Pode estar em curso uma mudança "histórica" na política monetária. Mohamed El-Erian, da gestora de fundos PIMCO, fala do "reverso do momento Volcker" de 1979. As decisões da Reserva Federal na semana passada poderão criar um "momento Bernanke".
Desde as declarações de Mário Draghi, presidente do BCE, em Londres a 26 de julho, que as bolsas mundiais já ganharam 12% em capitalização. O lançamento de um novo programa de injeção de liquidez por Ben Bernanke, presidente da Fed, na quinta-feira, foi a cereja em cima do bolo.
O banco central norte-americano retomou o programa de "alívio quantitativo" de resposta à crise, conhecido pela designação em inglês de quantitative easing. É o terceiro desde 2008. O primeiro efeito na Europa foi a valorização do euro. A primeira injeção começa hoje.
Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana, apresentou os resultados macroeconómicos da política monetária de resposta à crise. Garante que ajudou a subir o nível do produto em cerca de 3% e o o emprego privado em mais de dois milhões de empregos.
O presidente do banco central norte-americano alinhou argumentos a favor das medidas de "alívio quantitativo" que poderão ser úteis a Mário Draghi, presidente do BCE. Esse tipo de políticas "não convencionais" limitou os estragos da recessão.
The speeches of the Federal Reserve can almost always have subtle readings. The speech that the Federal Reserve Chairman, Ben Bernanke, made today in Jackson Hole, is no exception. Apparently, Bernanke outlined a scenario that would justify the intervention of more flexible and accommodative monetary policy.
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Vários momentos "catalisadores" em setembro e princípio de outubro poderão marcar nos próximos dois meses o andamento da crise das dívidas soberanas na zona euro e a própria economia mundial, ameaçada, agora, por um disparo nos preços das commodities agrícolas e do petróleo
Em julho, o motor de crescimento económico chinês abrandou brutalmente. As exportações haviam crescido 8% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado. No mês seguinte cresceram apenas 1% em termos homólogos.
Sem conferência de imprensa, Ben Bernanke, o presidente do banco central norte-americano, limitou-se a publicar um comunicado que mantém a estratégia anterior, sem adicionar nada de concreto. Mas muda de opinião sobre a situação da economia norte-americana. Wall Street fecha no negativo.
Fed Chairman, Ben Bernanke:
"Reflecting its concerns about the slow pace of progress in reducing unemployment and the downside risks to the economic outlook, the Committee made clear at its June meeting that it is prepared to take further action as appropriate to promote a stronger economic recovery and sustained improvement in ...