18 de maio de 2013 às 12:33
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Freeport: PGR quer explicação sobre falhas e morosidade do processo

O procurador-geral da República pediu explicações sobre as dificuldades na investigação do caso Freeport, as falhas e os motivos da morosidade do processo. Clique para visitar o dossiê Caso Freeport.
Lusa
O procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro , quer saber quais foram as principais dificuldades na investigação do processo Freeport, os motivos da morosidade e porque não foram ouvidas todas as pessoas que podiam ter interesse para o esclarecimento dos factos.  
Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ESPECIAL CASO FREEPORT
 
Num despacho datado do dia 02 de agosto, Pinto Monteiro nomeou um procurador geral adjunto para averiguar "todas as anomalias, eventualmente ocorridas na tramitação do inquérito, desde a sua instauração até ao seu encerramento".
 
No texto do despacho, enviado hoje à agência Lusa, o PGR pede para que
sejam averiguadas "as razões da morosidade e da descontinuidade da investigação, os períodos em que esteve parada, as dificuldades na concretização dos atos processuais e as datas e finalidades da sua prolação".

PGR quer saber porque Sócrates não foi ouvido 


Pinto Monteiro também quer ver esclarecidos "os motivos pelos quais não foram ouvidas todas as pessoas cujas declarações pudessem ter interesse para o esclarecimento dos factos", nomeadamente o primeiro ministro, José Sócrates, e o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.   

O inquérito relativo ao caso Freeport foi encerrado com os procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria, responsáveis pelo processo, a colocarem no despacho final 27 perguntas que gostariam de ter feito ao primeiro ministro, mas que não fizeram alegando falta de tempo.  
 
"As razões por que não foi suscitada, na altura própria, a necessidade de prorrogar o prazo concedido para encerrar o inquérito, designadamente para serem feitas as perguntas que no despacho de encerramento ficaram expressamente indicadas" é outra das questões para as quais o PGR quer resposta.  
 
A abertura deste inquérito baseou-se numa Resolução do Conselho Superior do Ministério Público, de 09 de fevereiro de 2009, em que ficou decidido apoiar as iniciativas do PGR para o integral esclarecimento de todas as questões de índole processual ou deontológica que o processo Freeport possa suscitar. 

Suspeitas de corrupção 


O processo Freeport teve na sua origem suspeitas de corrupção e tráfico de influências na alteração à Zona de Proteção Especial do Estuário do Tejo e licenciamento do espaço comercial em Alcochete quando era ministro do Ambiente José Sócrates.  
 
O MP acusou os empresários Charles Smith e Manuel Pedro por tentativa de extorsão e absolveu os restantes cinco arguidos, determinando o arquivamento dos crimes de corrupção, tráfico de influência, branqueamento de capitais e financiamento ilegal de partidos políticos.

Comentários 22 Comentar
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Freeport PGR quer explicações
O PGR deve antes procurar saber se não sobrou tempo para jogar às cartas, beber copos e comer sardinhas assadas. Nem sempre o que parece é, mas às vezes o que é parece. Quando não se conseguem provas porque elas não existem o melhor é mesmo deixar motivos para continuar com as suspeições. Sócrates cometeu o erro de afrontar regalias de corporações que se julgam intocaveis. Tem vindo e vai continuar a pagar por isso.
PGR pergunta se houve desconto no caso FIGO Ver comentário
Re: PGR pergunta se houve desconto no caso FIGO Ver comentário
Re: Freeport PGR quer explicações Ver comentário
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Pinto Monteiro
Cada vez mais se enterra na lama que criou, a investigação ao Freeport desde a nascença que estava condenada ao fracasso, basta não usar óculos especiais.
Re: Pinto Monteiro Ver comentário
Para que serve a Universidade?
Por muito que Pinto Monteiro queira fazer crêr-já se queimou no processo Freeport-em que-despudoradamente, protegeu Sócrates, o lº Ministro do PS.
Fica-lhe mal, a caminho da reforma,acabar com tanto zigue zague a safar alguém que esteve enterrado até ás orelhas no Freeport.
Pobre País que com esta gente não sai da cêpa torta.
Re: Para que serve a Universidade? Ver comentário
Os arqipélagos de Goulag Ver comentário
A cepa parece que vai continuar torta Ver comentário
Isto é que é lata!!!
Ele próprio atrasou o que pode, como fez com o caso TVI, que deixou na gaveta até depois das eleições.
Não se incomodou com as pressões sofridas pelos Procuradores e só agora reparou na morosidade da investigação.
só não percebo...
é como o Sr PGR não estava informado do andamento do processo, pois tinha poderes para tal e até para avocar o processo para si próprio. em várias ocasiões até veio para a comunicação social falar sobre as diligências que estavam a ser feitas. Estava a falar sem saber?
de qualquer das maneiras não me parece que vá ficar bem na fotografia.
Re: só não percebo... Ver comentário
Re: só não percebo... Ver comentário
Re: só não percebo... Ver comentário
Re: só não percebo... Ver comentário
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Ah Ah Ah !!!
LOLADA... este PGR é um cómico....
O ÚLTIMO A SABER

Este Procurador-geral da República deixa muito a desejar. Tem uma atracção enorme pelas câmaras de televisão acompanhada de uma grande falta de jeito para comunicar. Enreda-se nas respostas e não sabe evitar as perguntas inconvenientes. Parece um coitadinho e esta ideia de abrir um inquérito sobre o modo como os seus serviços funcionaram é uma ideia peregrina. Só serve para confirmar que não sabe o que se passa na casa que lidera. Além disso vai ocupar funcionários que fazem falta noutros processos. Uma lástima.
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