23 de abril de 2014 às 13:48
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Governo vai acabar com enfermeiros low cost

O ministro Paulo Macedo comprometeu-se "a indexar o valor a ser pago aos enfermeiros pela tabela em vigor para a carreira de enfermagem", anunciou o bastonário da Ordem dos Enfermeiros.
Lusa
O Governo comprometeu-se hoje acabar com a contratação de enfermeiros a baixo custo para o Serviço Nacional de Saúde, em resposta à contestação dos profissionais, anunciou o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, após uma reunião com o ministro da Saúde.

Germano Couto adiantou que as Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu, segundo informações transmitidas pelo ministro Paulo Macedo, que não há ilegalidades no concurso de contratação de enfermeiros, por empresas de prestação de serviços, para trabalharem em centros de saúde.

A reunião, no ministério, em Lisboa, ocorreu depois das denúncias da Ordem e do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses de que profissionais da classe tinham sido contratados por empresas de prestação de serviços para trabalharem a 3,96 euros por hora em centros de saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo (distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém).

Uma situação que consideram pouco digna para a profissão e que terminou, na sexta-feira, com a concentração de meia centena de enfermeiros à porta do Ministério da Saúde.

Em declarações à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, referiu que o ministro Paulo Macedo se comprometeu hoje "a indexar o valor a ser pago aos enfermeiros pela tabela em vigor para a carreira de enfermagem". O mesmo compromisso já havia sido assumido, na quinta-feira, pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, ao Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, de acordo com o seu presidente, José Carlos Martins.

Fim dos recibos verdes em novas contratações


O bastonário dos enfermeiros acrescentou que, conforme garantia do ministro da Saúde, "as contratações, daqui para a frente, de enfermeiros para a Função  Pública será feita não pela prestação de serviços, com o recurso ao recibo verde, mas através de contratos individuais de trabalho".

Depois das denúncias da contratação de enfermeiros a baixo custo, o Ministério da Saúde anunciou na terça-feira a averiguação por parte da IGAS da regularidade do processo de concurso.

Hoje, à Lusa, o bastonário da Ordem dos Enfermeiros disse que o ministro indicou "algumas conclusões, muito simples", das inspeções feitas pela IGAS e que apontam para que, "neste momento, não há situações de ilegalidade, o que não permite que o concurso seja colocado em causa ou mesmo anulado".

Germano Couto adiantou ainda que a primeira reunião do grupo de trabalho para a criação do "enfermeiro de família" ocorrerá ainda em julho.

O grupo é formado por representantes da Ordem dos Enfermeiros e do Ministério da Saúde.

Comentários 33 Comentar
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Intermediários parasitas
Há que retirar do circuito essa intermediação que só serve sacar lucros com trabalho alheio.
Desde que sejam necessidades permanentes para o bom funcionamento dos serviços, os governos não devem recear contratar individualmente e sob condições acordadas.

Quanto a essas empresas, funcionarão como bolsas de profissionais, para suprir faltas inesperadas.

  Nunca um serviço pode funcionar bem, se a base de recrutamento for pessoal eventual, que entra e sai, sem ligação à tarefa. Não se pode exigir a mesma responsabilidade a quem anda sempre a correr, de serviço para serviço......
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Outsourcing é uma vergonha
O recurso ao outsourcing é na esmagadora maioria das vezes uma vergonha, e quando se tratam de empresas do estado ou mesmo de empresas privadas que vivem da "mama" de outras empresas accionistas uma fonte de corrupção brutal.

O recurso a outsourcing é muitas vezes usado para contratar empresas de amigos, nas quais os próprios administradores da empresa contratante até são sócios, para desviar verbas das empresas.

Sei de um caso de uma empresa privada que vivia às custas de alguns grandes accionistas que enterravam lá todo o dinheiro que era pedido e tinha uma boa parte de trabalhadores em regime de outsourcing.

A dada altura cheguei a ver um recibo e fiquei escandalizado. O trabalhador recebia quase 900€ por mês, mas o pagamento à empresa de outsourcing por esse trabalhador era de mais de 2500€!!!!!!!!!!!!!!!!!

Isto é, a empresa contratante gastava por mês mais 1600€ do que se estivesse a contratar directamente. Mesmo que contratando directamente pudesse fazer subir um pouco os custos com um trabalhador, nunca chegariam nem de perto a mais 1600€!!!!!!!!!

Agora multiplique-se este valor por largas dezenas (arrisco-me a dizer até centenas) de pessoas e assim se percebe os graves problemas porque esta empresa passou.

No caso do estado é a mesma coisa. Isto é uma forma de roubar dinheiro ao estado escandalosamente.
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Ministros de trazer por casa

Gente que nada faz à anteriori, ficando numa eterna satisfação de dever cumprido quando algo surge e que sejam chamados a resolver.

Quase podiam ser tarefeiros e a recibo verde !!!
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E advogados, engenheiros ...etc.
Parece que só as ordens dos médicos e dos enfermeiros funcionam. Ou seja, o lobby da saúde.

Os outros profissionais, há anos que são low-cost, trabalham a recibo verde nas chamadas empresas "parceiras"(que cobram regiamente pela "prestação de serviços").

Mas as ordens de engenheiros, advogados e outras limitam-se a cobrar quotas aos associados e a organizar almoçaradas.

Querem lá saber se há uns "falhados" que não conseguiram entrar no sistema.
EMPRESAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS,
ou serão empresas de prestação de sevícias.Só em última alternativa alguém se sujeita aos desmandos de uma tal empresa pois "chupam" como vampiros , para não usar comparação mais escabrosa o rendimento de quem lhes caí nas malhas.Se fosse na Suécia ou outro país organizado veriamos que estas empresas existem para quem quer trabalhar em "part-time" para posições mais especializadas ou para recuperação de toxicodependentes ou alcoólicos e sempre com um papel social de relevo nunca tendo como prioridade o lucro puro e duro.
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Preciso de esclarecimento
Bom dia. Estou a tentar analisar esta questão dos enfermeiros que recebem pouco. Alguém me sabe informar quantas horas por dia/semana/mês trabalha geralmente um enfermeiro?
Obrigado
Re: Preciso de esclarecimento Ver comentário
Acabar...
... acabar... é a palavra que este governo mais gosta de usar. O que ainda não perceberam è que eles próprios estão acabados...
Cambada de #### continuam a receber os seus subsídios de férias e natal e pedem sacrifícios a quem menos pode… cambada de ####
O QUE FAZ FALTA É UMA CULTURA PARA A CIDADANIA
Se houvesse de facto uma cultura para o exercíicio da cidadania, da parte dos portugueses, seria mto difícil chegar-se ao ponto a que chegámos. Não falo de solidariedade entre as classes socio-profissionais, falo de cidadania. Ninguém se indignou quando veio na imprensa a notícia sobre as auxiliares de saúde recrutadas, a título de trabalho voluntário, com a promessa (não cumprida) de posterior emprego. É assim que a imoralidade começa. Equando chega a nossa vez....
Re: Governo vai acabar com enfermeiros low cost
Cometer erros desta magnitude e sobreviver só em Portugal, onde o lugar de ministro vem com um tubo de cola-tudo!

(Num país normal, só o facto de se levantarem suspeitas sérias de erros crassos, é suficiente para um ministro pedir a demissão! Mas...só num país normal, eu não disse que Portugal era um país normal...)
Re: Governo vai acabar com enfermeiros low cost Ver comentário
BOA ENFERMEIROS!
Estão a ver como a união entre os trabalhadores e a revolta contra os bandidos que nos governam compensam?
Se eles tivessem ficado calados recebiam menos do que a mulher da limpeza.
Espero que o exemplo frutifique, embora tenha muitas dúvidas...
Empresas de trabalho temporário v. IEFP
Relativamente às empresas de trabalho temporário, gostaria que me explicassem como é que é possível que sejam legais e que sejam mesmo utilizadas pelo Estado.
Como intermediárias que são, só servem para onerar o processo de contratação. Ou, se isso não acontece, é às custas dos trabalhadores, que cada vez recebem menos e têm menos direitos. Ganham essas empresas, ganham os empregadores e, claro, perdem os trabalhadores.
O seu papel deveria ser desempenhado pelos centros de emprego, os quais, se não servem para nada, deveriam ser extintos e os respectivos trabalhadores engrossar o número dos desempregados.
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