excepções,mas esses sabemos todos quem são pois estão bem identificados...logo deveriam ser estes o alvo de preocupações e atenções e não o contrário!mas como dizia os paises estão acima de quaisquer medicões mercanties feitas por agençias dubias a quem todos dão muita importançia.dinheiro dinheiro dinheiro será que só sabem ver isto?meus amigos gregos desde sempre que os estimei e para vós a minha franca solideriedade.lutem enquanto podem pois nós aqui no portão do atlantico já não temos coragem para nada!a não ser seguir a troika....
 
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cm84
gaivota3 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:53 | Quarta feira, 29 de fevereiro
bem que me pareçeu que tinhas jeito para matriculas.olha dedica-te a isso e não tentes ser tão abrangente porque de pessoas como tu está o mundo cheio.afogate no dinheiro...
 
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