Anterior
Espanha: risco da dívida continua a aumentar
Seguinte
Saída da crise na zona euro é a mais lenta em 40 anos
Página Inicial   >  Economia  >   Governos usaram 1,1% do PIB em medidas temporárias ao ano desde 2000

Governos usaram 1,1% do PIB em medidas temporárias ao ano desde 2000

Nos últimos 12 anos, as contas públicas receberam um total 20,1 mil milhões que ajudaram a compor o défice orçamental. 2011 foi o recorde absoluto.
|

Os governos portugueses usaram, em média, 1,1% do PIB ao ano em medidas temporárias para ajudar a compor as contas públicas desde 2000. Os números foram hoje publicados nos anexos estatísticos do relatório anual do Banco de Portugal. Durante estes doze anos, entraram nas contas 20,1 mil milhões de euros, um valor que deve ser lido com algumas cautelas por se tratar de uma soma simples que não tem em conta as variações no nível de preços.

O recorde absoluto de medidas temporárias aconteceu no ano passado, quando governo recorreu à transferência dos fundos de pensões de vários bancos para conseguir cumprir a meta de défice de 5,9% imposta pela troika. O Estado encaixou 6783 milhões de euros de medidas temporárias, em contabilidade nacional (numa lógica de compromissos), qualquer coisa como 4% do PIB.

Sem esta ajuda, o défice, que fechou em 4,2%, teria sido superior a 8%. Os fundos de pensões foram a grande fatia, representando 3,5% do PIB. Estas medidas temporárias são definidas de acordo com as regras do Eurosistema e são aquelas que são transitórias e não se repetem. 

Os anos 2003 e 2010 também se destacaram. No primeiro, durante o governo de Durão Barroso e com Manuela Ferreira Leite nas Finanças, o peso das medidas temporárias foi de 2,3%, com destaque para a titularização das dívidas fiscais e da Segurança Social com o Citigroup. Em 2010, o encaixe ascendeu a 1,7% e esteve relacionado, essencialmente, com a transferªencia do fundo de pensões da PT para o Estado na governação de Socrates e com Teixeira dos Santos nas Finanças.


Opinião


Multimédia

Os assassínios, as execuções, as decapitações são as imagens mais chocantes de uma propaganda cada vez mais sofisticada. É a Jihad, que recruta guerrilheiros no ocidente para matar e morrer na Síria. O Expresso seguiu as pisadas de cinco jiadistas portugueses, mostrando quem são e como foram convertidos e radicalizados. E como lutam, como foram morrer - e como já haverá arrependidos com medo de fugir. Reportagem em Londres, no café onde viam jogos de futebol, na universidade onde estudavam e na mesquita onde rezavam. Autoridades e especialistas em terrorismo estão alerta sobre este pequeno mas perigoso grupo, onde corre sangue português - e de onde escorre sangue por Alá.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.

Geração Z

Mais rápidos, mais capazes, mais solitários, os Z vivem agarrados aos ecrãs, pensam com a ajuda da internet e estão permanentemente preocupados com a bateria do telemóvel. Que geração é esta que nasceu com a viragem do século?

Desaparecidos para sempre no Mar do Norte

O dia 15 de novembro já foi feriado, há 90 anos. A razão foi o desaparecimento de Sacadura Cabral algures no Mar do Norte. Depois de fazer mais de oito mil quilómetros de Lisboa ao Rio de Janeiro, o aviador pioneiro não conseguiu completar o voo entre a cidade holandesa de Amesterdão e a capital portuguesa. Ainda hoje, não se sabe o que aconteceu ao companheiro de Gago Coutinho e tio-avô de Paulo Portas, a quem o Expresso pediu um sms.

Os muros do mundo

Novembro relembrou-nos os muros que caem, mas também os que permanecem e os que se expandem. Berlim aproximou-se de si própria há 25 anos, mas há muros que continuam a desaproximar. Esta é a história de sete deles - diferentes, imprevisíveis, estranhos.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

O papa-medalhas que veio do espaço

O atleta português mais medalhado de sempre, Francisco Vicente, regressou dos campeonatos europeus de veteranos, na Turquia, com novas lembranças ao pescoço. Três de ouro e duas de prata para juntar à coleção. Tem 81 medalhas, uma por cada ano de vida.

Terror religioso está a aumentar

Relatório sobre a Liberdade Religiosa é divulgado esta terça-feira em todo o mundo. Dos 196 países analisados, só em 80 não há indícios de perseguições motivadas pela fé.

Vai pagar mais ou menos IRS? Veja as simulações

Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

Tem três minutinhos? Vamos explicar-lhe o que muda no orçamento de 350 mil portugueses (e no de muitas empresas)

O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.


Comentários 5 Comentar
ordenar por:
mais votados
'Governos usaram 1,1% do PIB em medidas temporária
Tópico interessante, e se me permite a sugestão, ele não perde a actualidade até à edição impressa, onde poderia apresentar uma lista por ano e se possível com interpretações das parcelas. Argumento correto ou não, a transferência dos fundos da PT foi justificada com a recepção de pelo menos um submarino, que quer se queira ou não, trata-se de despesas extraordinárias que também não se repetem e num certo sentido são contrapartida a estas medidas temporárias. Seria interessante se conseguisse emparelhar também as despesas temporárias aos anos (ouvi dizer que o fim das SCUTs teve impacto negativo temporário também... é verdade?). E claro, 3 anos deveriam ser subdivididos considerando as mudanças de maioria.

Olhando para os valores acima, aqueles 3 anos em destaque são outliers claros. Se os retirarmos, pode-se chegar por um calculo grosseiro à conclusão que nos restantes anos, a média foi de 0.6%. Mesmo isto não dá uma boa ideia se a pratica era generalizada a todos os anos ou houve alguns, até um máximo de 5, onde não usaram receitas extraordinárias.

A minha impressão é que os campeões das medidas extraordinárias foram os governo PSD/CDS. Não estou a julgá-los por isso: só num universo alternativo se poderia saber se o governo de Sócrates não teria recorrido aos fundos bancários também, se ele tem durado até 2012. Este episódio aliás prova-me que ao contrário do que se dizia, Sócrates teria conseguido cumprir sempre a meta do défice em 2011.
Re: 'Governos usaram 1,1% do PIB em medidas tempor
Re: 'Governos usaram 1,1% do PIB em medidas tempor
Cursar economia e finanças é tão bom...
Cursar economia e finanças é tão bom... aprende-se a arte de bem tribular números e realidades que lhes são correspondentes.
Um débito com algumas habilidades "legais" pode passar a crédito, um prejuízo com artes e manhas pode ver-se transformado em lucro.
O pior é que depois de tirar de um lado e dando-lhe uma identidade falsa para permitir a entrada noutra "faz de conta", a população trabalhadora sofre...
Queremos o fim da Cleptocracia
Exigimos a reposição imediata dos subsídios de férias e de natal que nos foram retirados de forma inconstitucional. Vamos todos assinar e divulgar esta petição e recorrer às mais altas instâncias europeias em matéria de justiça, se for necessário.
peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=201202
Copie o link para o seu browser, assine e divulgue
Comentários 5 Comentar

Últimas

Ver mais

Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador

PUBLICIDADE

Pub