A FERC (comissão reguladora de energia federal) deu à Google o direito de comprar e vender energia em grandes quantidades, levantando suspeitas sobre a intenção da gigante da Internet se lançar no mercado da energia.
A empresa já desmistificou estas suspeitas, afirmando numa declaração que quew não faz planos de vender energia aos consumidores ou de usar a sua posição para especular nos mercados energéticos.
Segundo a Google, esta autorização foi procurada devido as fortes necessidades de energia da própria empresa, especificamente a nível da operação de centros de dados (data centers).
Necessidades astronómicas
Apesar da Google se empenhar em tentar tornar os seus centros de dados energeticamente eficientes, a empresa não lança quaisquer dados sobre o seu próprio consumo de energia, com especialistas a defenderem que esses custos devem ser exorbitantes.
O exemplo mais emblemático é o data center que a Google tem em The Dalles, no estado de Oregon. Uma estimativa aponta que assim que estiver a operar em velocidade de cruzeiro poderá consumir até 103 megawatts de energia, o suficiente para abastecer uma cidade como Oakland, na Califórnia, durante quatro meses.
A Google investe em diversos projectos energéticos e empresas verdes, como é o caso da eSolar, e usa painéis solares para abastecer de energia a sua sede em Mountain View, na Califórnia.