A reunião do banco central nipónico não mexeu na política monetária e lançou a esperança de uma retoma "nos próximos tempos". O governador cessante admitiu que a desvalorização recente favorece as exportações.
O comité de política monetária do banco central nipónico aceitou subir o objetivo de longo prazo de inflação. Aprovou um plano de "alívio quantitativo", mas só para concretizar a partir de janeiro de 2014. O atual governador sai em abril.
O académico Richard Werner, pai da ideia de "alívio quantitativo", aconselha o novo primeiro-ministro Shinzo Abe a mudar radicalmente os estatutos e a política do banco central nipónico.
O líder do Partido Liberal Democrático, na oposição, afirmou que se ganhar as eleições legislativas antecipadas a 16 de dezembro, exigirá que o Banco do Japão coloque a deflação como inimigo principal.
Desde as declarações de Mário Draghi, presidente do BCE, em Londres a 26 de julho, que as bolsas mundiais já ganharam 12% em capitalização. O lançamento de um novo programa de injeção de liquidez por Ben Bernanke, presidente da Fed, na quinta-feira, foi a cereja em cima do bolo.
A reunião mensal do Banco de Inglaterra decidiu manter a taxa de juro de referência em 0,5% e o programa de "alívio quantitativo" no valor anteriormente definido.
Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana, apresentou os resultados macroeconómicos da política monetária de resposta à crise. Garante que ajudou a subir o nível do produto em cerca de 3% e o o emprego privado em mais de dois milhões de empregos.
O presidente do banco central norte-americano alinhou argumentos a favor das medidas de "alívio quantitativo" que poderão ser úteis a Mário Draghi, presidente do BCE. Esse tipo de políticas "não convencionais" limitou os estragos da recessão.
As reuniões do Banco Central Europeu a 6 de setembro e da Reserva Federal norte-americana a 13 de setembro são as datas mais importantes no calendário dos investidores no próximo mês. Mas, para a zona euro, o acórdão do Tribunal Constitucional alemão no dia 12 de setembro, será um marco.
O G2 que manda na zona euro reúne hoje. Os banqueiros centrais e o secretário do Tesouro americano dizem que fizeram a sua parte. Obama, o FMI e os chineses avisaram que não toleram o contágio por incapacidade política dos líderes europeus