Depois de violar a Constituição duas vezes, o governo tenta de novo. Agora é a vez de, através da convergência da segurança social com a Caixa Geral de Aposentações, reduzir as pensões. Não as futuras, mas as que já estão a ser recebidas. Uma aplicação retroativa da lei que, parece-me, viola a Constituição. Porque uma reforma não é um ...
Passaram ontem, discretamente, 68 anos sobre o fim da II Guerra na Europa, ou sobre a rendição da Alemanha nazi. Hoje, comemora-se o dia da Europa. As quase sete décadas sem guerra (excetuando os episódios nos Balcãs) e de grande convivência pacífica que os grandes países europeus conhecem é um dado sem paralelo na História do velho ...
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A alegada crise do euro dura há já vários anos. Tornou-se um fenómeno persistente, ao ponto de a "crise do euro" se ter instalado como uma rubrica permanente em alguns órgãos de informação ocidentais. À ...
Subitamente, o Governo e a oposição despertaram, embora em campos opostos, para uma realidade que era óbvia e evidente: o esforço de reestruturação da economia portuguesa tem de continuar para além da troika. Ou seja, a partida do trio formado por FMI, BCE e UE não significa o fim da miséria que temos vivido. O desemprego, o combate ao défice ...
O texto de hoje é da autoria de Andrés Malamud, cientista político e investigador do Instituto de Ciências Sociais. O Andrés era membro do governo da Argentina aquando do colapso de 2001.
A 26 de julho de 2001, pelas 21 horas de Buenos Aires, mandei um email que achei original a um amigo americano. Nele informava-o que o ...
Não é só por António José Seguro não mobilizar que não surge como alternativa à tragédia que nos governa. O problema é que qualquer líder do PS, nestas circunstâncias, teria de mobilizar muitíssimo. O suficiente para conquistar uma maioria absoluta. Caso contrário, o País estaria condenado a um governo de bloco central, que se limitaria a ...
Perante as muitas e sábias palavras que já foram despendidas a explicar e comentar a decisão do Tribunal Constitucional e as suas consequências, faltam, talvez, as mais básicas e evidentes: este Orçamento do Estado, tal como ele está feito, não visa agradar ninguém dentro do país, mas sim agradar alguém fora do país. ...
Provavelmente, seria esta a pergunta que Passos gostaria de ter ontem respondido no debate parlamentar da moção de censura ao Governo apresentada pelo PS. Uma censura reverente e educada apresentada como quem pede licença. Nesse caso, Passos poderia ter simplesmente respondido que dava toda a licença, faça favor, e ia tudo beber chá no ...