Google vs. Facebook: vem aí a batalha final? (vídeo)
Depois dos fracassos do Google Wave e Google Buzz, analistas de mercado dizem que o novo projeto de rede social, Google+, ontem anunciado, poderá a ser a derradeira tentativa para conquistar espaço ao Facebook. Será desta?
Reuters
12:30 Quarta feira, 29 de junho de 2011
Captura de ecrã do Google+. São óbvias as semelhanças com as páginas do Facebook
A Google acaba de anunciar o lançamento de uma nova rede social, que está a ser vista como mais uma tentativa para travar a hegemonia do Facebook.
O Google+
, assim se chama o novo projeto, será seguramente o primeiro grande desafio que o co-fundador Larry Page tem pela frente, desde de que assumiu a direção-executiva da empresa em abril.
Apesar de liderar no domínio das pesquisas online, todas as tentativas da gigante norte-americana da Internet para conquistar espaço nas redes sociais fracassaram. Dois exemplos: Google Wave
e Google Buzz
.
"Eles puderam dar-se ao luxo de cometer erros, mas não podem voltar a falhar", afirma Ray Valdês, analista de mercado da consultora Gartner à agência Reuters.
"As empresas bem sucedidas na web social conquistarão a audiência e, muito provavelmente, as receitas da publicidade, que são tão importantes para a Google", acrescentou a mesma fonte.
Trunfos na manga
Mas não será nada fácil conquistar internautas ao Facebook, defende Rory Maher, analista da Hudson Square Research.
Para este especialista, "a Google terá de enfrentar uma dura batalha para contrariar os efeitos de uma rede, com a dimensão que o Facebook já tem".
Segundo o blogue TechCrunch
, que cita fonte não identificada, o Facebook atingiu no início deste mês 750 milhões de utilizadores ativos. A confirmar-se, a rede social do momento terá ganho ao longo dos últimos 12 meses cerca de 250 milhões de novos utilizadores já que, há sensivelmente um ano, anunciou ter alcançado 500 milhões de fãs.
"Quantos mais utilizadores o Facebook conquistar, mais difícil se tornará para a Google roubá-los ao concorrente", diz ainda Rory Maher, lembrando que a empresa de Larry Page e Sergey Brin têm dois trunfos na manga: o motor de pesquisa e o serviço de correio eletrónico, gmail.
Privacidade garantida
O Google+ inclui os serviços Circles
, que permite criar grupos (família, colegas de trabalho, amigos) e decidir que tipo de conteúdo (fotografias, vídeos, links) será compartilhado com cada um deles, o Hangouts
, que simula "encontros ocasionais" como os que acontecem na vida real, e o Sparks
, em que o utilizador pode receber recomendações sobre temas e pessoas que possam-lhe interessar.
O Google+, que está atualmente a ser testado por um grupo restrito, pretende distinguir-se do Facebook pela atenção que a Google promete dar às questões da privacidade.
"Atualmente, os internautas quando postam numa rede nunca sabem quem vai ver o quê e se algo que digam num determinado contexto não irá envergonhá-los dali a seis meses", afirma o vice-presidente da Google para a gestão de produtos, Bradley Horowitz.
"Para nós, a privacidade não é enterrada a seis ecrãs de profundidade", rematou.
O FB já é "enorme" famílias inteiras vivem lá, fazem-se e desfazem-se nesse lugar mítico relações e amizades (ódios também). Há quem não viva (ou trabalhe) para lá estar presente várias horas por dia. Está tudo bem e não há motivo para preocupações. Aleluia.