22 de maio de 2013 às 18:58
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G20 apela a menos austeridade na Europa

Face à deterioração da conjuntura económica, o grupo dos 20 países mais desenvolvidos do mundo vai apelar a que a Europa reavalie o seu planos de contenção orçamental
Lusa

Os 20 países mais desenvolvidos do mundo vão apelar para um alívio da austeridade orçamental na Europa, tendo em conta a degradação da conjuntura, afirmou na segunda-feira, em Los Cabos (México), a subsecretária do Tesouro norte-americana.

"Vemos uma mudança no discurso europeu quanto à importância crítica do apoio à procura e ao crescimento do emprego", disse Lael Brainard, em conferência de imprensa.

"De uma forma importante, há um reconhecimento da necessidade de avaliar os planos de consolidação dos orçamentos do ponto de vista estrutural. Em suma, de reconhecer a deterioração da conjuntura económica", acrescentou.

O défice orçamental tido como "estrutural" tem em conta os buracos causados nas finanças públicas por uma conjuntura económica difícil. Por isso, em períodos de crise, é menos elevado do que o défice real.

Apoio à procura


Questionado sobre se a Alemanha apoia esta ideia de aliviar a austeridade, Brainard respondeu: "Sim, percebemos da parte dos nossos parceiros alemães que eles têm em conta a procura no seu pensamento de curto prazo".

"Acreditamos piamente que vão ver isso nos documentos que vão sair do encontro (...) Vamos ver que a forte atenção ao apoio da procura, ao reforço da procura, ao facto de reconhecer que a conjuntura se deteriorou é muito importante para os europeus", afirmou Lael Brainard.

Os países do G20 comprometeram-se, no encontro de Toronto, no Canadá, em 2010, a cortar para metade o seu défice orçamental em 2013, um objetivo que a Alemanha tem vindo a recordar, mas que os Estados Unidos não deverão cumprir.

Comentários 5 Comentar
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O "crescimento" pelo endividamento...
"Quanto ao povo português, o problema não é esse. Quanto ao povo, o problema é de rejeitar inteiramente essa dívida, visto que não foi o povo que a contraiu, nem foi o povo que beneficiou dela. A dívida tem de ser repudiada. Evidentemente, o repúdio da dívida passa pelo repúdio dos partidos que em nome da burguesia e do imperialismo a contraíram para exclusivo benefício da classe dominante...
 
A cassete já chia... Ver comentário
Merkel abre o cofre!
A Alemanha não vai abrir o cofre de qualquer maneira:primeiro quer ver corrigidos muitos vícios por essa Europa fora e que à pála do "socialismo" foram cometidos.
É preciso uma cultura de trabalho para se distribuira seguir e não estarsempre de barriga para o ar à espera que "chova".
Rotos e endividados
A Chanceler Merkel não deve ceder, ela prefere que o céu lhe caia na cabeça.
Mais Desenvolvidos ???
Não será antes "envolvidos"
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