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Governo quer cortar pelo menos €100 milhões anuais com pessoal até 2013

O congelamento de salários e o reforço da regra dois por um deverá ajudar o Governo na meta de cortar no mínimo €100 milhões anuais com pessoal até 2013. 

12:47 Segunda feira, 8 de março de 2010

O Governo quer reduzir as despesas com pessoal em pelo menos 100 milhões de euros até 2013, contando para isso com o congelamento de salários e o reforço da regra dois por um, indicou hoje o ministro das Finanças. 
 
"Nós iremos reduzir o peso da despesa com pessoal para 10% do PIB até 2013. Ela situa-se atualmente um pouco acima dos 11%, vai descer para 10% do PIB até 2013. Isto quer dizer que, aproximadamente, por cada um dos próximos anos, a despesa global com pessoal terá de ser reduzida em pelo menos 100 milhões de euros", indicou Teixeira dos Santos.
 
O governante indicava algumas das linhas mestras do Programa de Estabilidade e Crescimento aos jornalistas, no dia em que ouve os partidos e os parceiros sociais para discutir o plano que irá apresentar em Bruxelas, e explicou que para isso contará com estas duas medidas. 
 
"Para o efeito, vamos aplicar a regra de dois em um, agora uma regra com uma força legal acrescida. Visa por pelo menos dois trabalhadores que saem, uma entrada", explicou o ministro, contando que esta medida já funcionou na anterior legislatura e que assim pretende "reduzir ainda mais o número de funcionários públicos". 

Forte contenção salarial


 
Para que esta redução da despesa seja alcançada, inclui-se ainda nesta "uma política salarial de forte contenção". 
 
"Nós congelámos os salários este ano. Não podemos assumir um compromisso de alinhar o andamento dos salários dos trabalhadores com funções públicas com a inflação. Vamos ter, de facto, de prosseguir uma política de forte contenção salarial, o que implica que os aumentos que possam vir eventualmente a verificar-se serão aumentos que estão abaixo da inflação esperada durante este período", disse o governante. 
 
Teixeira dos Santos lembrou ainda que "75% da despesa pública corrente corresponde a despesas com pessoal e a despesas sociais", logo, "não pode haver uma correção percetível e significativa do peso da despesa que não tenha incidência nestas duas rubricas". 
 
Este artigo foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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