23 de maio de 2013 às 10:45
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Grande distribuição encerrou 37 lojas

Perda de poder de compra dos portugueses está a acentuar "queda livre" nas vendas da distribuição moderna.

Adriano Nobre (www.expresso.impresa.pt)

O setor da distribuição moderna encerrou 37 lojas entre janeiro de 2011 e março deste ano. Segundo informações hoje divulgadas pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), das 37 lojas que encerraram nesse período, 21 operavam na área não alimentar e 16 na área alimentar. 

O encerramento de lojas neste sector é uma das principais consequências da crise de consumo que Portugal atravessa, devido à perda de rendimento das famílias.

De acordo com as informações recolhidas pelo Expresso, as regiões mais afetadas por estes encerramentos foram as zonas do Grande Porto e da Grande Lisboa, com nove e oito encerramentos respetivamente. Os outros distritos que mais sofreram com estes encerramentos foram Braga (cinco) e Setúbal (quatro).

Milhares no desemprego


Segundo outros indicadores divulgados na semana passada pela APED, as vendas dos associados desta associação nos primeiros meses de 2012 têm estado "em queda livre".  

Na área não alimentar existem, mesmo, vários segmentos de produtos com quebras de vendas superiores a 20% na comparação com as vendas do primeiro trimestre de 2011.  

O encerramento de lojas tem contribuído fortemente para a quebra de emprego que se registou em 2011 entre os associados da APED: menos 6593 postos de trabalho, 4222 dos quais na área Alimentar e 2371 na área não Alimentar. Em 2010, este mercado apresentava uma realidade bem diferente, com a criação de 5195 empregos.

Face a estes indicadores, a diretora-geral da APED, Ana Isabel Trigo Morais, sustenta que "o setor da Distribuição em Portugal atravessa uma grave crise que resulta de uma forte quebra do poder de compra dos consumidores, gerada pelas medidas de austeridade. O consumo em Portugal sofreu alterações profundas e está em queda livre", diz.

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Empobrecimento
É o tal empobrecimento regenerador que o visionário Passos Coelho adoptou como autêntica profissão de fé a dar frutos.
Quando PC anunciou o empobrecimento os mais distraídos confundiram a missão com a consequência.
PC acha-se uma espécie de profeta do apocalipse que vai refundar Portugal a partir das suas cinzas. O empobrecimento como purga dos vícios, dos maus hábitos, da vida acima das possibilidades, do estado social, dos funcionários públicos.
PC não quer renegociar nada com a troika porque os princípios da troika não são uma imposição mas uma arma ou um instrumento ao serviço da sua visão regeneradora deste Portugal devedor, imoral.
Custe o que custar.
Vamos além da Troika.
Empobrecimento.
São palavras que todas juntas demonstram bem ao que vem PC e o que o motiva. É uma espécie de Henrique Raposo mas com poder.
É claro que vão fechar mais lojas. E empresas. E vai haver mais desempregados. E vão diminuir muito os salários de quem ainda tem emprego.
Não são consequências de alguma coisa. São uma missão.
Acho que há por aí muita gente distraída que ainda não percebeu isto.
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Escolheram esta rapaziada...
... agora aproveitem as benesses!...
Trocando por miúdos
Menos 37 pontos de financiamento de economias estrangeiras em Portugal!
É a lei da vida
Quando arrebentaram com o pequeno comercio , não se queixaram , agora chegou a vez da grande distribuição , é a lei da vida.

O mesmo se aplica aos bancos depois de arrebentarem com a economia.
Declarações de Passos Coelho
«Passos Coelho diz que não tem medo de manifestações (Renascença)»

Medo de quê? Reforcei, com a autorização do sr. ministro Relvas, o orçamento do MAI em mais 400 milhões e ambos autorizámos a admissão de mais 1.000 polícias, de que é que haveria de ter medo???
Pedro Passos Coelho...
Pedro Passos Coelho...


Já emitiu um comunicado sobre o assunto:

Srs Distribuidores, não sejam piegas!
Srs Distribuidores....


Façam como a pinga amarga...

50% de descontos... pagos pelos fornecedores...

Coloquem a sede social na Holanda e o dinheiro na Suiça...

e vão ver que tudo se resolve...

Se tiverem alguma dúvida liguem ao Alexandre das Tretas!
Re: Grande distribuição encerrou 37 lojas
Por regra quando a procura diminui , sendo superada pela oferta, a tendência é o preço baixar, por forma a espimular o consumo. Não me tenho apercebido que os preços tenham diminuído junto dos consumidores nas grandes superfícies de retalho.
Será que dá jeito dizermos todos que estamos em crise, aproveitamdo para manusear os números, mistificando.
Então se vendem menos porque não baixam os preços ( e não estou a falar de promoções , essa técnica de fidelização de clientes) ?? Vou quase todos os dias ao hipermercado e não vejo preços a baixar, antes a aumentar semanalmente... E queixam-se que não vendem ??
Solicito comparação
Agora comparem com esta notícia. Que raio !! (fonte :sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2012/07/04/comercio-portugal-regista-segunda-maior-subida -mensal-das-vendas-a-retalho-em-maio, em 4/7/12 às 14.26) :

"Bruxelas, 04 jul (Lusa) -- Portugal registou a segunda maior subida do comércio a retalho (2,9 por cento) em maio passado, acima do aumento médio de 0,6 por cento verificado tanto na zona euro como na União Europeia, divulgou hoje o Eurostat.
Os dados do gabinete oficial de estatísticas da UE revelam que, comparativamente a abril de 2012, as subidas mais acentuadas tiveram lugar na Áustria (+3,1 por cento), Portugal (+2,9) e Letónia (+2,1), enquanto as maiores descidas se verificaram na Polónia (-1,3 por cento) e na Eslovénia (-1 por cento).
No entanto, na comparação homóloga, com maio de 2011, Portugal tem a segunda maior queda (-5,1 por cento), apenas superada por Malta (-7,3) e à frente de Espanha (-4,8), enquanto as maiores subidas foram registadas na Estónia (+10,4 por cento), Letónia (+7,4) e Roménia (+5,9)."
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"PENA"
É pena não ser notícia milhares de pequenas lojas (e milhares de desempregados) que fecham não só pela crise como por causa das grandes superfícies ...grande distribuíção como queiram, em que a maior parte delas nem Portuguesas são.
Mas o Tuga é assim prefere comprar na ZARA um cagalhão que na loja de moda do bairro um produto superior mas de marca Portuguesa.
kácus
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solicito comparação
Apenas suscitei uma dúvida e foi relativamente à grande distribuição, por comparação com duas notícias , com origens diferentes.
Para construir opinião livre e eticamente responsável e evitar seguidismos.
Muitas vezes o que parece, não é e o que não parece, é. Conforme os interesses envolvidos. Nada melhor que consultar várias fontes e tentar perceber , em certos casos, que o que está por detrás dos seus interesses.
Mas não fechou nenhuma Loja Maçonica pois não?!
Não me assustem!
Dever cumprido...
O facto de fecharem 37lojas ligadas ao comercio da grande distribuição não implica que, isso, seja pelo facto de venderem menos, mas sim estratégia.

Os grandes merceeiros deste país estão a atingir os objectivos a que se propuseram : aniquilar o comercio local com pequenas lojas de bairro. Atingindo esse objectivo essas lojas já não se justificam, então fecham e as pessoas terão que se deslocar ás grandes superficies, cujos donos são os mesmos.

Conclusão: aniquilaram o comercio local destruindo uma enorme quantidade de postos de trabalho, criam alguns precários em alternativa, e agora , atingido o objectivo fecham as lojas.

Voltámos ao tempo de Portugal na mão dos monopolios, mas não acusem este governo por mais esta, porque aqui neste crime têm culpa os presidentes das camaras que a troco de mais uma rotunda deixaram entrar mais um elefante na cidade, os destroços começam a aparecer.
E QUANTAS ABRIRAM???
Nas viagens que faço por diferentes pontos do país, tenho-me apercebido que, mesmo em tempos de crise, os grandes espaços comerciais, geralmente com um hipermercado dentro, ainda não pararam de "nascer".
Coloca-se então a dúvida: Qual é o balanço final?
Deveremos então concluir que, para a notícia ser levada a sério, deveria referir também as que abriram e não apenas quantas fecharam.
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