Como já todos esperavam, a vida de Dominque Strauss-Kahn, acusado de tentativa de violação por uma camareira do hotel Sofitel em Nova Iorque, vai ser mesmo transposta para o cinema.O realizador norte-americano Abel Ferrara escolheu o francês Gérard Depardieu para protagonista. Um grande ator -sem o charme de DSK, dirão alguns -, com alguma semelhança física com o ex-diretor do FMI, a julgar-se pela barriga e pelo nariz.
Para interpretar a camareira Nafissatou Diallo, Abel Ferrara escolheu Isabelle Adjani. "Será um filme sobre os dois", enfatiza o realizador, que é como quem diz, com todos os ingredientes para ser o maior êxito de bilheteira.
Não se conhece ainda qual vai ser a atriz a fazer da jornalista Anne Sinclair, mulher de Strauss-Kahn.
"Filme sobre política e sexo"
De acordo com Abel Ferrara, as filmagens decorrerão "em todos os centros de poder", em Paris, Nova Iorque e Washington. Será "um filme sobre gente rica e poderosa", diz o realizador.
O argumento já está concluído, tendo por base informações sobre DSK reveladas pela comunicação social, bem como outros fornecidas por "outras fontes". Abel Ferrara brinca com a situação. "Tenho os meus próprios polícias", disse, acrescentando que será "um filme de ficção e não uma descrição documentada do que aconteceu no quarto do hotel Sofitel".
O produtor e fundador da distribuidora Wild Bunch, Vincent Maraval, ainda não marcou o início das filmagens. Mas se se confirmar que começam em junho, como está previsto, vão coincidir com o 1º aniversário do escândalo que custou a DSK o seu afastamento do FMI e a não candidatura às presidenciais francesas.
Recorde-se que o processo contra DSK foi arquivado pela justiça norte-americana por dúvidas sobre a credibilidade da alegada vítima, a camareira Nafissatou Diallo.