A greve de hoje na função pública teve uma adesão de 13,22%, estimados pelo Governo, que a considerou "inoportuna" em período negocial, embora não abdique do congelamento salarial em nome da "consolidação orçamental".
Os números, que se reportam apenas à administração central do Estado, foram avançados em conferência de imprensa, em Lisboa, pelo secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos.
Segundo a tutela, a greve levou ao encerramento de 13,81% dos serviços, o que corresponde a 1545 num universo de 11.188 serviços.
Já os sindicatos indicam um cenário bem diferente, uma taxa de adesão á greve de cerca de 80%.
Congelamento salarial no topo das reivindicações
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (afeta à CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros
Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas om as carreiras e com o sistema de avaliação.
Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de fevereiro.
A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1%.
Nessa altura, os sindicatos contabilizaram uma adesão de 80%, enquanto o Governo registou 21,28%.
Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.