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O Tesouro alemão colocou hoje €3,5 mil milhões em bilhetes do Tesouro a 6 meses pagando uma taxa de remuneração negativa. Juros da dívida sobem para Portugal, Espanha, Itália e Irlanda em quase todos os prazos.
A fragmentação da zona euro agravou-se esta semana. França fixou mínimos nos juros e os Bunds alemães a dois e três anos estão em terreno negativo, enquanto Espanha, Itália e Irlanda acentuam trajetória de subida de risco de incumprimento e dos juros.
Os juros dos Bunds a dois e a três anos regressaram na quinta-feira a terreno negativo e os juros das obrigações francesas a dez anos fixaram mínimo histórico. O prémio de risco de Portugal, Espanha e Itália continua a subir.
A disparidade entre os juros da dívida dos "periféricos", por um lado, e da Alemanha e França, por outro, voltou a agravar-se. Os juros a dois e a três anos dos Bunds alemães aproximaram-se hoje de 0%.
Três leilões de dívida de curto prazo na segunda-feira que mostraram uma vez mais o fosso profundo que grassa na zona euro. França e Alemanha emitiram dívida com juro negativo e Itália teve de pagar uma taxa de remuneração mais elevada do que anteriormente numa emissão de títulos a 12 meses.
As subidas regressaram aos juros da dívida espanhola e italiana, enquanto os juros dos Bunds a dois e a três anos fixaram novos mínimos históricos e os juros das obrigações francesas estiveram a descer.
Com o pânico nas bolsas de Madrid e Milão e entre os investidores nos títulos espanhóis e italianos no mercado secundário da dívida, os juros dos Bunds baixaram ainda mais nos prazos a 2, a 5 e a 10 anos.
As yields dos títulos franceses a 5 e a 10 anos fecharam na terça-feira (17 de julho) em novos mínimos históricos desde a adesão ao euro. Trata-se de um dos componentes de um cisma que está a abalar a zona euro.
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