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Governo grego prepara acordo final com partidos

Governo grego negoceia hoje com os partidos políticos a aprovação de um segundo plano de resgate, num dia de nova greve geral no país. 

8:38 Terça feira, 7 de fevereiro de 2012
Os três partidos gregos ainda não chegaram a um acordo definitivo sobre as medidas de austeridade incluídas no segundo plano de resgate
Os três partidos gregos ainda não chegaram a um acordo definitivo sobre as medidas de austeridade incluídas no segundo plano de resgate
Reuters/Yiorgos Karahalis

As negociações finais entre o primeiro-ministro grego Lucas Papademos e os partidos políticos para a aprovação de um segundo plano de resgate coincide hoje com uma greve geral na Grécia, em protesto contra as novas medidas de austeridade.

O chefe do executivo helénico - de perfil tecnocrático e que lidera desde 11 de novembro um governo de "unidade nacional" que inclui os socialistas do PASOK, os conservadores da Nova Democracia (ND) e a direita radical LAOS - tem-se desdobrado nas últimas três semanas em intensas reuniões com os representantes dos credores privados e com a "troika" internacional.

O objetivo da dupla negociação consiste na celebração de acordos complementares, para um "perdão" de 100 mil milhões de dívida pública grega, assumidos por credores privados com destaque para a banca, a par da concessão de um novo empréstimo de 130 mil milhões de euros pela "troika" internacional (FMI, União Europeia e Banco Central Europeu), que inclui novas medidas de austeridade.

As complexas negociações entre Papademos e os líderes dos três partidos da coligação, representados pelo ex-primeiro-ministro socialista George Papandreou e pelos chefes dos conservadores, Antonis Samaras, e da direita radical, Georges Karatzaferis, ainda não permitiram um acordo político.

Negociações prosseguem hoje


Na tarde de segunda-feira, fonte governamental citada pelas agências internacionais admitiu o prosseguimento das conversações no dia de hoje, enquanto Padademos se voltava a reunir na noite de segunda-feira com a missão da troika FMI-UE para encerrar os últimos capítulos "cruciais".

Os credores internacionais, em particular a troika, exigem um compromisso explícito de Papandreou, Samaras e Karatzaferis para a concretização das duas operações de resgate, que implicam novas medidas muito impopulares.

No entanto, aumentam os receios sobre o agravamento da profunda recessão no país, para além dos custos eleitorais para as três formações - sobretudo para socialistas e conservadores que têm repartido o poder desde o regresso da democracia em 1974 -, em caso de aprovação das medidas de austeridade incluídas no novo pacote de 130 mil ilhões de euros.

A maioria dos media gregos previa na segunda-feira um acordo final do trio político no poder, que autorizaria Papademos a promover em paralelo o acordo final sobre a reestruturação da dívida com os credores privados.
No entanto, os três partidos ainda não chegaram a um acordo definitivo sobre as medidas de austeridade incluídas no segundo plano de resgate.

Cortes nas pensões dividem partidos


As últimas discussões relacionam-se com os cortes previstos nas pensões, numa redução do salário mínimo (atualmente nos 750 euros) exigida pela UE e FMI, e num projeto de "despedimentos imediatos" de 15 mil funcionários públicos. No entanto, os subsídios de férias e natal deverão ser mantidos no setor privado.

De acordo com diversos media em Atenas, Papandreou escreveu uma carta a Papademos onde sugere que, em caso de acordo, o governo de "salvação nacional" deverá permanecer no poder até 2013, afastando o cenário de eleições legislativas antecipadas já anunciadas para a próxima primavera.

Perante o atual cenário, as duas principais centrais sindicais (GSEE para o setor privado e Adedy do público) anunciaram para hoje uma greve geral de 24 horas e que deverá afetar escolas, transportes públicos, setor administrativo e as ligações com as ilhas. Os líderes sindicais também convocaram uma manifestação que vai decorrer no centro de Atenas, frente ao Parlamento.

"Para além dos golpes já concretizados, as novas medidas são a crónica de uma morte anunciada (...) o objetivo consiste em penalizar o direito ao trabalho e baixar os salários entre 20 e 30%", sublinhou a propósito o presidente da GSEE, Iannis Panagopoulos.

Lusa
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Bitaites conjecturativos
CM84 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 13:01 | Terça feira, 7 de fevereiro
Como tantos profissionais da opinião botam os bitaites que entendem, eu, abrigado num confortável anonimato, também tenho direito. Adquirido. Tinha-me esquecido.

Não vai dar em nada. Eles garantem, mas os sindicatos dependentes dos partidos, vão começar a mexer-se e, no fim, o caos será maior.

O dizer-se que a “receita” na Grécia falhou, encobre que a “receita” da governação grega – antes e depois da instauração da democracia – estava condenada ao fracasso. Quando entrou para a CEE, já trazia as contas “faralhadas”. Saltou para a moeda única, com faralhação ainda maior. Todos os parceiros fingiram não ver.

Eis o resultado.

Como bitaite mesmo, estou convencido que a Grécia vai sair do Euro e… existem fortes hipóteses de um golpe de Estado. Os líricos que louvam o regresso do Dracma, vão saber o que é possuir papel impresso de valor inferior ao congénere higiénico.

E eis uma estória sobre a mentalidade reinante.

Um técnico grego – de competência reconhecida internacionalmente - foi contratado para apresentar dados sobre o défice grego. Concluiu que o valor era o dobro do apresentado pelo Organismo Estatal de Estatística. Tentaram demovê-lo. Exigiram mesmo que as conclusões fossem votadas entre os especialistas. O “estarola” recusou… porque os números não enganam e não vão a votos.

Resultado: tem uma acção em tribunal e arrisca-se a pena de prisão por desrespeito a Instituições Estatais

Assim vai a Grécia
 
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    Re: Bitaites conjecturativos    Ver comentário
MAJOTEX (seguir utilizador), 1 ponto , 19:43 | Terça feira, 7 de fevereiro
    Re: Bitaites conjecturativos    Ver comentário
kimarques (seguir utilizador), 2 pontos , 22:59 | Terça feira, 7 de fevereiro
    Concordo    Ver comentário
Odisseu (seguir utilizador), 1 ponto , 10:03 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: Bitaites conjecturativos    Ver comentário
MAJOTEX (seguir utilizador), 1 ponto , 12:49 | Quarta feira, 8 de fevereiro
É agora ou nunca...
ocehcap (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:07 | Terça feira, 7 de fevereiro
Esperemos que os gregos não continuem a provocar o prolongar da agonia europeia...
Se eles cairem, vai ser mau!
Até porque há demasiados "experts" a dizer (irresponsavelmente) que Portugal "está a seguir o mesmo caminho"...
Mas creio que se eles não cairem, vai ser muito pior. Após (se) a saída da Grécia do Euro, pode ser que o exemplo seja usado para tomada de decisões importantes que têm sido adiadas e que seja possível restaurar a confiança dos famosos mercados.
Se assim não for, os sacrifícios que o Cavaco anda a fazer podem ser em vão!!
 
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    Re: É agora ou nunca...    Ver comentário
ervieira (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Terça feira, 7 de fevereiro
Tragédia grega
manaquim (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 22:50 | Terça feira, 7 de fevereiro
A situação da Grécia afigura-se trágica para a maioria da população, à beira de nada ter se não houver acordo, e dilemática pela violência da austeridade que o suporte e à miragem de uma vida digna num horizonte inantigível.
O povo grego merece a solidariedade dos homens bons.
É abominável discutir-se qual dos cenários seria melhor para os interesses de Portugal, sendo certa a imprevisibilidade dos efeitos de qualquer um deles.
É paradigmático o facto dos partidos políticos gregos rejeitarem a assunção do poder no imediato, talvez a única forma de se unirem no apoio a um novo e incoscientemente milagroso plano de resgate.
Dizem insuspeitos analistas ter Portugal a vantagem sobre a Grécia de, à partida, haver maior consenso político e social quanto ao encaixe das medidas de austeridade de que ainda só nos serviram os aperitivos.
É lamentável assistir ao desbaratamento avulso desta "vantagem" nas palermices hoje debitadas pelo inconcebível Ministro da Economia, na criancice do PM a chamar os portugueses de piegas, denotando o total desconhecimento ou isensibilidade do que é alguém ver desmoronar-se a sua vida na voragem do desemprego, do assalto aos seus rendimentos e das responsabilidades por cumprir, para já não falar do número de circo do PR quanto ao seu depauperamento.
Um grito de alerta contra o véu de silenciamento com que os governantes pretendem cobrir o país, começando pela oposição mais próxima.
Acorda, Portugal.
 
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Com que então, só adiando as eleições?!
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 12:49 | Terça feira, 7 de fevereiro
Os partidos gregos do centro e da direita estão dispostos a roubar ainda mais ao povo, mas só na condição de não terem que se submeter a eleições. É a democracia à europeia.
 
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Próximo do acordo.....
OpiniãoLivre (seguir utilizador), 1 ponto , 15:54 | Terça feira, 7 de fevereiro
... o que vai adiantar?

Será que existe alguma criatura neste planeta que já nãp viu como isto vai acabar?

Será que alguém ainda não percebeu o que está em jogo?

Façam um pequeno teste.

Emprestavam um euro à Grécia?

Se a resposta for SIM, temos gente........

 
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POBRES GREGOS
joão.malheiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Terça feira, 7 de fevereiro
Será que estes gregos se deixarão empobrecer ainda mais apenas para engordar mercados, mercados, mercados.
Expliquem ao povo quem são estes NABABOS CAPITALISTAS QUE DÃO PELO NOME DE MERCADOS.
É NECESSÁRIO ACABAR COM ESTA GENTE. urgente
 
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    Re: POBRES GREGOS    Ver comentário
ervieira (seguir utilizador), 1 ponto , 18:47 | Terça feira, 7 de fevereiro
    Re: POBRES GREGOS    Ver comentário
Expedita (seguir utilizador), 1 ponto , 20:33 | Terça feira, 7 de fevereiro
    Re: POBRES GREGOS    Ver comentário
kimarques (seguir utilizador), 1 ponto , 23:03 | Terça feira, 7 de fevereiro
    Re: POBRES GREGOS    Ver comentário
ocehcap (seguir utilizador), 1 ponto , 19:15 | Terça feira, 7 de fevereiro
    pobres ignorantes    Ver comentário
voxpopuly (seguir utilizador), 1 ponto , 16:33 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: pobres ignorantes    Ver comentário
joão.malheiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:46 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    por essas e por outras...    Ver comentário
voxpopuly (seguir utilizador), 1 ponto , 16:47 | Quinta feira, 9 de fevereiro
A sede do poder não tem mesmo limites
Expedita (seguir utilizador), 1 ponto , 20:28 | Terça feira, 7 de fevereiro
Incrivel isto, um Pais a beira da ruina e a preocupação maior dos partidos é com as proximas eleições, será que até Abril ainda haverá dinheiro para as eleições, eu duvido, assim se ve como funcionam os partidos e os politicos, mesmo num Pais a beira da ruina, a sede do poder não tem limites.

Eu só não compreendo como os sindicatos, num caso deste tão grave pode ser tão irresponsável, arrastando milhares de pessoas para um buraco ainda maior
 
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O mundo dos "batoteiros" !
Tino Costa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:42 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Um povo que passou decenias a "batotar", agora terà de assumir as consequências...
 
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