O Executivo actualizou hoje as previsões económicas, antecipando um recuo do PIB de 3,4% e uma taxa de desemprego de 8,8% em 2009. (Veja vídeo no final do texto)
As previsões do Governo estão em linha com as previsões do Banco de Portugal
Alberto Frias
O Governo
estima que o PIB português vá recuar 3,4% em 2009, em linha com as previsões do Banco de Portugal (-3,5%) e 2,6 pontos percentuais pior que estimativa anterior, que era de 0,8%.
O ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos
, anunciou em conferência de imprensa que - de acordo com as novas previsões do Executivo - a taxa de desemprego deverá subir para 8,8% (face aos 8,5% da última previsão).
O Governo estima fechar o ano com uma inflação de 0,1%, inferior em 1,1 pontos percentuais à última estimativa do Executivo. As exportações, disse Teixeira dos Santos, deverão registar uma quebra de 11,8% e o investimento (público e privado) deverá cair 14,1%.
Teixeira dos Santos divulgou nos números na apresentação do Relatório de Orientação de Política Orçamental.
Os governos em geral, nomeadamente os europeus e particularmente o português, fazem-me lembrar aquela anedota:
"Um individuo vai na auto-estrada e recebe um telefonema da esposa.
- Querido tem cuidado pois eu ouvi agora na rádio que anda aí um maluco qualquer em contra-mão.
- Então o marido responde.
- Amor 1!.... Eu já contei aí uns vinte.
O governo tem que parar para pensar, os portugueses já estão fartos de esmolas (SUBSIDIOS). queremos a cana para pescar e não o peixe que está salgado.
A crise terá que ser resolvida pelas pessoas, dos governos apenas esperamos os apoios financeiros necessários para podermos pescar peixe fresco.
PROPOSTAS:
- Fomentar o consumo interno:
As exportações serão uma consequência desse consumo.
- Apoiar efectivamente as PME sem os excessivos entraves
de financiamento.
- Apoiar o empreendorismo, acelarando e facilitanto a criação do próprio emprego. (pois quem tem hoje 45 ou mais anos jamais vai ter emprego).
- Tratar os tóxicos particulares e económicos da mesma forma que os financeiros.
- Aumentar o salário mínimo.
- Criar escalões de Impostos que equilibrem a economia (temporário).
Quem ainda está bem nesta altura não se deve queixar de ter que pagar mais, porque a continuármos assim, depressa passarão para o lado de cá.
Está na altura de virar o carro no sentido correcto.
Mais uma verdade comunicada com meses de atraso, de modo a esconder a realidade.
Escamotear a realidade com fins eleitoralistas é a especialidade de Sócrates e seu aparelho de propaganda.
Infelizmente ainda há gente que acredita em tal propaganda que lhe entra pela casa dentro. O triste efeito da ignorancia politica herdada e conservada desde o fascimo pelas forças politicas que só lucram com o obscurantismo.
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Quem é que acredita que os numeros divulgados são actuais e reais, se toda a oposição sem dominar os meios estatisticos já os tinha previsto`há 3/4 meses, e do mesmo modo indicadores internacionais?
Em 30 anos os portugueses passaram a pagar três vezes mais impostos. A notícia é avançada esta terça-feira pelo jornal A Capital que se baseia num estudo de um professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão, Nuno Valério. Este trabalho sobre sistemas fiscais foi encomendado pela Assembleia da República e vai ser publicado em breve.
Como é que se fazem previsões destas? Pelo menos com razoável segurança? É com as mesmas medidas que se fazem sondagens políticas? Não tarda nada haverá mais uma "sessao de espiritismo" e aumento o desemprego e desce o pib...
Temos tornar o emprego mais barato, e não tornar o despedimento mais barato.
Moderar salários, sobretudo os que têm trabalho fixo. Esses não podem ter aumento algum.
A capacidade de produção está a ser prejudicada pelo trabalho temporário que não permite a especialização do trabalhador em coisa nenhuma, e torna-o mero espectador laboral. Debilita as empresas e a própria estrutura social.
A sociedade está ficando dual. Os imensamente ricos. Pequena minoria, e os imensamente pobres. Grande maioria do povo Português.
O governo se não pode dar computadores, não os prometa. Ajude os pais que estes ajudarão os filhos.
Definir acções claras, que o povo compreenda. Estratégias claras e não medidas de recorrência.
È importante que as pessoas tenham certezas de futuro. Não apresentem contas sistematicamente erradas. Só destroem a confiança das pessoas,. A confiança e o factor mais importante para recuperar de uma recessão.
A forma de sair da crise não é gastar muito, é transformar e retransformar a nossa economia.
O desemprego é sempre o ultimo que se arranja numa economia. Muita gente vai ficar fora do subsidio.
Portugal tem 1/3 do país apto para o cultivo cerealifico e um área maritima 52 vezes maior do que o continente.
Um gestão governamental mediana afastanos da crise.
Não sei se é por já estarmos mais habituados à famosa "crise" do que a maior parte dos restantes países europeus, mas parece-me que a imprensa estrangeira é muito mais alarmista em relação ao nosso país do que a própria imprensa portuguesa... Um pequeno exemplo (also assustador, confesso) :
"Zone euro: la «trappe portugaise» et comment en sortir
Après l'Irlande, coup de projecteur sur autre pays "périphérique" de la zone euro où la crise financière mondiale a mis en évidence une vulnérabilité trop longtemps masquée par la protection de la monnaie unique. Le Portugal était en crise bien avant la crise. Premier et seul membre de l'UEM soumis à la rigueur, aujourd'hui jetée par dessus bord, du pacte de stabilité. Comment sortir du piège sans abandonner l'euro? Un économiste renommé propose une solution d'urgence, la baisse généralisée et négociée des salaires. Provocation?" Media Part, 16 de Maio de 2009 (http://www.mediapart.fr/j... -en-sortir).