Anterior
Grécia garante ter verbas até meados de novembro (vídeo)
Seguinte
UE tomará medidas "fortes" para conter a crise da dívida
Página Inicial   >  Economia  >   Frente Comum diz não haver argumento para cortes nos vencimentos

Frente Comum diz não haver argumento para cortes nos vencimentos

A proposta de alteração à lei da mobilidade levará a cortes nos vencimentos dos trabalhadores superiores a 20%. (Veja vídeo SIC no final do texto)
Lusa |
Atualmente encontram-se em mobilidade especial 1.135 funcionários públicos
Atualmente encontram-se em mobilidade especial 1.135 funcionários públicos / Nuno Botelho
A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila, considerou hoje não haver "nenhum argumento sustentado" para reduzir a retribuição dos trabalhadores colocados em mobilidade especial.

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião negocial com o Governo, a sindicalista avisou que a proposta de alteração à lei da mobilidade levará a cortes nos vencimentos dos trabalhadores que ultrapassarão os 20%.

"Não se percebe. As pessoas que estão em mobilidade especial sentem-se mal, não estão em casa porque querem. Estes cortes vão colocar muitos trabalhadores no limiar da pobreza", disse Ana Avoila.

A reunião de hoje com os sindicatos da Função Pública centra-se na discussão da proposta enviada pelo Ministério das Finanças para reduzir a retribuição dos trabalhadores colocados em situação de mobilidade especial.

Três fases da mobilidade especial


O documento define que os trabalhadores em situação de mobilidade especial passem a receber 66,7% ou metade da remuneração base mensal consoante o tempo de permanência em inatividade.

A mobilidade especial funciona atualmente em três fases, que implicam a perda gradual de remuneração, mas não de direitos (antiguidade, proteção na doença, subsídio de férias e de Natal) nem de deveres.

A primeira fase (de transição) tem a duração de dois meses e o trabalhador recebe a remuneração base por inteiro.

A segunda fase (de requalificação) dura 10 meses e o funcionário recebe cinco sextos da sua remuneração base, que correspondem a 83,3% do salário base.

Com a proposta do Governo, para entrar em vigor no âmbito da Lei do Orçamento do Estado para 2012, os trabalhadores em mobilidade especial passarão a receber nesta fase dois terços do salário base, o que corresponde a 66,7% do mesmo.

Plenário geral a 21 de outubro


A terceira fase (de compensação) segue-se ao primeiro ano de inatividade e o trabalhador passa a receber quatro sextos da remuneração base, que correspondem a 66,7%, mas pode ter outra atividade fora da função pública.

Se a proposta do Governo se concretizar os funcionários nesta fase passarão a receber metade da remuneração base.

Atualmente encontram-se em mobilidade especial 1.135 funcionários públicos e reiniciaram funções 695 trabalhadores, de um total de 3.913 que já passaram por esta situação.

A Frente Comum, filiada na CGTP, tem agendado para 21 de outubro um plenário geral, seguido de um desfile em Lisboa, no qual é esperada a participação de cerca de seis mil pessoas.


Opinião


Multimédia

O papa-medalhas que veio do espaço

O atleta português mais medalhado de sempre, Francisco Vicente, regressou dos campeonatos europeus de veteranos, na Turquia, com novas lembranças ao pescoço. Três de ouro e duas de prata para juntar à coleção. Tem 81 medalhas, uma por cada ano de vida.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola, em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

United Colors of Gnocchi

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Vai pagar mais ou menos IRS? Veja as simulações

Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Strogonoff de peixe espada preto

Faz agora cinco anos que o Chefe Tiger, especialista em pratos de confeção acessível e com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, começou esta aventura gastronómica. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Caril de banana

Faz agora cinco anos que o Chefe Tiger, especialista em pratos de confeção acessível e com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, começou esta aventura gastronómica. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Tem três minutinhos? Vamos explicar-lhe o que muda no orçamento de 350 mil portugueses (e no de muitas empresas)

O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

Cantaril com risotto de espargos

Faz agora cinco anos que o Chefe Tiger, especialista em pratos de confeção acessível e com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, começou esta aventura gastronómica. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.


Comentários 1 Comentar
ordenar por:
mais votados
Cortes e jobs for the boys
Enquanto vai colocando os seus boys em comissões de estudo e de técnicos especializados nos ministérios, o governo lança-se a um ataque desenfreado a quem trabalha. Ver o ar sorridente destes senhores, do Presidente da República ao Primeiro Ministro, "explicando" s apontando com esperanças vãs num futuro risonho que temos de sofrer agora para melhorar depois, estes senhores escondem que não vai haver nada risonho amanhã. Trata-se, isso sim, de devolver o poder absoluto ao patronato perdido com o 25 de Abril. este sistema não é temporário. O objetivo é torná-lo definitivo. Devolver a arbitrariedade, a facilidade de despedimento e os salários indignos que vigoravam antes do 25 de Abril, nos tempos do "saudoso" (para alguns) Salazar em que, nas casas dos trabalhadores, se comia pão, café e sopa, o desemprego era grande, os patrões despediam quando queriam, sem direito a indemnização e sem lei. Lembram-se os mais velhos de quando calçaram pela primeira vez um par de sapatos, de quando iam para a cama com o estômago mal forrado ou nada forrado de alimento, qualquer que ele fosse! Tomara muitos, nesses tempos "gloriosos" sem défice em que, sem direitos, encherem a barriga de pão. Quantas famílias tinham de recorrer à sopa do Barroso para mitigar a fome dos filhos. É bom relembrarmos as condições para que querem atirar os povos europeus. Para salvar uma Banca e um sistema que condena quem trabalha.
Comentários 1 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub