25/05/2012 atualizado às 16:55
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Função Pública: Governo e Sindicatos divergem nos números da greve

O Governo estima uma adesão de 13% na greve de hoje da Função Pública, enquanto os sindicatos apontam para uma taxa de 80%.

21:40 Quinta feira, 4 de março de 2010

A greve de hoje na função pública teve uma adesão de 13,22%, estimados pelo Governo, que a considerou "inoportuna" em período negocial, embora não abdique do congelamento salarial em nome da "consolidação orçamental".

Os números, que se reportam apenas à administração central do Estado, foram avançados em conferência de imprensa, em Lisboa, pelo secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos.

Segundo a tutela, a greve levou ao encerramento de 13,81% dos serviços, o que corresponde a 1545 num universo de 11.188 serviços.

Já os sindicatos indicam um cenário bem diferente, uma taxa de adesão á greve de cerca de 80%.

Congelamento salarial no topo das reivindicações


A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (afeta à CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros
Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas om as carreiras e com o sistema de avaliação.

Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de fevereiro.

A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1%.

Nessa altura, os sindicatos contabilizaram uma adesão de 80%, enquanto o Governo registou 21,28%.

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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Adesão
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:58 | Sexta feira, 5 de março de 2010
Na questão de números sobre adesões, em greves na Função Pública, já estamos habituados a estas divergências.
É melhor não considerar as percentagens de nenhuma das partes, porque ambas estão a mentir.
 
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    Re: Adesão    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:31 | Sexta feira, 5 de março de 2010
    Re: Adesão    Ver comentário
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 11:12 | Sexta feira, 5 de março de 2010
    Re: Adesão    Ver comentário
Incontrolável (seguir utilizador), 1 ponto , 11:12 | Sexta feira, 5 de março de 2010
Função Pública Governo e sindicatos divergem
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:52 | Sexta feira, 5 de março de 2010
Sempre assim foi e sempre assim será. Os dois têm razão, porque as análises é que são diferentes. É um pouco a historia da garrafa meio vazia e da garrafa meio cheia. Polémicas estéries à parte numa coisa os portugueses têm razão. Esta greve passou para o exterior a pior imagem do País e veio dar motivos às agências de Rating, para que os juros da dívida pública possam aumentar novamente. A nós portugueses só nos prejudica, mas as greves dão muito geito a muita gente lá fora. Independente de quem ocupa o poder, já não se trata de irresponsabilidade, mas até pode ser considerado traição à Pátria. No entanto como poderemos condenar os Sindicatos e as pessoas que aderem, se o exemplo vem de cima, onde pessoas com altas responsabilidades como Paulo Rangel e Manuela F. Leite fazem declarações inoportunas. Tenho esperança que os trabalhadores tomem consciência do momento grave que estamos a viver e não se deixem ír na cantiga que acaba por os prejudicar. É verdade que não deixam de ter uma certa razão, porque são eles que vão pagar as favas e foram os que menos contribuíram para tal fato. Por outro lado não se vê até à data nada no horizonte que dê um sinal claro e de boa vontade na penalização daqueles que mais possuíem, como um corte nas suas reformas e ordenados dourados. Podem dizer alguns que é demagógico, mas não deixava de ser um sinal de que todos vão contribuír para a solução.
 
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