25/05/2012 atualizado às 16:55

Freeport: Lopes da Mota não será ouvido no Parlamento

O presidente do Eurojust não vai estar no Parlamento para esclarecimento das alegadas pressões aos procuradores no caso Freeport, apesar do requerimento potestativo do CDS/PP, que viu aceite apenas a audição do ministro da Justiça.

19:25 Terça feira, 19 de maio de 2009

O presidente do Eurojust , Lopes da Mota, não vai ser ouvido no Parlamento, a propósito das alegadas pressões aos procuradores do "caso Freeport", apesar do requerimento potestativo do CDS/PP , que, porém, viu aceite a audição do ministro da Justiça.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ESPECIAL CASO FREEPORT

Segundo o presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Osvaldo Castro, apesar do direito potestativo apresentado pelo CDS/PP "há certas pessoas que não podem ser sujeitas a uma audição no Parlamento, ao abrigo desta figura regimental".

"Não posso chamá-lo por respeito ao regimento da Assembleia da República ", alegou o socialista Osvaldo Castro.

Segundo o deputado, pelo cargo que José Luís Lopes da Mota ocupa no organismo europeu de cooperação judicial, não pode ser chamado ao abrigo deste requerimento potestativo.

Contudo, explicou, se voluntariamente o procurador-geral adjunto Lopes da Mota mostrar interesse em ser ouvido na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, a sua audição será aceite.

A interpretação de Osvaldo Castro deu origem a um recurso do CDS/PP, tendo sido rejeitado com os votos do PS e a abstenção do PCP.

Entretanto, o CDS/PP apresentou outro requerimento potestativo para que o ministro da Justiça , Alberto Costa, seja ouvido naquela Comissão Parlamentar também sobre as alegadas pressões aos procuradores responsáveis pela investigação no "caso Freeport".

No início da sessão da Comissão para analisar os dois requimentos do CDS/PP para ouvir Alberto Costa e Lopes da Mota, o deputado socialista Ricardo Rodrigues antecipou que o PS votaria contra os dois requerimentos.

Face a esta posição, o deputado Nuno Melo anunciou que o CDS/PP iria utilizar requerimentos potestativos, com carácter obrigatório, para que ambos fossem ouvidos.

O requerimento potestativo da audição de Alberto Costa foi votado, com os votos favoráveis da oposição e os votos contra do PS.

A data da audição será posteriormente definida.

Lusa
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Sem vergonha
odisseia na terra (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 21:38 | Terça feira, 19 de maio de 2009
Envergo-lha e não é pouco.

A gestão que fazemos deste tipo de situações é o cartão de apresentação que fica do país.

Este tipo de situações devem merecer por parte de quem governa o maior dos cuidados.

Tal como as pessoas os países também têm duas dimensões, a do ser e do estar ou se quiserem a interna e a externa.
Em ambas, Portugal tem estado muito abaixo do espectável. Antes suspeitava-se que a justiça portuguesa funcionava mal. Hoje esta suspeita é um dado adquirido ao qual acresce uma investigação questionável e uma magistratura burocrática e claramente politizada.
Exemplos, não faltam. Foi a Casa Pia, é a Leonor Cipriano, a Maddie e agora o Freeport / Eurojust.

No caso do magistrado Lopes da Mota o que começou por ser uma suspeita deixou rapidamente de o ser. Este magistrado já reconheceu que pressionou quem investigava o freeport e que no âmbito das suas ameaças invocou os nomes do ministro da justiça e do primeiro-ministro. Não sabemos ainda porque é que o fez. Terá sido porque foi instruído? Terá sido para pagar favores? Terá sido para obter favores? Provavelmente os portugueses NUNCA o saberão.

Neste momento Lopes da Mota já assumiu as suas responsabilidades, encontra-se sob inquérito e, o melhor de tudo, está disposto a sacrificar-se para salvaguardar o segredo a que está obrigado… Relações fraternais, dirão alguns.

Chegados a este ponto, Lopes da Mota deixa de ter condições para se manter no Eurojust unicamente porque ao assumir as suas culpas automaticamente se desqualificou para a função.

Esta é a única leitura possível.

Esta é a leitura que qualquer chancelaria faz do que se está a passar em Portugal.

O que os nosso parceiros europeus vão observando é a patética ginástica que entretanto vamos por cá fazendo para justificar o injustificável…é por isto que toda esta historia só deixa mal o prestigio de Portugal e só não o vê quem não quer.
   
 
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Uma História Exemplar do PS
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 22:19 | Terça feira, 19 de maio de 2009
1. Em Macau, Alberto Costa, pressionou magistrados para arquivarem processo por forma a ilibar umas pessoas.
2. Devido a isso foi demitido das suas funções por José António Barreiros, seu superior hierárquico.
3. O Governador de Macau, Melancia, manteve a decisão de demissão de Alberto Costa mas anulou o despacho de JABarreiros que a fundamentava, ficando a decisão sem fundamento, uma inovação jurídica à moda do PS.
4. Alberto Costa recorre da decisão e ganha, pois não pode haver decisão sem fundamento, recebendo a choruda indemnização do Estado que esperava como bom PS que era e é.
5. Mário Soares, o famigerado grande estadista, de quem dependiam os negócios de Macau, enquanto Presidente da República, demite JABarreiros por este haver demitido Alberto Costa, numa vingança do chinês. Quem se mete com o PS leva, dizem.
6. O trafulha Alberto Costa faz uma carreira vertiginosa no PS, que o recompensa com cargos de ministro da Administração Interna e, agora, de Ministro da Justiça. O partido tinha encontrado um homem de mão adequado para os grandes momentos, embora sonolento no resto do tempo.

 
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    Re: Uma História Exemplar do PS    Ver comentário
Joao Mota Campos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:45 | Quarta feira, 20 de maio de 2009
QUEM NÃO DEVE NÃO TEME
O Ladario (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 22:53 | Terça feira, 19 de maio de 2009
As pessoas deviam ser honestas e os partidos esses deviam ser exemplares, mas pelos vistos não são.
Sejamos claros a razão do Sr Procurador Lopes da Mota não ser presente no Parlamento só traduz uma coisa, o Partido Socialista tem medo, pois... toda a gente sabe que o Sr Ministro da Justiça, para agradar ao Chefe (PM), provávelmente pediu ajuda ao Sr Procurador e este enfim também quiz dar uma mãosinha, só que nunca pensou na reacção dos camaradas que estão com este processo.
Parece que no caso de Felgueiras, também existiu qq coisa relacionado com este senhor.
Para bem da justiça o caso FREEPORT já devia estar resolvido há muito, pois além de se andar a esbanjar rios de dinheiro ao herário público, também se andam a queimar pessoas em lume brando.
Quanto à sua suspensão do Eurojust, é uma questão de principio, só demonstra que o Governo e o Partido que o apoia, tem de gerir isto com pinças, para não se criarem mais anticorpos.
Mas... que a justiça e o Governo andam pelas ruas da amargura lá isso andam. Já perderam O NORTE MAGNÉTICO HÁ MUITO TEMPO, TÊM MESMO DE SER REFORMADOS E SUBSTITUIDOS NO MAIS CURTO ESPAÇO DE TEMPO.
VIVA A LIBERDADE, VIVA O 25 DE ABRIL, MAS... MAIORIAS NÃO, O POVO TEM DE SER JUIZ É ELE QUE TEM O VOTO NA MÃO.
 
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Notícia de última hora
António Pacheco (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 23:04 | Terça feira, 19 de maio de 2009
O Homem ficou mudo.

O primo só vem em Dezembro e com lavagem cerebral.

O tio foi considerado ininputável.

A mãe perdeu os documentos da casa.

Esta é a campanha negra!

A meu ver está clara como a água.

 
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De acordo!
dedalo11 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:42 | Terça feira, 19 de maio de 2009
Acho que esse senhor deve ser ouvido e atentamente, é no Tribunal! A Assembleia da República, bem que se tem esforçado por ser uma espécie de tribunal Marcial... com transmissões pela TV, e isso tem que acabar porque os srs deputados não são Juizes, e para além disso passam o tempo a descredibilizar a nossa Justiça que já anda bem mal na nossa opinião e tem que ser refeita a fim de que possamos ter Democracia plena. Sem uma justiça de qualidade, a democracia é impossível.
 
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    Re: De acordo!    Ver comentário
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 20:06 | Terça feira, 19 de maio de 2009
Pq é que esta posição do PS não surpreende ninguém
captain_oliveira (seguir utilizador), 1 ponto , 20:17 | Terça feira, 19 de maio de 2009
??? pq será ??
 
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E Cavaco Silva diz....
Jovanoti (seguir utilizador), 1 ponto , 21:16 | Terça feira, 19 de maio de 2009
"Não faço comentários..."
 
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Parlamento
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 21:48 | Terça feira, 19 de maio de 2009
Uma vergonha!
 
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Então é isso!!!
libertino (seguir utilizador), 1 ponto , 22:01 | Terça feira, 19 de maio de 2009
É este o país do Partido Socialista nacional! Impunidade, fuga à responsabilidade, manobra, chicana... Então o home está num cargo político (não é uma função da magistratura) e querem que ele não vá ao Parlamento?
Só com esta tropa fandanga que nos (des) governa
 
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Também...........
TILT (seguir utilizador), 1 ponto , 9:44 | Quarta feira, 20 de maio de 2009
Para quê? Não ia servir de nada ouvilo. Quem tem bons padrinhos, não tem que se justificar.
 
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PS
gtdriver (seguir utilizador), 1 ponto , 11:52 | Quarta feira, 20 de maio de 2009
Têm medo de quê?
 
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Por favor, não me pressionem que eu choro!
Kinikós (seguir utilizador), 1 ponto , 12:55 | Quarta feira, 20 de maio de 2009
Já chega de pressões! Eu não quero que o meu colega me pressione! Caso contrário... vou dizer e fazer o contrário do que a minha consciência manda! Por favor, não me pressionem que eu choro!

Senhores jornallistas, vocês são os olhos por onde nós vemos o mundo! Parem e ouçam! Larguem a Pressão!
Falem-nos dos milhares de pessoas que morrem todos os dias à fome devido à injusta distribuição da riqueza deste planeta.
Falem-nos dos milhões de desempregados em todo o mundo devido à ganância de muito poucos.
Falem-nos do que acontece, no nosso país, aos gestores de Bancos, gestores saqueadores do dinheiro alheio, amnésicos que não conseguem lembrar-se das assinaturas que fizeram.
Falem-nos da podridão de alguns deputados que, em tempo de tanta crise, não hesitam em procurar fontes de mais dinheiro para esbanjar em campanhas de mentira e cartazes inúteis que só sujam mais as já sujas ruas das nossas cidades e vilas.
Falem-nos dos milhares de pais, mães e filhos que fazem fila para receber uma malga de sopa e um pão distribuídos nas paróquias das nossas cidades. Andem! Venham para a rua! Entrevistem! Gravem! E, se forem capazes, chorem também! Mas, pelo amor de Deus e por amor aos novos escravos que a usura e falta de valores de alguns lançam para as praças e ruas deste planeta, não nos falem mais de Freeport e de pressões. Não nos pressionem!
Falem-nos da PRESSÃO a que os desprezados e pobres desta coisa a que chamamos Terra estão continuamente a ser sugeitos!
 
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Assim sim!
coseno (seguir utilizador), 1 ponto , 18:36 | Quarta feira, 20 de maio de 2009
E assim vai Portugal. Politicos de Merda.
 
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