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Governo espera que estratégia da Nissan volte a passar por Portugal

O ministério da Economia garante estar a "acompanhar a situação" da suspensão da fábrica de baterias da Nissan para carros elétricos.
O Governo espera que a estratégia da Nissan volte a passar por Portugal, depois de a empresa ter suspendido a fábrica de baterias em Aveiro para carros elétricos, disse à Lusa fonte oficial do ministério da Economia.

Admitindo que ficou a saber da decisão da empresa na segunda-feira - dia em que a Nissan anunciou a suspensão do investimento em Portugal - a mesma fonte adiantou que o ministério está "a acompanhar a situação", mas sublinhou tratar-se de uma "decisão do investidor".

A Nissan vai suspender a fábrica de baterias em Aveiro para os seus carros elétricos, um dos últimos investimentos estrangeiros anunciados pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da Nissan, António Pereira-Joaquim, disse que a administração da aliança Renault-Nissan "decidiu suspender a fábrica de baterias elétricas em Portugal porque, após análise detalhada do plano de negócios, chegou à conclusão que as quatro fábricas espalhadas por todo o mundo seriam suficientes para os objetivos".

Investimento de €156 milhões


O anterior primeiro-ministro José Sócrates tinha lançado a 11 de fevereiro a primeira pedra da fábrica de baterias para carros elétricos da Nissan em Cacia, Aveiro, que representaria um investimento de 156 milhões de euros e a criação de 200 postos de trabalho.

A decisão de suspensão da fábrica portuguesa, que começaria a laborar no início do próximo ano, não está ligada, segundo o porta-voz da Nissan, ao projeto de Portugal sobre a mobilidade elétrica, embora, na altura, "o avanço e a aposta do Governo nesta matéria tenha contribuído para a Nissan ter optado por Portugal".

Mas a decisão por Portugal, na altura, ficou a dever-se, segundo o responsável da Nissan, à "localização geográfica", já que Portugal estaria em condições de 'ajudar' as outras quatro fábricas.

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Edição Diária 17.Abr.2014

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