24 de maio de 2013 às 10:06
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Onde estava Portas?

Expresso
9:00 Sábado, 27 de abril de 2013

Onde estava Portas?
A pergunta correu mundo na semana passada. Afinal, onde estava o ministro quando decidiu faltar à tomada de posse dos novos colegas? Em casa, no estrangeiro ou no país profundo? Houve muitas explicações e algumas imaginativas. Mas nenhuma tão simples como a que nos fizeram chegar: à hora da posse Portas estava na pedicura. Gente até sabe o nome mas resolveu guardar como segredo de Estado.

O novo Largo do Caldas
Já agora, quando o primeiro-ministro não souber de Paulo Portas pode sempre ver se ele anda pelo Hotel da Lapa. É por lá que Portas se reúne cada vez mais com o seu núcleo duro. O grande beneficiado é Nuno Fernandes Thomaz, que pode ir a pé e voltar depressa para a companhia da família.

Relvas em detox
A vida de Miguel Relvas deu uma grande volta e até a sua saúde se ressentiu um pouco. O ex-ministro está em repouso em parte incerta e Gente deseja uma recuperação rápida.

Caça à Maria Luís
Quem não tem sido poupada nos bastidores do Governo é a influente secretária de Estado do Tesouro por causa dos famosos swaps. Maria Luís Albuquerque é muito atacada, talvez por ter acesso direto ao primeiro-ministro ou talvez por ter na mão as chaves das privatizações, onde se jogam muitos interesses.

O ministério blogue
Apesar da contratação maciça de bloggers que Miguel Relvas fez nas eleições de 2011, a verdade é que este Governo nunca conseguiu criar um blogue ao nível do "Corporações", onde se reza a santo Sócrates de manhã à noite. Mas, agora, que juntou Poiares Maduro e Pedro Lomba ao desaparecido Miguel Morgado, o mínimo que se espera é um blogue ao mesmo nível do que anima a claque socrática.

O meu adjetivo é melhor do que o teu
Gente é pouco dada ao Facebook, mas nos últimos tempos não resiste (e recomenda) a página de António Cunha Vaz, que ainda não se refez de ter perdido o amparo do ministro Relvas. É raro o dia em que não chama tudo (mesmo tudo) a Nuno Crato. Uma adjetivação estonteante, só ultrapassada por Sérgio Sousa Pinto, em tweets que têm tanto de rebuscado como de falta de senso.

Chuva de bancos
Depois de abrir guerra à falta de crédito da banca, Pedro Passos Coelho já lançou dois novos bancos. O de Fomento, que não é bem um banco mas faz de conta, e o dos CTT, que vai parar a quem ficar com a empresa nas privatizações.

O prefácio aguardado
Em anos normais, o único prefácio que os jornalistas aguardam com nervosismo é o que reúne os escritos do Presidente da República. Mas Gente sabe que há muita expectativa sobre um prefácio que Pedro Passos Coelho decidiu fazer ao livro que reúne as crónicas de um deputado/economista do seu partido, muitas vezes desalinhado da direção do PSD, mas muito ouvido na Av. da Liberdade (e não só).

Semedo vai a todas?
Ao fim de seis meses de liderança bicéfala, João Semedo já percebeu onde se foi meter. Depois da guerra de tendências e da confusão para a autarquia de Lisboa - para onde teve que avançar antes que a UDP acabasse com a candidatura de José Gusmão -, o melhor é tratar já das Europeias, para não ter que ir a todas. Parece que Francisco Louçã está pronto a ir a votos.

Há festa na Soeiro?
Este ano o PCP prepara duas festas: a do "Avante!" e as autárquicas. Sem grande alarido, mandou avançar superdinossauros para recuperar as câmaras de Évora e Beja e o líder parlamentar para Loures. Se vencer estas e segurar Setúbal, o PCP pode falar da habitual 'grande vitória eleitoral', mas desta vez com propriedade...

Os Nunes da ASAE
Com a nova tutela da ASAE, António Nunes está em crise de identidade. É que, agora, "o Nunes da ASAE" é o secretário de Estado que manda nele.

UM BRINDE ANTES DO DUCHE FRIO


 

Assim como os feriados deviam ser móveis, também os aniversários dos partidos. Este jantar, que reuniu os socialistas em festa pela passagem de mais um ano sobre a fundação do PS, não teria sido o mesmo se tivessem esperado pelo discurso de Cavaco Silva, no 25 de abril. A animação, a motivação e até a intriga teriam sido outros. Gente sugere que para o ano a festa dos 41 anos do PS seja no dia 25 de abril à tarde, quando se assinalam os 40 anos da revolução. Vai tudo direto do Parlamento para a festa e vai ser uma animação.

 

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Num governo em mudança é difícil arriscar. Mas à hora do fecho desta edição já tinham mudado 16 secretários de estado

O adeus a Relvas

Expresso
9:00 Sábado, 20 de abril de 2013

Gente - O adeus a Relvas

O adeus a Relvas
No último sábado, Miguel Relvas teve o seu último ato público antes da travessia no deserto, ao aparecer na tomada de posse dos novos ministros, em Belém. Ao seu lado, Feliciano Barreiras Duarte, seu secretário de Estado e que agora regressa ao Parlamento, ao contrário do ex-ministro, e Luís Montenegro, o líder parlamentar de quem se disse alimentar esperanças de ir ocupar o lugar de Relvas. Mas Passos trocou-lhes as voltas.

Mariquita não
Quando a Jerónimo Martins foi para a Colômbia, onde já começou a abrir uma cadeia de lojas, quis usar o mesmo nome da cadeia que tem na Polónia: Biedronka, joaninha. Problema: o simpático insetinho de pintas vermelhas diz-se mariquita em espanhol. Parece que foram muitos os ensaios para testar a recetividade da marca. Não pegava, era uma impossível conexão. Vai daí teve que ser Ara, de arara, já que a Colômbia é o "paraíso dos pássaros".

Seguidores de Fátima
Os empresários colombianos gostam decididamente dos portugueses, que lhes caíram literalmente no colo desde há dois anos, quando começaram a ver chegar, em catadupas, os "seguidores da Virgem de Fátima", como os qualificou um deles. "Vocês são muito unidos. Veio o primeiro e vieram logo todos", ouviu o Expresso na Colômbia esta semana.

Invasão tranquila
Não se percebe muito bem, mas Portugal é um caso de amor assumido do Presidente colombiano Juan Manuel Santos. Na quinta-feira, na inauguração da Filbo, a feira internacional do livro de que Portugal é o país convidado, não faltaram os elogios, um pouco excessivos até. Simpático, citou bem e com fartura os autores portugueses. E terminou, dizendo: "Hoje recebemos a mais amável de todas as invasões, a de Portugal. Portugal tomou Bogotá."

E viva o Porto
Se houve tema a que o Presidente colombiano voltou repetidamente foi o do futebol e dos futebolistas do seu país que estão a jogar no Porto. Foi tão evidente que a comitiva portuguesa resolveu dar-lhe um gosto e ofereceu-lhe um cachecol, mais uma camisola do FC Porto, assinada por Jackson Martínez e James Rodríguez.

Popular?
Os portugueses ouviram, estupefactos, da boca de uma das apresentadoras do "Seminário Económico", ao anunciar um empresário, que vinha da República Popular de Portugal! Com quem estaria a confundir-nos?

Leis ou puzzles?
Há muito quem diga que se legisla de mais e de forma confusa em Portugal. Gente dá aqui um exemplo. A 5 de março foi publicada em "Diário da República" a lei que "Aprova o regime jurídico do processo de inventário". Ora, o diploma, como se vê pela imagem, altera um conjunto de outros diplomas, numa teia inexpugnável. São 165 referências a outros diplomas...


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Relvas, o regresso

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 13 de abril de 2013

Gente - Relvas, o regresso

Relvas, o regresso
Miguel Relvas ainda não deixou o Governo, mas o seu regresso à Assembleia da República já agita os corredores parlamentares. E já puxa pelo sentido de humor e pela ironia até dos deputados da maioria. Um deles apostava esta semana sobre quais serão as comissões parlamentares que Relvas irá integrar: na sua opinião, devia ser a Comissão de Ética e a Comissão de Educação - afinal, as questões que mais marcaram o impressionante percurso governativo de Relvas...

Que tipo de teatro
A Assembleia da República finalmente assumiu o seu lado teatral, como se pode ler na placa, colocada junto aos Passos Perdidos, que Gente registou (ver foto ao lado). Mas se o Parlamento é uma grande peça de teatro, de que género se trata? Comédia, drama, farsa, musical, revista, tragédia, teatro de sombras?

Alguém viu o CDS?
Os silêncios táticos do CDS, sempre com um pé dentro e um pé fora do Governo, animaram o debate parlamentar de quarta-feira, com acusações do PS, do PCP e do BE. "Alguém viu por acaso o CDS nalgum corredor? Onde está afinal o CDS é a pergunta da tarde e um mistério insondável", dizia o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, perante o sorriso de algumas figuras de primeira linha da bancada do PSD. Num raro momento de coincidência com o discurso da esquerda, o CDS optou pelo silêncio para responder às acusações de estar em silêncio. Faz sentido... mas só para o CDS.

Lapsus certeiro
Assim que Passos Coelho falou ao país, no último domingo, a agência de notícias Lusa emitiu um flash de "última hora" com o título "Governo exclui aumentar mais os impostos e vai cortar mais na despesa pública". Na pressa de dar a boa nova, porém, esqueceu-se de a arrumar na pasta certa e o take chegou às redações como tratando-se de... "Assunto: Última Hora - Crime, Lei e Justiça". O lapso só durou o tempo para alguém se aperceber e corrigir. Mas não sem antes arrancar umas boas gargalhadas aos mais atentos.

Uma Constituição socialista?
Depois da decisão do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento do Estado, reabriu-se o debate sobre o que permite e o que não permite a Constituição portuguesa. Gente sugere: nada como uma rápida pesquisa na Wikipedia para perceber como a nossa Lei Fundamental é colocada na categoria dos países "socialistas não-marxistas" ao lado de outros Estados mais ou menos obscuros. Veja a lista aqui em baixo. Apostamos que não consegue evitar um sorriso...

Laranja mirrada
Gente já em tempos deu nota da existência de uma minilaranjeira no gabinete do líder parlamentar do PS, que Carlos Zorrinho e demais dirigentes socialistas se habituaram a ler como um barómetro das relações poder/oposição. E a plantinha revela-se bem mais fiável que muitas previsões meteorológicas, como se comprova pela foto ao lado: numa demonstração inequívoca da falência das boas relações entre PSD e PS, a única laranja da árvore mirrou e está prestes a cair. Como diria António José Seguro: "A rutura é irreversível". Alguém salva a laranjinha?

Pontaria
Em meios centristas, é muito comentada por estes dias a escolha pessoal por Paulo Portas da juíza Fátima Mata-Mouros e sua indicação na quota do CDS para o Tribunal Constitucional. Ao ser conhecido que a única magistrada escolhida pelo CDS esteve no chumbo de todas as quatro normas do Orçamento do Estado reprovadas pelo Tribunal Constitucional, passou a ser muito notada a absoluta discrição de Paulo Portas, apesar do acórdão ter sido muito muito mais duro e problemático do que o de 2012. Vozes mazinhas comentam que o silêncio de Portas face à inconstitucionalidade de quatro normas do orçamento não se deverá a embaraço. E sustentam que foi tudo pensado: não podendo chumbar o OE, Portas teria confiado ao zelo judiciário uma tão espinhosa missão.

 

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O Estado impõe que para cada dois funcionários que saem só entra um. No Governo é ao contrário: sai um ministro e entram dois.

 

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Portas comenta Sócrates

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 6 de abril de 2013

INDECISO Entre o tacho e a panela de pressão, António Costa parece estar ainda a decidir-se. Mas com imperturbável tranquilidade. Por enquanto, do lado de lá do balcão, o presidente da Câmara de Lisboa está a postos para passar para o lado de cá e, quando for preciso, arregaçar as mangas e pôr tudo em pratos limpos. O ambiente de cozinha, verdade se diga, não lhe é de todo estranho: nos últimos tempos, pelo menos, Costa tem-se (e tem-nos) habituado ao lume brando. Seja como for, lá há de tirar a barriga de misérias. E, se bem o conhecemos, sem papas na língua.
INDECISO Entre o tacho e a panela de pressão, António Costa parece estar ainda a decidir-se. Mas com imperturbável tranquilidade. Por enquanto, do lado de lá do balcão, o presidente da Câmara de Lisboa está a postos para passar para o lado de cá e, quando for preciso, arregaçar as mangas e pôr tudo em pratos limpos. O ambiente de cozinha, verdade se diga, não lhe é de todo estranho: nos últimos tempos, pelo menos, Costa tem-se (e tem-nos) habituado ao lume brando. Seja como for, lá há de tirar a barriga de misérias. E, se bem o conhecemos, sem papas na língua.
Alberto Frias

Portas comenta Sócrates
Paulo Portas estava no Japão quando Portugal se agitava com o regresso de José Sócrates, mas nem a distância permitiu ao ministro dos Negócios Estrangeiros passar ao lado do grande happening. Os jornalistas que acompanhavam a visita perguntaram-lhe o que tinha achado da entrevista do ex-primeiro-ministro à RTP, mas Portas fugiu à questão, explicando que não tinha assistido ao polémico regresso. "E, como sabe, estou fora e se tivesse visto não comentaria", acrescentou de imediato. Muito mais divertido foi o comentário de Portas quando já não havia microfones ligados: "Não vi e não gostei."

Só faltou a Scarlett
No pouco tempo que esteve em Tóquio, Paulo Portas conseguiu cumprir uma espécie de romagem cinéfila ao bar que se tornou mundialmente famoso por causa do filme "Lost in Translation". Terminado o programa oficial, Portas, o seu porta-voz, Miguel Guedes, e o presidente da AICEP, Pedro Reis, foram ao New York Bar, no 52º piso do Hotel Park Hyatt. Estava fechado, mas isto de ser ministro dos Negócios Estrangeiros tem as suas vantagens, e o bar abriu de propósito para Portas, que assim pôde desfrutar da mesma vista que as personagens de Scarlett Johansson e Bill Murray. Só faltou mesmo a Scarlett.

O barbeiro de Gaspar
O ministro das Finanças continua a manter os seus hábitos. Mas com adaptações. No barbeiro onde vai há anos, na Avenida da Igreja, em Lisboa, aparece por vezes às sete da manhã, para não se cruzar com outros clientes. E, obviamente, pede sempre fatura, para ter o desconto no IRS no final do ano. Gente sabe que Gaspar até já ligou de Paris a fazer marcação.

O embaixador de Relvas
Uma das últimas iniciativas de Relvas como ministro, antes de se demitir, foi anunciar o embaixador do seu Impulso Jovem, um empreendedor que conhecera pelo YouTube. Gente sugere agora a Passos que procure no YouTube o nome do sucessor de Relvas no Governo.

TC assusta redações
Depois de semanas em que deixou o país em suspenso da decisão quanto ao Orçamento de Estado para 2013, os juízes do Tribunal Constitucional ainda deixaram os jornalistas mais nervosos quando esta terça-feira chegou um comunicado às redações dizendo que "os juízes do Tribunal Constitucional, reunidos em plenário, deliberaram...". Mas afinal não se tratava ainda da decisão aguardada. Era sim sobre a reeleição de Margarida Salema, que vai ficar mais quatro anos a liderar a Entidade de Fiscalização das Contas e Campanhas partidárias.

Um PS milenar
O clima entre os socialistas continua a não ser o melhor. E esta quarta-feira, dia de moção de censura, havia deputados do PS que troçavam com o documento apresentado por Seguro & Companhia por este falar de Portugal como "nação milenar" apesar de a fundação da Nação não ter ainda mil anos, qualquer que seja a versão historiográfica que se adote.

Não há alternativa
O dia do debate da moção de censura foi de negócio garantido para o bar que serve deputados e funcionários junto ao hemiciclo. Pouco depois das 18h, e após várias reposições do stock, a montra já só exibia um solitário folhado de salsicha. O que deixou inconsolável uma assessora de um grupo parlamentar da oposição, que Gente ouviu a protestar veementemente, e a condizer com o argumentário político do dia, pelo facto de também ali... não haver alternativa.

O mecânico Gaspar
Precavendo-se de futuras mexidas no Executivo, o ministro das Finanças parece já ter encontrado atividade alternativa para quando deixar a política, como a foto de Gente bem documenta. Fica a pergunta: E passa sempre fatura?

Paulo Macedo e a intriga
Depois de ter sido noticiado esta semana que o ministro da Saúde estaria cansado e queria deixar o Executivo, Paulo Macedo reagiu com musculado desmentido. E o seu gabinete até arranjou uma engenhosa teoria da conspiração para tais notícias: é que o ministro acabara de concluir as investigações de fraudes no sector da saúde, que desagradaram a poderosos interesses instalados.

Sócrates estreia-se no comentário
Depois da entrevista da semana passada, este domingo é a vez de Sócrates se estrear no comentário político na RTP. Com um picante extra: tem de comentar a licenciatura de Relvas. Logo um antigo primeiro-ministro cuja licenciatura deu tanto que falar.

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Foram os artigos de jornal que valeram a Relvas a passagem numa cadeira do curso. E que agora lhe saíram bem caro.

Por onde vai Seguro?

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 23 de março de 2013

Memória das vacas gordas: QUANDO ÉRAMOS RICOS... Em tempos de crise e de vacas magras, nada como lembrar os bons velhos tempos da política do betão em que o dinheiro de Bruxelas jorrava. Foi o que a Lusa fez esta semana, a propósito dos 20 anos do CCB, ao divulgar esta foto em que se vê o olhar maravilhado de Cavaco Silva, Ferreira do Amaral, Carlos Monjardino e Santana Lopes perante a obra do regime que estava para nascer ali em Belém.
Memória das vacas gordas: QUANDO ÉRAMOS RICOS... Em tempos de crise e de vacas magras, nada como lembrar os bons velhos tempos da política do betão em que o dinheiro de Bruxelas jorrava. Foi o que a Lusa fez esta semana, a propósito dos 20 anos do CCB, ao divulgar esta foto em que se vê o olhar maravilhado de Cavaco Silva, Ferreira do Amaral, Carlos Monjardino e Santana Lopes perante a obra do regime que estava para nascer ali em Belém.
Lusa

Por onde vai Seguro?
Não tem sido fácil o caminho do líder socialista. Como Gente documenta, ainda esta semana António José Seguro, em campanha pelo país, perscrutava o horizonte em busca de qual o melhor caminho a seguir. A resposta parece ter chegado na noite de quinta-feira, quando finalmente se decidiu a apresentar uma moção de censura ao Governo.

Faixa errada
Quando António José Seguro chegou à cerimónia de apresentação da candidatura de José Junqueiro à Câmara de Viseu, no sábado, ecoou nos magníficos claustros da pousada o '1492', de Vangelis, transportando os presentes com mais memória aos tempos de Guterres e da vitória socialista em 1995. O 'saudosismo', porém, não passou de um lapso. Quando o líder do PS subiu ao palanque a música já era a 'sua': a banda sonora da série televisiva dos anos 80 "Norte e Sul".

Olho de lince
Seguro é natural de Penamacor, concelho também conhecido - na gíria autárquica - como "terras do lince". Entre os apoiantes do líder socialista a referência ao carnívoro da Malcata foi logo aproveitada: agora que o "animal feroz" Sócrates se prepara para regressar à cena pública portuguesa, os "seguristas" garantem que o PS tem um "felino" como candidato a primeiro-ministro.

Macário e a má vontade
Também para o ainda presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, a vida não está fácil, depois de os tribunais terem decretado a perda de mandato por irregularidades na sua atuação. E ainda esta semana a autarquia publicava na imprensa um edital anunciando a abertura da discussão pública do plano de pormenor do... "Sítio da Má Vontade". Será que era um recado para os juízes que o querem ver borda fora? Ou para os dirigentes do PSD que já fizeram saber não contar com Macário para ser candidato no outono?

Os astros e o PSD
A vida e a história do PSD cruzam-se ciclicamente com matéria astral. Esta semana foi Marcelo Rebelo de Sousa a chamar astrólogo a Vítor Gaspar. Há uns anos tinha sido Durão Barroso num congresso do PSD a invocar os astros, dizendo que Santana Lopes (seu adversário interno) era um misto de Zandinga (o astrólogo) e Gabriel Alves.

A Bola de Cristal
A onda astral que esta semana voltou ao PSD pela mão de Marcelo Rebelo de Sousa inspirou animadas trocas de SMS entre deputados sociais-democratas. Um deles resolveu mesmo partilhar a brincadeira com o professor: "Caro professor Marcelo, como sabe o ministro Gaspar vem hoje ao Grupo Parlamentar. Quero informá-lo de que o grande líder Montenegro já mandou instalar a Bola de Cristal". Consta que Passos está irritado com tanta astrologia. Quanto a Gaspar, a má língua "laranja" diz "não ser certo que ele tenha percebido".

Montenegro e a bicefalia
O líder parlamentar do PSD não precisou de nenhuma bola de cristal para antecipar o futuro... de Sócrates no PS. Luís Montenegro foi esta semana saudado no Parlamento pela forma como no último congresso do partido anteviu "uma liderança bicéfala" para os socialistas, "a oficial no Largo do Rato e outra que parece que não mexe, mas mexe a partir de Paris". Montenegro só se enganou num pormenor: Sócrates já trocou Paris por Lisboa e vai reentrar em cena via RTP. Pergunta Gente: Terá a bicefalia socialista uma mãozinha de Miguel Relvas?

Governo atento ao animal feroz
O Conselho de Ministros aprovou esta semana um diploma que, se não foi feito a pensar no regresso de José Sócrates, parece. O ex-primeiro-ministro assumiu-se numa entrevista que há anos deu ao Expresso como "um animal feroz". E o diploma que o Executivo de Passos aprovou esta quinta-feira, no mesmo dia que o "DN" anunciava o regresso de Sócrates, visa regulamentar a circulação "de animais perigosos ou potencialmente perigosos". Coincidência?

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CDS no álcool

www.expresso.pt
0:00 Sábado, 9 de março de 2013

CDS no álcool
O recuo do Governo na Lei do Álcool fixando uma idade mais baixa para a venda de cerveja do que a estabelecida para a venda de bebidas destiladas terá tido o dedo de Paulo Portas, na sequência de insistentes pressões de António Pires de Lima, presidente do Conselho Nacional do CDS, amigo próximo de Portas e CEO da UNICER. Compreende-se, assim, o comentário ouvido entre médicos, muito críticos da discriminação governamental: "É uma pena que já não esteja na Compal. Sempre punha o CDS a vender sumos, em vez de encharcar os jovens em cerveja".

Paulo Portas, o benfiquista
Sportinguista confesso, o MNE não escondeu o embaraço quando Nuno Gaioso Ribeiro, vice-presidente do Benfica, lhe ofereceu uma camisola do clube. Foi na quarta-feira, em Bombaim, onde Portas esteve presente na assinatura do contrato com um parceiro indiano para a criação de seis escolas de formação de futebol na Índia. O MNE bem quis evitar ser fotografado com a camisola vermelha, tentando 'despachá-la' para o embaixador de Portugal na Índia, Jorge Roza de Oliveira, um fervoroso benfiquista. Azar: Roza de Oliveira também recebeu uma camisola e Portas não teve como fugir ao 'boneco'. Exibiu as costas da camisola, com o seu nome. Mas sem número, para evitar melindres políticos.

A conquista da Índia...
Conseguir resultados concretos na Índia não é fácil, mas Paulo Portas conseguiu pelo menos conquistar alguns dos seus interlocutores indianos durante a viagem desta semana àquele país. De tal maneira que, quando foi apresentado durante uma conferência sobre portagens e autoestradas, organizada pela Brisa, o responsável da Confederação Indiana da Indústria se referiu a Portas assim: "Ele é o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, mas garanto-vos que é muito, muito mais do que isso". Estaria a vaticinar outros voos ao "número 3" do Governo?

... e a descoberta da Índia
Uma das melhores maneiras de conquistar uma audiência é o humor, e Portas sabe-o bem. Com Portugal marcado por estar sob resgate internacional, o MNE tenta vender no estrangeiro uma melhor imagem do país, até com o seu proverbial sentido de humor. Em Nova Deli, vincou que "não somos um país como os outros", e explicou: "Quando chegámos à Índia sabíamos que estávamos a chegar à Índia. Quando outros chegaram à América, pensaram que tinham chegado à Índia". A conversa correu tão bem que decidiu repeti-la repetiu noutras ocasiões.

Loures aquece os motores
Às portas de Lisboa, a luta eleitoral de Loures promete este ano nas autárquicas ser das mais vivas. E o PS, que aposta no pouco conhecido João Nunes para combater os mais mediáticos Fernando Costa e Bernardino Soares, decidiu antecipar-se e ser o primeiro a colocar cartazes nas ruas.

Tenham medo, muito medo...
A política está a assistir a alguns comebacks interessantes. Berlusconi estava acabado e já voltou. Sarkozy estava enterrado e já disse que pode voltar. Gente pergunta: e Sócrates, quando anuncia a vontade de voltar à nossa política?

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O casal Simon e o vinho português

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 2 de março de 2013

O casal Simon e o vinho português
António Trindade, presidente do grupo hoteleiro Porto Bay, não se cansa de frisar a importância do turismo nas exportações dentro do próprio país, algo que considera não ser ainda bem entendido. Na apresentação dos resultados do seu grupo na Madeira, voltou a falar do caso do casal Simon, que foi a Paris a um restaurante junto à Torre Eiffel e gostou muito do vinho português que lá bebeu. A garrafa custou €20, mas só deixou €2,5 em Portugal (preço a que saiu do produtor), ficando o resto em França. O casal Simon resolveu visitar Portugal e beber o mesmo vinho. "Ficando nos meus hotéis, este vinho custou €14, que ficaram integralmente em Portugal", salientou Trindade, enfatizando que "este exportar cá dentro" até é mais rentável para Portugal do que as exportações tradicionais. "Num momento em que o país tem propensão para a quebra de consumo dos nacionais, ter mais bocas a vir consumir cá dentro, sobretudo bocas vindas do exterior, é o melhor dos mundos."

O triunfo dos porcos
Na reunião com os sindicatos da TAP, que decorreu na semana passada, o Governo foi irredutível nos cortes salariais na transportadora, alegando que a decisão tinha de ser igual na função pública. No calor da discussão, um representante dos sindicatos recomendou a Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro, que lesse "O Triunfo dos Porcos" - romance de George Orwell sobre a revolta dos animais numa quinta, incitada por um velho e respeitado porco. "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros", é o princípio da tirania instaurada pelos porcos, que se tornam corruptos pelo poder e no final não se distingue a cara dos porcos da dos homens.

Estamos a criar monstros?
É o que parece. O grupo consultor CH lançou um programa de recrutamento de jovens designado "Be a monster" (sê um monstro), em que "o processo de incubação de monstros é dividido em sete etapas", e a primeira é "I want to be a monster" (eu quero ser um monstro). O programa visa recrutar 40 jovens que serão postos à prova durante 48 horas intensivas e culmina com uma cerimónia "num ambiente monstruoso".

Televisão da AR

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 23 de fevereiro de 2013

Televisão da AR
A AR alberga no palácio de São Bento, em instalações específicas para o efeito, dispositivos técnicos da RTP, SIC e TVI, destinados ao tratamento de imagens referentes ao sinal televisivo que o Parlamento disponibiliza aos diferentes operadores de televisão. Entretanto, emergiu o fenómeno novo dos operadores de TV por cabo, também eles com emissões de carácter generalista e um particular enfoque na informação noticiosa política nacional. É o caso do Porto Canal, do Económico TV, da Bola TV, da TV regiões, da TV Record, até, e porventura de mais outros canais. O Correio da Manhã TV pediu agora à AR que esta lhe venha a facultar o acesso a instalações semelhantes às que a RTP, SIC e TVI usufruem em São Bento. E não fosse o "Correio de Manhã"/suporte de papel vir a retaliar sobre os políticos decisores, à cautela a AR aprovou um dispêndio da ordem dos 46.000 euros(!) para que o "Correio da Manhã" possa, enfim, vir a alojar-se em São Bento. À sombra do tão malfadado orçamento parlamentar!

Grândola 1
Q novo secretário de Estado da Cultura está a revelar-se de uma eficiência surpreendente. Ao contrário do seu antecessor, Francisco José Viegas, que só se celebrizou há uma semana com um comentário sobre o fisco, Barreto Xavier (em funções há apenas quatro meses) já imprimiu a sua marca: antes de cada intervenção do Governo há um momento musical.

Grândola 2
A próxima edição da universidade de verão do PSD, um clássico dos sociais-democratas, terá sessões de cante alentejano e um módulo sobre saídas de emergência.

Não havia necessidade...
A presença de Vítor Gaspar na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças não foi marcada apenas pelo anúncio de que a recessão será o dobro da esperada e que Portugal precisa de mais um ano para controlar o défice. A audição também foi marcada por momentos de humor. Como quando Vítor Gaspar disse que a Irlanda "se associou à nossa iniciativa" para extensão das maturidades dos empréstimos. Honório Novo corrigiu: Portugal é que se comportou como um cão que a Irlanda levasse pela trela. Gaspar não apreciou a metáfora e advertiu o deputado comunista: "As imagens com animais devem ser utilizadas com moderação". O tom parecia o do Diácono Remédios.

Referência animal admitida
Mas não ficaram por aí as referências a bichos na audição com Vítor Gaspar. Pedro Silva Pereira, quase no final da reunião, na Assembleia da República, acusou o ministro das Finanças de tentar "contar uma história da Carochinha". Mas imediatamente atalhou: "Espero que a Carochinha seja uma referência animal admitida".

Prenda a Passos
O Governo dá este ano um bónus de 250 euros no IRS a quem apresentar faturas de restaurantes, cabeleireiros e oficinais automóveis no valor de 26 mil euros. O valor é tão alto que poucos (se é que algum) contribuintes lá devem chegar. Ora, a ação de protesto popular noticiada nos últimos dias e que consiste em colocar o NIF de Passos Coelho em todas as faturas, e que visa penalizar o primeiro-ministro, vai ter precisamente o efeito contrário: um bónus no IRS de Passos para o ano.

GRANDOLIZAR

(v. tr.) Ato de cantar em grupo 'Grândola Vila Morena' para interromper intervenções públicas de membros do Governo, causando-lhes embaraço. Efeito garantido quando o governante em causa é Miguel Relvas

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Páginas tem a nova biografia de Mário Soares, "Uma Vida", do jornalista Joaquim Vieira, editada pela esfera dos livros.

A estreia de Santana Lopes 

 

Na barra
Pedro Santana Lopes concretizou, na segunda-feira passada, um sonho há muito adiado: ir à barra do tribunal. Não, não tem nada a ver com a choruda indemnização que Santana ganhou no processo que moveu à Impala por difamação e que lhe pode render 730 mil euros. A foto é no palácio de Justiça, onde o advogado Santana Lopes foi defender um cliente. A advocacia continua, a par da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia, a ocupar parte dos dias de PSL. Quanto à política, está em standby. A aquecer motores para as presidenciais? 

O PS e o Papa

Expresso
9:00 Sábado, 16 de fevereiro de 2013

O PS e o Papa
Depois de resolvida a crise interna no PS, veio a notícia da resignação do Papa Bento XVI. E os socialistas revelaram-se mais rápidos do que a própria sombra a fazer humor com os acontecimentos. Veja-se o que pelos lados do Rato se comenta:

1) a todo o momento se espera o anúncio da candidatura de António Costa à sucessão de Bento XVI. Já expressou junto dos próximos estar também preparado para essas funções. A sua decisão não está dependente dos votos da Curia mas sim dos caminhos que se vislumbram para a igreja no futuro.

2) Mesmo após insistência de Silva Pereira, António Costa não avança para suceder a Bento XVI.

Reciprocidade
Se Portugal decidiu acolher um 'canadiano' como ministro da Economia e tornou o emigrante Álvaro no superministro que se conhece, eis que o Canadá decide responder à altura e escolheu esta semana um luso-canadiano para ministro das Finanças da província de Ontário. Charles Sousa, lusodescendente e deputado, vai agora ter a missão de endireitar as contas na região... Se calhar podíamos trocar, sugere inocentemente Gente...

Tomar ou levar, eis a questão
Ficará para os anais (literalmente) a frase de Francisco José Viegas, que prometeu que qualquer fiscal das finanças que o queira multar por não pedir fatura será mandado "tomar no cu". Gente, ao contrário de Miguel Relvas, opta por não se pronunciar sobre o assunto. Mas regista, também com respeito, uma questão estilística: na hora de lançar um insulto, Viegas, que em tempos tinha reservas sobre o acordo ortográfico, recorre a um... brasileirismo.

Karaoke laranja
Foi uma festa de arromba o jantar de anos de Madalena Guerreiro, histórica secretária do PSD e de José Manuel Durão Barroso, que terça-feira à noite juntou um animado grupo de 'laranjinhas' no Verde Gaio, em Campo de Ourique. Luís Campos Ferreira, deputado e irmão da jornalista da RTP Fátima Campos Ferreira, foi o one man show a cantar karaoke e a contar anedotas de fazer rir as pedras da calçada. Mas não menos surpreendentes foram outros talentos até agora escondidos na maioria, de Luís Montenegro (o líder parlamentar) a Zeca Mendonça (o assessor de sempre) que de Toni Carreira a música romântica, cantaram de tudo. Deputados, secretárias, ex-líderes (Marques Mendes) e ministros (Miguel Macedo), encheram o restaurante. Só faltou o Zé Manel.

Secretário de Estado congelado
Há poucas semanas Paulo Júlio demitiu-se de secretário de Estado da Administração Local, por causa de um processo judicial do tempo em que liderava a Câmara de Penela, dando aliás início à minirremodelação que Passos Coelho veio a fazer nos secretários de Estado. Ora, Paulo Júlio já tem novo gabinete, mas como presidente executivo da empresa de congelados Frijobel, que agora faz 25 anos e recebeu o prémio PME Excelência do IAPMEI. Eis o que se pode chamar uma transferência "gelada"...

Os enganos de Assunção
Assunção Esteves engana-se muitas vezes na identificação dos deputados - há quem diga que se engana mais do que os anteriores presidentes da Assembleia da República mas, à falta de certezas, Gente não vai por aí. Enganar-se, qualquer um se engana. No que Assunção Esteves é mesmo diferente dos seus antecessores é na atitude, quando confrontada com os seus enganos e trocas: admite e emenda o erro, mas trata logo de repartir responsabilidades com os secretários da mesa da AR. Foi o que aconteceu esta semana, quando trocou o nome do centrista Artur Rego e lhe chamou Raul Rego. O visado lembrou que esse era o nome de um ilustre jornalista e democrata, mas não o seu. Assunção corrigiu, mas deixou claro, olhando para o lado: "O equívoco não foi só meu."

Vossa excelência está bem?
A estreia de Franquelim Alves no Parlamento, esta semana, na comissão parlamentar de economia, foi uma animação. O novo secretário de Estado ia falar de algum assunto de que ninguém deu conta, pois quase só se falou da sua ligação ao escândalo do BPN. Perante a barragem de críticas do BE e do PCP, o social-democrata Paulo Batista Santos fez questão de pôr em causa os princípios dos dois partidos, lembrando que o Bloco apoia uma autarca acusada pela Justiça em Salvaterra de Magos e que os comunistas viram a sua autarca de Palmela reformar-se aos 47 anos com uma pensão de luxo "e PCP nada tem a dizer sobre a matéria". A mistura de alhos com bugalhos era tão gritante que o deputado do PCP Bruno Dias não se conteve: "Vossa Excelência está bem? Sente-se bem?" Gente limita-se a registar que não foi preciso chamar o INEM.

Julgamentos populares é com ele
Na mesma comissão parlamentar, Franquelim Alves queixou-se, mais uma vez, de estar a ser vítima de uma tentativa de linchamento popular e lançou a acusação diretamente à bloquista Ana Drago: "Parece que a senhora deputada gostaria que em Portugal vigorasse um regime de julgamentos populares." A deputada do BE não hesitou : "Isso deve ser o seu passado. Eu nunca defendi isso, o senhor é que defendeu." Franquelim, que no calor do PREC foi um destacado maoísta, não repetiu a gracinha.

A pele de Seguro
Ele acredita que vai ser primeiro-ministro. E tenta vestir essa pele. Mas esta semana foi apanhado noutra... a de confrade na Confraria do Porco Bísaro e do Fumeiro de Vinhais.

Número cabalístico

28 de fevereiro é quando o papa resigna e quando termina a apresentação de candidaturas a líder do ps. Coincidência?

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Um partido em crescimento

Expresso
8:55 Sábado, 9 de fevereiro de 2013

Um partido em crescimento
A piada que corre no CDS é que o partido está em crescimento - não tem que ver com as sondagens (apesar de se aguentar razoavelmente), mas com a taxa de natalidade entre os centristas. A gravidez de Assunção Cristas é a mais mediática, mas não é a única. Vânia Dias da Silva, a hiperdiscreta subsecretária de Estado de Portas, também está grávida, assim como a deputada Inês Teotónio Pereira. Mas há mais: o eurodeputado Diogo Feio está à espera de mais um filho, assim como os deputados Telmo Correia e Michael Seufert, o único desta lista que se vai estrear como pai.

A estrelinha
Na quarta-feira uma falha no sistema de som da AR obrigou a suspender durante largos minutos um debate com o ministro das Finanças. Enquanto esperava pela resolução do problema, Vítor Gaspar passeava-se pelas bancadas, distribuindo apertos de mão, piadas e sorrisos, à vontade na pele de estrelinha do Governo. Gente notou que Gaspar se demorou mais com os deputados do PSD e do PS. Com os do CDS, nem por isso...

A estrelinha (2)
Na quinta-feira, num debate sobre Franquelim Alves e a sua história no BPN, o CDS mantinha-se tão silencioso que João Semedo, do BE, resolveu puxá-los para discussão - citou uma declaração que tinha sido feita, num jornal regional, pelo deputado Manuel Isaac. "O Governo está de pedra e cal, mas episódios como Franquelim Alves poderiam ter sido evitados", tinha dito o centrista eleito por Leiria, que não se mostrou nada incomodado por ter sido citado pelo Bloco. Pelo contrário. No fim do debate, Isaac cruzou-se com Semedo num bar do Parlamento e não deixou de lhe agradecer a notoriedade instantânea: "Ó senhor deputado, fez de mim a estrela da tarde!" Quem não ficou assim tão contente foi o líder parlamentar dos centristas, Nuno Magalhães...

E Gaspar saberá?
Quando recebeu em Lisboa o seu homólogo alemão Guido Westerwelle, há duas semanas, Paulo Portas levou-o a jantar no novo restaurante de José Avillez, o renovado Belcanto. Consta que o MNE alemão ficou maravilhado - só não sabemos se Vítor Gaspar já terá recebido a conta...

Sócrates Ongoing
José Sócrates vai dividindo a sua vida entre a cosmopolita Paris e a frenética sociedade brasileira e os almoços do ex-PM têm sido muito comentados nos meios paulistas. Nos últimos dias, foi visto a jantar e almoçar, em São Paulo e em Brasília, com Rafael Mora, o administrador da Ongoing que em pleno consulado socrático sonhou comprar a TVI. O ex-chefe de gabinete de Sócrates, Guilherme Dray, ainda trabalha na empresa de Mora. Os media ainda os fazem sonhar?

Deve ter sido por isso...
Na sua última ida ao Parlamento - a primeira desde que remodelou o Ministério - Álvaro Santos Pereira fez um rasgado elogio a Pedro Martins, que até há semana passada era o alegado secretário de Estado do Emprego. "Fez um ótimo serviço ao país", garantiu Álvaro. Deve ter sido por isso que foi o primeiro na lista de dispensados.

O colar(inho) branco de Álvaro
Na mesma comissão parlamentar, Álvaro explicou à deputada do PCP Rita Rato que "já estamos no século XXI" e não no século XIX, por isso já não faz sentido a distinção entre os trabalhadores de colar azul e de colar branco". Não arranjará um assessor que lhe dê lições de bom português?

'Ulriques' que paguem a crise!
Nem só reações ásperas suscitou a prédica de Fernando Ulrich sobre os sem-abrigo e a austeridade. Gente ouviu por estes dias um nostálgico de uma candidatura da UDP (hoje um dos ramos do Bloco de Esquerda), recordando o lendário slogan do major Mário Tomé na década de 80: "Os ricos que paguem a crise". Depois de ouvir o presidente do BPI ter uma recaída do "Ai aguenta, aguenta", indignado mas bem disposto, o ex-revolucionário sempre vigilante fez logo a atualização do lema: "Ulriques que paguem a crise".

Apelo à social-democracia
Há umas semanas António José Seguro fez um veemente apelo à ala social-democrata do PSD, a quem pediu contributos para ajudar a repor o país no trilho de onde saiu pela mão do Governo neoliberal de Passos. O apelo foi escutado. Pelo menos por Carlos Carreiras, o social-democrata que preside a Cascais e que, partidos à parte, não teve problema (pelo contrário, fez questão) em pagar os €13 mil que custou o jantar que juntou, na Cidadela, os presentes na reunião da Internacional Socialista.

 

Número

4 dos seis secretários de estado de álvaro já saíram. é um emprego de risco


Um problema de bateria

Alberto Frias

MUDANÇA DE ESTRATÉGIA Não vinha ao volante mas deixou-se conduzir. Chegou de mansinho, representando a inovação e o futuro. O problema é que ficou sem bateria mesmo, mesmo, quando chegava ao destino. Sem outro remédio. António Costa viu-se obrigado a mudar de estratégia, retroceder uns passos no progresso tecnológico, aceitar uma boleia e, assim, transportado pelo combustível tradicional - bem menos glamoroso mas bastante mais fiável -, voltar ao lugar de onde tinha partido. Talvez tenha aprendido a lição e na próxima viagem carregue a bateria ao máximo antes de se meter ao caminho. É que a energia pode ser renovável, mas não dura para sempre.

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