25/05/2012 atualizado às 16:55

Frente Sindical junta-se à paralisação de 24 de novembro

A Frente Sindical anunciou hoje adesão à greve geral marcada pela CGTP e apontou algumas alternativas às medidas de redução anunciadas pelo governo, que classifica de "desastre".

12:30 Quarta feira, 6 de outubro de 2010

A Frente Sindical, que junta seis sindicatos da Administração Pública, anunciou hoje a sua adesão à greve de 24 de novembro, marcada pela CGTP, e sugeriu alternativas à redução de salários para controlar a redução da despesa.

Bettencourt Picanço, o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), uma das organizações que integram esta frente afeta à UGT, classificou as medidas do governo como "desastre" e lamentou "o ataque sem memória" do governo que se refletem na redução das remunerações e no "ataque às pensões".

Bettencourt Picanço afirmou que há alternativas que permitem cortar na despesa e aumentar as receitas, sem eleger como alvo os trabalhadores da Administração Pública.

Picanço exige maior esforço do Estado


Alertando para o crescimento do consumo intermédio (aquisições de bens e serviços, encargos com PPP, aquisição de submarinos e prestações em espécie), o dirigente sindical indicou que um corte de 10% nesta rubrica representaria uma poupança de 784 milhões de euros, superior à estimada com a redução salarial da Administração Pública.

Do lado da receita, Bettencourt Picanço exigiu mais esforço do Estado para reduzir a dimensão das empresas públicas e questionou a manutenção das dívidas fiscais que ascendia a cerca de 14 mil milhões de euros em 2009, ou seja, 8,4 % do PIB.

A CGTP anunciou na semana passada uma greve geral para 24 de novembro, convidando a UGT a participar no protesto. As duas centrais sindicais reúnem-se na quinta-feira para discutir o assunto.

A Frente Sindical íntegra, além do STE, os sindicatos Nacional dos Professores Licenciados, dos Trabalhadores dos Impostos, dos Enfermeiros, dos Profissionais de Polícia e o Independente dos Profissionais de Enfermagem.

Lusa
Palavras-chave  Dossiês, Economia, sindicatos
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Greves para quê?
Jorge Duque (seguir utilizador), 1 ponto , 21:39 | Quarta feira, 6 de outubro de 2010
Os sindicatos devem encontrar outras formas de luta além da greve. A greve (geral, sectorial ou só numa empresa) não serve para nada; até pode servir o interesse do patronato, pois, se este estiver com dificuldades de caixa e pouco trabalho, poupa algum dinheiro no dia da greve ao não o pagar aos trabalhadores.
Pode causar algum embaraço ao governo, se tiver uma adesão massiva, mas esse dia passa rápido e cai no esquecimento.
Uma ideia que posso deixar aos sindicalistas será, no caso de protestos contra uma empresa, denegrir o seu nome nos meios de comunicação social, denunciando desrespeito pelos direitos dos trabalhadores, crimes ambientais ou fugas ao fisco. Ninguém melhor que os trabalhadores da empresa sabe das trafulhices que lá se passam e os patrões têm terror destas fugas de informação.
         
 
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