Cidades inundadas, população sem casa evacuada de acampamentos, escolas encerradas para serem utilizadas como abrigo, telhados arrancados por fortes ventos com rajadas de até 140km por hora. Depois do devastador terramoto de janeiro e da epidemia de cólera, o furacão Tomas é o mais novo pesadelo dos haitianos, 70% dos quais vivem na pobreza.
De acordo com as previsões do Centro Nacional de Furacões dos EUA, o Tomas vai intensidicar-se nas próximas 24h, mas perderá força ao fim de quatro dias.
Tomas é o 13º furacão da temporada de tempestades tropicais na costa do Atlântico, e se desloca para Cuba, cuja região Leste já está afetada por forte precipitação.
Cidades inundadas
As fortes chuvas associadas ao fenómeno já provocaram as primeiras inundações no país mais pobre das Américas e os meteorologistas alertam para o aumento do nível do mar. Várias cidades estão debaixo de água.
O furacão já fez três vítimas mortais, um dos quais um homem cujo veículo foi arrastado pelas águas ro rio Glace, na localidade de Duchiti.
A chuva poderá agravar a epidemia de cólera, que já matou pelo menos 442 pessoas. Somente no passado sábado, morreram 105 haitianos.
Soldados das forças de paz estão a ajudar na evacuação de desabrigados.
Voos cancelados
O aeroporto internacional de Porto Príncipe está também encerrado, tendo sido cancelados todos os voos e operações.
Umas das principais ameaças são os deslizamentos de terra, que poderão arrastar os acampamentos improvisados onde milhares de pessoas vivem em tendas, as quais estão a ser evacuadas para locais mais seguros, como as escolas.
Outro problema é a falta de comida. Os poucos haitianos que dispõem de algum dinheiro correram aos supermercados e esgotaram os estoques de produtos básicos, como o pão. Algumas padarias fecharam hoje as portas antes do horário habitual, assim como outros estabelecimentos e escritórios que somente trabalharam meio expediente, libertando os empregados para que pudessem voltar para casa ou fossem para locais mais seguros.