O testemunho de Ben Bernanke no Congresso dos EUA começou por provocar uma euforia bolsista. Mas a partir da revelação das atas da última reunião da Reserva Federal a situação mudou radicalmente.
Desde as declarações de Mário Draghi, presidente do BCE, em Londres a 26 de julho, que as bolsas mundiais já ganharam 12% em capitalização. O lançamento de um novo programa de injeção de liquidez por Ben Bernanke, presidente da Fed, na quinta-feira, foi a cereja em cima do bolo.
O banco central norte-americano retomou o programa de "alívio quantitativo" de resposta à crise, conhecido pela designação em inglês de quantitative easing. É o terceiro desde 2008. O primeiro efeito na Europa foi a valorização do euro. A primeira injeção começa hoje.
Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana, apresentou os resultados macroeconómicos da política monetária de resposta à crise. Garante que ajudou a subir o nível do produto em cerca de 3% e o o emprego privado em mais de dois milhões de empregos.
O presidente do banco central norte-americano alinhou argumentos a favor das medidas de "alívio quantitativo" que poderão ser úteis a Mário Draghi, presidente do BCE. Esse tipo de políticas "não convencionais" limitou os estragos da recessão.
Ben Bernanke afirmou perante o Congresso norte-americano que o banco central está "preparado para agir" para não deixar morrer a retoma. Redução do desemprego "frustrantemente baixa", disse hoje o presidente da Reserva Federal (Fed) em Washington.
Face a dados económicos "dececionantes", nas próprias palavras de Ben Bernanke, o banco central norte-americano estende até final do ano um programa para manter juros de longo prazo em níveis baixos e admite discutir em julho um novo quantitative easing. Bolsas fecharam no vermelho.
O subcomité para a Política Monetária Interna realizou terça-feira uma audição para avaliar se a linha de liquidez em dólares aberta pela Reserva Federal para o Banco Central Europeu não acarreta riscos para os EUA.